sábado, 15 de junho de 2019

Ondas de choque no skate

As lesões no skate vem aumentado gradativamente nos últimos anos, não só pelo aumento exponencial do número de skatistas, mas principalmente pela evolução das manobras que estão cada vez mais complexas.
Por conta disso a forma de tratar estas lesões também vem sendo aperfeiçoado e hoje temos uma nova ferramenta para nos ajudar, o Tratamento Por Ondas de Choque (radiais ou focais) é uma nova modalidade de tratamento para os pacientes com problemas músculo esqueléticos tais como tendinites que não melhoram com os tratamentos habituais, dores musculares crônicas e falhas na consolidação de fraturas.
As Ondas de Choque são um tipo de energia mecânica e não um choque elétrico, que penetra no tecido lesado e provoca um fenômeno chamado cavitação, onde microbolhas se rompem provocando microrroturas no tecido inflamado, determinando a liberação de substâncias anti-inflamatórias locais e também estimulando um aumento na microcirculação local. Elas agem de diversas maneiras, as principais são as ações mecânicas causando formação de microbolhas que eclodem fragmentando a fibrose local; e a ação analgésica por intenso estímulo local, liberando enzimas locais que atuam na fisiologia da dor. Temos também a ação vascular que provoca uma congestão vascular e neoformação de vasos.
A terapia é realizada por equipamentos desenvolvidos para uso em ortopedia, e as indicações abrangem patologias de caráter crônico como esporão de calcâneo, tendinites calcificadas de ombro, tendinites de cotovelo, e outras tendinites que não foram solucionadas pelos tratamentos habituais. O uso das ondas de choque também tem um efeito osteogênico, quando aplicada em pacientes que tiveram fraturas de difícil consolidação, além de outras indicações. Apesar dos resultados extremamente favoráveis, até o momento o mecanismo exato de funcionamento das ondas de choque no organismo não é totalmente conhecido.
O tratamento por ondas de choque aplicada ao sistema musculoesquelético pode iniciar os seguintes processos de alterações estruturais no tecido; estimulação de crescimento ósseo; estimulação do processo regenerativo do tecido alterações e estruturais no depósito de cálcio seguido por reabsorção de cálcio pelo organismo.
Apesar dos resultados extremamente favoráveis, até o momento o mecanismo exato de funcionamento das ondas de choque no organismo não é totalmente conhecido. O tratamento por ondas de choque aplicada ao sistema musculoesquelético pode iniciar os seguintes processos de Alterações estruturais no tecido; Estimulação de crescimento ósseo; Estimulação do processo regenerativo do tecido alterações e Estruturais no depósito de cálcio seguido por reabsorção de cálcio pelo organismo.
Este método deverá ser prescrito somente por um médico, que fará uma avaliação clínica de cada caso. O tratamento não é invasivo. Não há nenhum tipo de sangramento visível. Não há cicatriz. É totalmente ambulatorial. Não há a necessidade de hospitalização. Um tratamento de terapia por ondas de choque tem duração média de 30 minutos, desde acomodar o paciente até o seu término.
O principal ponto negativo está no valor da sessão o que impede muitos skatistas de utilizar esta técnica em seus tratamentos.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 8 de junho de 2019

Musculos isquiotibiais e o skate

Os isquiotibiais são um grupo de músculos localizados na região do posterior da coxa, na parte de trás dos membros inferiores. Essa musculatura é responsável principalmente pelos movimentos de extensão do quadril e flexão do joelho, e atravessa ambas as articulações.
Ou seja, é muito exigida em atividades como o skate, pois possui um papel fundamental na biomecânica do movimento realizado nas manobras, além de controlar a velocidade na hora de remar.
Os incômodos nos isquiotibiais são geralmente causados por estiramentos, que são uma lesão muito comum em esportes que requerem grande potência muscular como o skate. Uma das melhores maneiras de evitar contusões musculares é fortalecendo a região. Alongamento e aquecimento da região também são fundamentais para evitar lesões, pois permitem que os músculos isquiotibiais possam realizar movimentos sem restrições, ou seja, com amplitudes maiores.
Porém, caso a sessão seja muito intensa, melhor não fazer alongamentos fortes com a intenção de aumentar a flexibilidade. Essa prática provoca dor e acaba alterando uma série de estruturas, levando à perda de força. O tratamento varia de acordo com a gravidade e intensidade da lesão. De imediato, em casos de dores leves, é recomendada uma pausa no skate.Em casos de dores agudas, o descanso é fundamental, com aplicação de compressas frias na região lesionada. Claro que a prioridade é consultar um fisioterapeuta, ortopedista ou médico do esporte para outras prescrições.Aliado ao descanso, o tratamento, que precisa ser seguido à risca e com paciência.
Em casos mais raros, quando a lesão é muito grave, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica. Geralmente, no momento da contusão, é possível notar a gravidade, com um som de estalo como se a musculatura tivesse rompido, dores próximas aos glúteos ou na parte posterior do joelho, grande quantidade de hematomas na parte posterior da coxa, dificuldade de se movimentar ou fraqueza na perna lesionada são sinais de que algo mais complexo aconteceu.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

domingo, 2 de junho de 2019

O uso da creatina no skate

Andar de skate é uma atividade de alta intensidade e muito impacto, o que acaba trazendo alguns danos ao nosso corpo e a alimentação é algo fundamental para diminuir os estragos e recuperar o corpo para as próximas sessões.
Nem sempre conseguimos nos alimentar de forma adequada e pensando nisso a indústria farmacêutica cada vez avança mais dentro do mercado de suplementos. Alguns suplementos prometem muitos benefícios, outros pontos específicos de melhora, mas o que mais se adequa a rotina de um skatista é a creatina.
A creatina é um dos ergogênicos nutricionais mais populares usados por esportistas amadores e por atletas profissionais em todo o mundo. Substâncias com efeito ergogênico são as que melhoram a performance, e estudos têm demonstrado consistentemente que a suplementação com a creatina aumenta as concentrações de creatina intramuscular, levando à evolução no desempenho e melhorando as adaptações ao treinamento.
É importante ressaltar que a substância não tem efeito anabolizante. O aumento da massa muscular conquistado com o uso da creatina é indireto, já que ela hidrata os músculos e melhora o desempenho físico. Pesquisas indicam que a suplementação de creatina pode melhorar a recuperação pós-exercício, a prevenção de lesões e a termorregulação. O corpo precisa reabastecer de 1 a 3 gramas de creatina por dia para manter as reservas de normais, dependendo da massa muscular. Boa parte é sintetizada no fígado e nos rins a partir de arginina e da glicina. Cerca de metade da necessidade diária é obtida a partir da dieta, principalmente em carne vermelha, peixes gordos (como o salmão), frango, fígado, bacalhau, ovos e leite. Por exemplo, um quilo de carne bovina não cozida ou de salmão fornece de 1 g a 2 g de creatina. No entanto, algumas pessoas têm deficiências de síntese de creatina devido a erros inatos enzimáticos e dependem da ingestão dietética para manter as concentrações musculares e cerebrais normais. Pessoas adeptas de dietas vegetarianas e, principalmente, veganas também podem precisar de suplementação.
O principal papel metabólico da creatina é, através de sua combinação com outros componentes do corpo, ajudar na manutenção da disponibilidade da ATP (energia usada pela nossas células), particularmente durante as sessões de skate. Em uma dieta normal, que contém de 1 g a 2 g por dia de creatina, os estoques de creatina muscular são cerca de 60% a 80% do máximo. Portanto, a suplementação dietética do composto serve para aumentar o estoque em de 20% a 40%.
A maneira mais eficaz é ingerir 5 g de monohidrato de creatina (ou aproximadamente 0,3 g / kg de peso corporal) quatro vezes ao dia por 5 a 7 dias. No entanto, níveis mais altos de suplementação por períodos mais longos de tempo podem ser necessários para aumentar as concentrações. Uma vez que as reservas de creatina muscular estejam totalmente saturadas, elas poderão ser mantidas pela ingestão de uma dose contínua mais baixa, de 3 g a 5g por dia.
O único efeito colateral relatado consistentemente da suplementação de creatina descrita na literatura foi o ganho de peso momentâneo, por causa da retenção de líquido. Estudos disponíveis mostraram consistentemente que a suplementação de creatina não traz riscos de saúde e pode na verdade gerar benefícios de saúde e desempenho.
Vale lembrar a importância de seguir a prescrição de um especialista. Jamais faça uso da creatina sem passar com profissional especialista médico ou nutricionista.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 25 de maio de 2019

Banho gelado X skate

As vezes procuramos recursos mirabolantes para cuidar do nosso corpo antes e depois das sessões de skate. Já faz algum tempo que vem sendo provado os benefícios dos banhos de água fria pra nossa saúde e bem-estar. Uma coisa tão simples de fazer e que vai trazer diversos benefícios para sua vida. Te deixando mais produtivo e menos acomodado para manobrar.
Tomar banho de água fria, na maioria das vezes, tende a ser algo extremamente desagradável. A quantidade de força de vontade que você precisa ter pra fazer isso todos os dias pode ser o impulso que você precisa para crescer no skate. Isso vai fazer você persistir em outras áreas da sua vida também, não desistindo logo de primeira e encarando os desafios que aparecerem, algo fundamental para quem anda de skate e quer seguir evoluindo sobre o carrinho. É incrível a capacidade que o banho gelado tem de fazer uma “limpeza” mental em você. É comprovado que o banho na água fria aumenta os níveis de glutationa no sangue, o que ajuda a reduzir o nível de estresse. Existem dois tipos de gordura em nossos corpos, a gordura boa e a ruim (marrom e branca respectivamente). A gordura marrom, ou seja, a boa é responsável por gerar calor e manter nosso corpo aquecido. Quando você toma um banho gelado, a gordura boa é ativada, aumentando o gasto de energia para manter nosso corpo aquecido e, consequentemente, queimando mais calorias. Segundo vários estudos, tomar banho gelado regularmente aumenta a quantidade de células brancas que lutam contra as doenças. Isso porque tendemos a nos aquecer durante o banho, aumentando a taxa metabólica e a ativação do sistema imunológico
Para nós skatistas esse é um dos melhores benefícios. O banho gelado também melhora nossa circulação e ajuda remover o ácido lático. Atletas de diversos esportes fazem isso, justamente por causa da ajuda na recuperação muscular e prevenção de algum tipo de dor. Se você já se aventurou nessa de tomar uma ducha fria logo pela manhã, já sabe que é difícil respirar no começo. Mas, ironicamente, essa respiração profunda logo cedo aumenta drasticamente nosso consumo de oxigênio e nossa frequência cardíaca. Isso fará com que ficamos mais alertas no restante do dia.
Você não precisa começar diretamente no banho gelado, comece com um banho morno logo após levantar e mude pra fria durante o banho e deixe até o final.
Um simples banho gelado pode ser o “up” que vai te levar mais ligado para sessão ou o que vai ajudar a recuperar seu corpo e sua mente depois de andar de skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 18 de maio de 2019

Estiramento muscular no skate

O skate vem evoluindo muito dia após dia e as exigências físicas dos skatistas mudaram muito no decorrer desta última década. Consequentemente algumas lesões começaram a ter um índice maior devido à falta de uma preparação física específica para andar, uma delas é o estiramento muscular.
O estiramento muscular ocorre quando o músculo é exigido alem da força que suas fibras podem gerar, geralmente em movimentos de desaceleração ou por traumas repetitivos (stress). Existem grupos musculares mais propensos a este tipo de lesão, como os músculos posteriores da coxa, o gastrocnêmio (um dos músculos da panturrilha), os adutores do quadril (musculatura interna da coxa) e o reto femural ( uma das porções do quadríceps, músculo anterior da coxa).
Os sintomas do estiramento muscular são dor aguda (fisgada geralmente), edema no local (inchaço) e hematoma (se a lesão for mais grave).Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória entre 6 a 24 horas.
A melhor coisa a ser feita caso isso aconteça enquanto você anda é colocar gelo por cerca de 20 minutos no local para ajudar a diminuir o processo inflamatório, e buscar auxílio médico que provavelmente indicará o uso de anti-inflamatório ou relaxante muscular e repouso durante alguns dias dependendo da gravidade da lesão, Após 2 ou 3 dias deve-se iniciar o fisioterapia buscando aumento da mobilidade, fortalecimento muscular e melhora da resistência, buscando a volta ao skate da melhor maneira possível.
Considerando sempre que um bom aquecimento antes de andar e um bom alongamento após as sessões ajudam a diminuir o risco de lesões musculares somado a um trabalho de preparação física voltado para o skate. Prevenir é sempre melhor que remediar e prolongar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 11 de maio de 2019

Alongamento X Aquecimento no skate

Nessa última semana respondendo algumas perguntas no Stories do Instagram (@skatesaude) percebi que muitos skatistas não sabem diferenciar o aquecimento do alongamento e em quis situações usar cada um deles. Eles acabam sendo confundidos, como se fossem a mesma coisa ou se tivessem a mesma função.
Alongar e aquecer não apenas são práticas diferentes, como também apresentam diferentes funções. Tradicionalmente é comum realizar alongamentos antes de iniciar qualquer exercício. Porém, estudos mais recentes demonstram que esse hábito pode não ser interessante para a realização de algumas atividades.
No caso dos exercícios de força e potência como o skate, por exemplo, é indicado realizar apenas o aquecimento antes da atividade. O aquecimento é uma preparação para os exercícios mais intensos e longos, ele lubrifica articulações e aumenta a irrigação sanguínea.
Ele é, basicamente, a realização prévia de exercícios repetitivos e com menor intensidade. Faz com que o corpo se acostume gradativamente com a atividade. Evita um “choque”, que poderia, por exemplo, causar lesões ou reações fisiológicas inconvenientes. Dois exemplos clássicos de aquecimento são a corrida e o polichinelo, mas para skatistas o ideal seria pular corda, remar e fazer manobras no solo.
Para falar do alongamento, precisamos fazer uma observação, existem dois tipos de alongamentos, o dinâmico e o estático. O mais conhecido é o alongamento estático. Ele é o tradicionalmente utilizado, é composto por movimentos que desafiam os limites do corpo, envolvendo esticar e segurar determinadas posições.
Sua função é relaxar e ampliar a flexibilidade dos músculos e articulações. Antes de andar de skate o melhor é fazer o aquecimento. Ele aumenta a temperatura do corpo e o metabolismo das células. O tipo de aquecimento ideal é variável de acordo com o pico e a sessão que você pretende fazer. Mas, e o alongamento, onde fica?
Estudos recentes, como o realizado na Universidade de Nevada, revelam que realizar o alongamento estático antes da prática de exercícios não é uma boa. Isso porque ele gera uma resposta neuromuscular inibitória, reduz em até 30% a força muscular por cerca de meia hora. Ele ainda pode ser nocivo para exercícios de força (diminui o pop), pois diminui a resistência e a ruptura das fibras musculares.
Por isso, ao se preparar para andar, o ideal é realizar o aquecimento com o alongamento dinâmico. O alongamento dinâmico é muito parecido com o aquecimento. Trata-se da repetição de movimentos semelhantes ao exercício que será realizado, com pouca ou nenhuma carga ou menor intensidade. A combinação do aquecimento com o alongamento dinâmico oferece vários benefícios, dentre eles, a redução das probabilidades de lesões.
Por outro lado, isso não quer dizer que o alongamento estático não deva ser praticado. Ele pode ser uma opção interessante para finalizar a sessão ou para dias específicos. Considerando que os tecidos que envolvem o músculo são rígidos, pode existir certa dificuldade em sua expansão. Com o alongamento estático, gradativamente, a amplitude articular e a musculatura longitudinal aumentam. Isso permite maior flexibilidade e maleabilidade dos tecidos musculares, dos músculos e do próprio corpo.
Além disso, ele oferece benefícios como a redução das tensões, relaxamento e maior consciência corporal. Não é obrigatória a sua realização ao final das atividades. Esse hábito fará com que seu corpo recupere a calma necessária para o retorno às atividades cotidianas após manobrar. Além de potencializar a sua capacidade de realizar certos movimentos com o tempo, fora a redução do estresse mental. Agora você sabe a diferença entre alongamento e aquecimento e como aproveitá-los melhor na suas sessões de skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 4 de maio de 2019

O tendão de aquiles e o skate

Muitos skatistas constantemente sofrem com dores no calcanhar e as causas deste problema variam muito, mas geralmente o ponto de dor acaba sendo o mesmo, o “Tendão de Aquiles”.
Incômodos nesta região podem ser resultado de fraqueza muscular, má postura, falta de alongamentos e repouso inadequado.
O sintoma inicial da inflamação é a dor na base do calcanhar ou na fáscia plantar, mas, geralmente, ela aparece certo tempo depois do término da sessão, quando o corpo já “esfriou”. Não é incomum que o skatista esteja lesionando a região durante a sessão e sequer perceba. A musculatura aquecida dificulta a percepção. Porém, algumas horas depois, ele deve sentir choques e dor ao pisar no chão.
Quando ocorre um nível alto de degradação, o tendão de Aquiles pode se romper, fazendo com que o skatista sinta um estalo seguido de uma dor aguda. Quando acontece a ruptura do tendão calcâneo, a pessoa deve se deslocar o quanto antes ao pronto-socorro para fazer um exame de imagem, visando descobrir a gravidade e os próximos procedimentos, que geralmente acabam sendo cirúrgicos.
Em caso de dor leve ou moderada na região, é importante que o skatista busque consultar um médico do esporte ou um ortopedista para que seja feita uma ressonância magnética, assim garantindo a obtenção de mais detalhes do que um exame apenas de toque.
Geralmente, o paciente é encaminhado a um fisioterapeuta, com quem deve realizar o tratamento que possui duração variada de acordo com a gravidade da lesão.
A prevenção sempre é o melhor caminho, por isso faça sempre uma boa preparação física com exercícios de mobilidade e flexibilidade minimizando assim o risco destas lesões.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 27 de abril de 2019

Nervo Ciático de skatista

Dores no Nervo Ciático são um problema para muitos skatistas. O incômodo é frequentemente relatado e se manifesta por dificuldades para andar e dores na coluna lombar. O nervo ciático (ou isquiático) é o mais longo e espesso do corpo humano.
Ele se origina no plexo lombo sacro, ou seja, na região lombar e é formado por diversas ramificações que se ligam às ultimas vértebras e à base da coluna vertebral e atravessam o quadril, os glúteos, a coxa, o joelho e o tornozelo.
Por conta de seu tamanho avantajado e também de sua localização extensa, o nervo ciático é muito propenso a compressões. As principais causas do desconforto são os traumas diretos que ocorrem por fatores mecânicos e extrínsecos, como quedas e contusões, algo corriqueiro na vida de um skatista. Posturas inadequadas por tempo prolongado, atividades esportivas ou de trabalho que sejam repetitivas ou desgastantes em demasia também podem originar lesões.
O deslocamento de um ou mais discos intervertebrais com compressão dos forames ou orifícios por onde passa o nervo também pode gerar inflamação e dor, a qual é conhecida como ciatalgia. Basicamente, os sintomas de nervo ciático são motores (Dor lombar que irradia por toda a face lateral, posterior ou anterior da coxa; Dificuldade de erguer o pé, estender o joelho ou mexer o quadril) e sensitivos (Dormência na perna, Formigamento, Sensação de choque, Sensação de agulhamento, Perda de sensibilidade na planta do pé e em outras regiões dos membros inferiores).
O diagnóstico de nervo ciático inflamado envolve testes realizados em consultório que indicam compressões ou alterações na espinha, exames de imagem como raio X, tomografia e ressonância magnética e eletroneuromiografia. O tratamento do nervo ciático pode ocorrer isoladamente, mas as causas são tão diversas que é recomendado fazer uma investigação aprofundada para descartar a possibilidade de questões mais graves e evitar recidivas. O tratamento é planejado junto ao médico e inclui exercícios de dissociação do quadril e lombar e o uso de compressas e eletroterapia.
De maneira geral, manter uma boa forma física ajuda a evitar problemas no nervo ciático. Ter um core forte e um bom alongamento nos membros inferiores ajudam a combater este mau que aflige um grande número de skatistas.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

domingo, 14 de abril de 2019

Joelho de skatista

As lesões nos ligamentos do joelho são comuns entre os skatistas, e quando ocorrem acabam trazendo um pouco de dor de cabeça para o skatista. A situação mais comum é quando o skatista fica com o pé fixo no chão ou no skate e o corpo gira sobre ele.
A melhor maneira de prevenir-se de lesões nos ligamentos do joelho é fazer o fortalecimento muscular e treino sensório-motor, este composto por exercícios que visam melhorar o equilíbrio postural.
A utilização de acessórios de proteção como joelheiras de compressãosão pouco eficazes, visto que durante a prática traumas diretos são muito comuns e entorses são imprevisíveis. O principal sintoma deste tipo de contusão é a dor aguda e uma consequente incapacidade funcional. Ou seja, o skatista passa a ter dificuldades para pisar no chão e de movimentar o membro machucado.
O grande problema das lesões ligamentares é a instabilidade articular causada, principalmente, se o ligamento afetado for o cruzado anterior. O joelho fica ‘frouxo’, assim impossibilitando o skatista de andar e até ter uma rotina de vida normal. Em casos de sintomas parecidos, é preciso proteger a articulação para evitar que a lesão se agrave. A aplicação de gelo também é indicada porque alivia a dor, evita o inchaço e o sangramento derivado do rompimento de vasos sanguíneos, assim facilitando o tratamento e recuperação.
Depois, é importantíssimo marcar uma consulta urgente com um ortopedista ou médico do esporte para um diagnóstico preciso através de ressonância magnética e testes específicos. Apesar de o processo cirúrgico ser comum em casos de lesões nos ligamentos do joelho, dependendo da gravidade e de qual ligamento for afetado, o médico pode prescrever um tratamento conservador baseado em medicamentos, repouso, imobilização e fisioterapia.
Preparar seu corpo para andar de skate é fundamental para diminuir o risco de lesões.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 6 de abril de 2019

Oxigenioterapia no skate

Com o crescimento do skate como “esporte” um monte de novos cuidados passam a cercar a rotina de alguns skatistas , preparação física, treino preventivo e reabilitação são palavras comuns no vocabulário, e cada vez mais novas técnicas e tecnologias vem se juntando a essa rotina.
O oxigênio, fundamental na respiração dos seres humanos, pode ajudar também no tratamento de lesões. A oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica realizada dentro da câmara hiperbárica e que pode ajudar atletas a se recuperarem de lesões.

Durante o procedimento, o paciente respira oxigênio puro enquanto é submetido a uma pressão de duas a três vezes maior do que a pressão atmosférica ao nível do mar. Com a concentração de oxigênio no ambiente maior do que em condições normais, há o aumento na quantidade do gás transportado pelo sangue do indivíduo, cerca de 20 vezes o volume que circula no nível do mar. E é isso que os defensores da oxigenioterapia alegam que pode trazer benefícios. Por aumentar a concentração de oxigênio no sangue, esse tipo de tratamento pode acelerar o processo de recuperação em lesões agudas, como casos de infecções, cicatrizações e traumatismos comuns no skate. O número de sessões varia conforme a gravidade da lesão.
Quando um skatista sofre alguma lesão muscular, ligamentar, óssea ou de pele, ou seja, em qualquer lesão aguda, forma-se um foco de hipóxia localizada. O tratamento adjuvante com oxigenoterapia, acelera a recuperação celular e tecidual, muito importante para um skatista que precisa voltar o quanto antes a andar.

O skate evolui e a tecnologia dentro da medicina também, trazendo cada vez mais recurso que podem beneficiar os skatistas.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 30 de março de 2019

A importancia do OHS no fortalecimento do core do skatista

Nos dias de hoje se fala muito sobre ter um core forte para andar de skate, e é inegável a importância dessa musculatura bem desenvolvida para a prática de qualquer esporte em especial os esportes com prancha como o skate, como também para o aumento da qualidade de vida. Dores na lombar muitas vezes têm relação com uma musculatura de core fraca.
O OSH ou agachamento de arranco é o exercício essencial para o core. Por esse motivo, é um movimento indispensável para desenvolvimento de força e potência. Ele desenvolve a flexibilidade funcional e ao mesmo tempo treina a base do agachamento, punindo qualquer falha que você tenha na postura e estabilidade desse movimento.
Apesar de ser um exercício simples, ele é extremamente técnico e exige além de força bastante flexibilidade e coordenação para manter a barra no plano horizontal acima da cabeça. Mas, uma vez que você aprende o movimento, e começa a praticar com algumas cargas, ele expressa todo seu controle, estabilidade, força e geração de potência que você pode ter. O ideal para começa a treinar é ter uma certa amplitude articular de tornozelo e sustentar a barra em cima da cabeça enquanto agacha. Para executar o overhead squat você precisa manter o bastão acima da cabeca com cotovelos completamente estendidos e travados. Axilas apontando para frente e para fora. Olhe para frente e comece o movimento de flexão de quadril e joelhos. Agache até que o quadril passe os joelhos. Mantendo a barra sempre acima da cabeça, com a amplitude bem aberta, estenda as pernas e volte à posição inicial.
Este movimento vai mobilizar grupamentos musculares consideráveis enquanto você pratica a técnica. Dez minutos praticando o overhead squat no seu aquecimento antes de andar de skate já vai te trazer muitos benefícios em alguns meses. Pratique o OHS para melhorar sua força de core e comece leve focando na técnica e mobilidade do movimento até você conseguir trabalhar com cargas desafiadoras.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 23 de março de 2019

Aumento da potência no skate

Ser rápido e explosivo, ter músculos potentes faz toda a diferença em qualquer tipo de esporte. E no skate não é diferente, ter o “pop” para fazer o skate subir e a manobra sair no jeito faz toda a diferença para qualquer skatista. Potência muscular é a contração do músculo no menor tempo possível. Quanto maior a potência ao saltar (ou em outro movimento), maior a eficiência desses movimentos.
Há muitas formas de realizar um treino de potência muscular: dentro de uma sala de musculação com pesos, levantamento de peso olímpico ou em espaços livres como parques e praças, sendo que nesse último caso o mais comum é usar a pliometria como treinamento.
Este tipo de treinamento requer uma excelente coordenação motora e um nível de condicionamento legal, tendo em vista que a carga utilizada é média, o número de repetições é média e a velocidade de execução do movimento é alta, sem pausas ou ajuda no decorrer da atividade.
Sabemos que potência é contrair o músculo no menor tempo possível, logo os movimentos deverão ser rápidos, explosivos e sempre coordenados, isso quer dizer que depois de vencer a resistência, o retorno à posição inicial deve ser controlado.
O tempo de intervalo é longo e varia entre 2 e 3 minutos para recuperar bem manter o padrão de movimento para as proximas series. Com o treino de potência também observamos um aumento de força e maior resistência anaeróbica lática, ou seja, você suporta ficar por mais tempo em atividades intensas como o skate.
Este tipo de treino além de melhorar sua performance no skate ajuda a minimizar o risco de lesões que é muito importante para sua vida útil sobre o carrinho.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 16 de março de 2019

O treino de Boo Johnson

A preparação física vem ganhando um espaço cada vez maior entre os skatistas, sendo eles profissionais, amadores ou apenas aqueles que andam por diversão.
Grandes nomes do skate como Brandon Bieber, Luan de Oliveira, Letícia Bufoni entre muitos outros, atualizam constantemente suas redes sociais mostrando seus treinamentos físicos.
Recebi este vídeo do Boo Johnson onde ele demonstra sua rotina de treinos para a região abdominal.
Sinceramente não acho a melhor forma de treino para um skatista, acredito em linha de treinamento que procura a especificidade do esporte, trabalhando com exercícios integrados e multi-articulares, algo bem diferente do que é apresentado no vídeo.

Não que seja errado está forma de treino, até pelo nível absurdo que ele tem andando de skate, mas sigo uma linha de trabalho diferente desta. Indiferente da forma de treinamento, o mais importante é trabalhar seu corpo buscando uma melhora de performance, diminuir o risco de lesões e principalmente aumentar sua longevidade sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 9 de março de 2019

Ausência por licença médica

Na ultima semana o Berrics postou uma série chamada "Medical Leave of Absense" que a mostra a lesão de joelho sofrida pelo skatista Matt Berger da Flip e toda a sua rotina de recuperação.
Os vídeos mostram as sessões de fisioterapia, inicio do trabalho de fortalecimento e a volta ao skate, mas o mais interessante para mim, são os depoimentos do skatista durante todo este processo, vale muito a pena conferir estes dois episódios.

Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

A sesamoidite no skate

O pé do skatista é a região do corpo que tem contato direto com o skate e o chão, sofrendo diferentes tipos de impactos na sessão que podem levar a algumas lesões, hoje falaremos sobre a sesamoidite.
A sesamoidite é uma inflamação nos ossos sesamóides, causada por uma sobrecarga muito grande na articulação entre o dedão e o pé (metatarsofalangeana), que pode levar a inflamação, dor, inchaço e até fraturas. Normalmente, acomete praticantes de atividades de alto impacto, como o skate, e frequentemente está acompanhada de calosidades.
Os ossos sesamóides funcionam aumentando o braço de alavanca (polia) dos músculos que neles se inserem. Durante a fase de propulsão da marcha (fase que a ponta do pé cria impulso para irmos para frente), os sesamóides aumentam a eficiência da musculatura com as quais se relacionam e também são pressionados contra o chão, nesse momento é exercida uma grande pressão sobre os sesamóides e, se essa pressão for excessiva, pode acabar evoluindo para uma sesamoidite.
Essa patologia causa uma dor bem localizada na região anterior ao dedão embaixo do pé. Não é uma condição muito grave, mas pode levar a algumas limitações nas atividades normais por causa da dor. As principais causas da sesamoidite estão relacionadas ao aumento das pressões na região anterior ao dedão do pé, como na hora de remar e na volta das manobras.
Isso pode ser decorrente devido à grande quantidade que o skatista rema durante a sessão ou para se locomover com o skate, do alto impacto causado pelas manobras, calçados inadequados, excesso de peso, alterações na marcha, diferenças e deformidades anatômicas.
O tratamento consiste em repouso, medicação via oral (anti-inflamatórios), gelo, fisioterapia (geralmente ultrassom e lazer), alongamentos e em alguns casos o uso de palmilhas ortopédicas.
 Os tênis de skate são um caso a parte, geralmente escolhidos pelo custo ou pelo design pela maioria dos skatistas, tem papel fundamental na saúde dos pés dos skatistas.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Sacroileite e o skate

Uma das causas comuns de dores nas costas e quadril dos skatistas é a sacroileite. Essa dor pode ser decorrente da disfunção da articulação sacroilíaca (SI), que é a articulação entre seu sacro e ílio. A dor ocorre quando a articulação se torna rígida ou solta.
A dor relacionada à articulação SI pode ser semelhante à dor lombar, muitas vezes irradiando para as nádegas ou para o posterior da coxa. O tipo de dor pode ser aguda, pontiaguda ou opaca, e geralmente localizada em um lado da pélvis / região lombar, virilha ou cóccix, com ou sem sintomas de irradiação para a perna.
A disfunção da articulação SI pode causar dor durante atividades diárias como, curvar-se para frente, pegar algo do chão, ficar muito tempo em pé, levantar-se de uma posição sentada, virar na cama e atividades unipodais (peso do corpo de um lado só).
Problemas com a articulação sacroilíaca podem levar o seu corpo a supercompensar ou mover-se de forma não natural. Causas da dor podem ser de artrite lombar secundária à fusão das vértebras, cair de um lado do corpo, hipermobilidade do quadril, overtraining e desequilíbrios musculares.
Embora a dor relacionada à disfunção do SI pareça inevitável, há uma série de opções de tratamento que podem trazer alívio. A primeira coisa a tentar é descansar, e procurar um médico do esporte para encontrar a raiz da sua dor, especialmente se está limitando suas sessões ou diminuindo a performance. Obter uma avaliação da sua lesão pode levar a opções que podem incluir medicação, testes diagnósticos adicionais e fisioterapia.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

As lesões meniscais no skate

O joelho é uma área de grande preocupação para todos os skatistas, é o segundo local do corpo onde mais acontecem lesões e por isso todo o cuidado é pouco, hoje falaremos sobre uma das lesões mais comuns, a dos meniscos.
Os meniscos são estruturas em formato de “C” essenciais para a biomecânica do joelho, agindo como lubrificadores, estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação. Possuímos dois meniscos: um interno, maior e menos móvel, denominado medial e um externo, menor e mais móvel, denominado menisco externo.
As lesões meniscais classificam-se em dois grupos: as traumáticas agudas, típicas de skatistas jovens, onde entorse do joelho é o grande vilão e as degenerativas, mais comuns após os 40 anos de idade, sendo o micro-trauma de repetição de cargas cíclicas de esportes, como o skate, o mecanismo básico causador da lesão.
As lesões meniscais causam sintomas característicos como dor bem localizada com períodos de alívio e agravo a determinados movimentos como agachar e cruzar as pernas, inchaço, e bloqueio (travamento). Quando associado à inflamação da membrana que envolve o joelho, pode haver aumento do volume do líquido sinovial ocasionando o que chamamos de derrame articular (popular água no joelho).
Em alguns raros casos, a dor melhora espontaneamente. Infelizmente, os sintomas obrigam a parar de andar de skate e limitam algumas atividades do dia a dia como agachar, dirigir e caminhar. Acredita-se, hoje, que isso se deva não só à lesão meniscal em si, mas pela sobrecarga do osso logo abaixo do menisco (osso subcondral), fenômeno denominado de edema ósseo. Até a última década, o tratamento da lesão meniscal degenerativa envolvia apenas o acompanhamento clínico e a utilização de recursos analgésicos da fisioterapia. A grande maioria dos ortopedistas orientava que o paciente abandonasse o skate e, se mesmo assim se mantivesse sintomático, era indicada a meniscectomia (retirada de parte do menisco).
Apesar de ter a indicação formal e, de trazer alívio de sintomas para uma população pouco ativa, este procedimento em skatistas com idade superior a 45 anos de idade está estatisticamente ligado ao agravo do edema ósseo, causando agravo da dor. Por isso, atualmente este procedimento é considerado por muitos ortopedistas como o último recurso.
Quando há queda do rendimento e a dor está ligada à perda de massa muscular, pode-se optar pela viscossuplementação que é um método de tratamento relativamente novo e consiste nas injeções intra-articulares de ácido hialurônico que é o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. Autores defendem seu uso em lesões meniscais degenerativas, já que durante o processo de envelhecimento da articulação o líquido sinovial perde sua capacidade funcional, devido à idade e ao processo de artrose. Portanto, o uso do dessas injeções de ácido hialurônico exógeno desaceleraria a degeneração. O alívio dos sintomas facilitaria no ganho de massa muscular e retorno ao skate.
O aprimoramento das técnicas de vídeo-artroscopia e o melhor conhecimento das lesões degenerativas levaram a uma técnica relativamente nova chamada reinserção meniscal. Sua criação baseia-se no princípio de que um menisco degenerado está quase sempre extruso (fora de seu local de origem). A técnica visa, portanto, fixar a raiz do menisco (região mais periférica), puxando sua raiz contra a tíbia no mesmo lugar onde estava antes de sua lesão. Agora uma nova técnica vem apresentando bons resultados, a subcondroplastia, desenvolvida visando o preenchimento da área de edema ósseo abaixo da lesão meniscal. Apesar da técnica ter sido criada para o tratamento de lesões cartilaginosas, os excelentes resultados preliminares encorajaram alguns autores a aplicar em lesões meniscais degenerativas, visando melhoria do aporte ósseo e consequente alívio de sintomas.
A medicina esportiva vem evoluindo muito nos últimos anos e se aproximando cada vez mais dos skatistas, assim como a preparação física e a reabilitação, privando os novos skatistas de antigos problemas e mantendo os skatistas “das antigas” firmes e fortes sobre o carrinho.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

A volta de Paul Rodrigues

No final do ano passado fiz algumas postagens contando sobre a lesão que o Paul Rodrigues sofreu, sua cirurgia e o inicio do trabalho de reabilitação.
Recentemente ele postou o último vídeo deste momento difícil em sua carreira, mostrando o fim do tratamento e sua volta ao skate.

E para mostrar que está cem por cento recuperado, ele já filmou um day in the life, mostrando todo o seu corre como skatista profissional e empresário a frente da Primitive.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 26 de janeiro de 2019

O pós sessão de skate

Para recuperar o corpo pós-sessão, não há comprovação se alguns métodos são realmente necessários e eficientes. Ainda assim, é essencial prezar pelo básico, hidratar-se, alimentar-se corretamente e, claro, descansar.
Por conta do esforço gerado no skate, o corpo passa por um processo de inflamação que pode incluir microlesões musculares e o rompimentos de fibras que causam dores e cansaço.
Também existe o risco de haver pontos de tensão, espécie de ‘nós’ na musculatura, os quais chamamos de pontos gatilhos. Eles dificultam a oxigenação e a contração adequadas, favorecendo as lesões.
Embora a recuperação exija atenção para se evitar problemas futuros, o processo natural de sobrecarga muscular e de posterior recuperação é extremamente benéfico, pois permite que a musculatura se adapte, melhorando o desempenho físico.
De 24 horas a cinco dias, dependendo do grau do esforço, pode não haver mais resquícios de fadiga, sem que você faça qualquer coisa. Para tentar recuperar o corpo pós-treino em até dois dias e acelerar o alívio dos desconfortos musculares, muitos skatistas costumam utilizar técnicas como massagens e gelo na musculatura das pernas.
Além deles a liberação miofascial, eletroterapia, alongamentos, também são práticas comuns entre os skatistas.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 19 de janeiro de 2019

O joelho valgo no skate

Os joelhos sempre são uma grande preocupação para qualquer skatista, tendo em vista o quanto está articulação é importante no skate, mas muitas vezes as lesões ocorrem não por torção ou trauma direto, mas sim por uma descompensação muscular, que acaba sobrecarregando os joelhos.
Quando o peso do corpo está em cima do pé, um músculo chamado glúteo médio, que fica na lateral do quadril, é responsável por manter a coxa alinhada. Caso ele esteja fraco, ou não esteja trabalhando direito por algum motivo, o joelho cairá para dentro, permitindo assim que o valgo aconteça. Eles fazem um movimento em X, como se fossem encostar um no outro, e estão relacionados ao aparecimento de algumas lesões.
Esse desalinhamento está relacionado com dores no joelho e duas patologias muito comuns, a síndrome fêmoro-patelar, que acomete a região anterior da articulação, e a síndrome da banda iliotibial, problema que gera dor na lateral externa do joelho.
O tratamento para o valgo dinâmico e lesões associadas começa com fortalecimento muscular, caso seja detectado déficit real de força. Muitas vezes o músculo já está forte, porém não trabalha corretamente durante os movimentos do dia a dia e no skate. Nesse caso, exercícios educativos são mais indicados, nos quais o corpo seja desafiado a manter o alinhamento do joelho.
É importante ressaltar que, mesmo após o tratamento, é possível que visualmente os joelhos ainda “caiam” para dentro. Existe uma melhora, mas é comum algo ainda permanecer. Por isso, o principal parâmetro de melhora é a dor, nas atividades cotidianas e na prática do skate.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e prolongar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Lesão Osteocondral no skate

Muitos skatistas sofrem com lesões nas cartilagem de diferentes articulações, sendo que muitos deles param de andar por este motivo. Hoje vamos abordar este tema e tentar esclarecer algumas dúvidas sobre este tipo de lesão. Uma lesão osteocondral é um problema na cartilagem de uma articulação e no osso subjacente. A Cartilagem é um tecido conjuntivo que cobre os ossos entre as articulações. Quando há degeneração, separação ou ruptura da cartilagem, pode ser referida como uma lesão osteocondral. O osso direito embaixo da cartilagem pode também ser afetado. As articulações do joelho, do tornozelo e do cotovelo são locais comuns onde esse problema ocorre nos skatistas.
O principal sintoma deste tipo de lesão é a dor na articulação. Ela geralmente piora com a atividades físicas, principalmente de impacto como o skate. Inchaço da articulação,instabilidade, bloqueio ou sensação de travamento, podem ser outros sintomas. Uma história de trauma ou cirurgia na articulação afetada pode ser uma pista que leva ao diagnóstico de lesão osteocondral. Exames complementares como raio-x, ressonância ou tomografia somados ao exame físico ajudam a fechar o diagnóstico da lesão.
As opções de tratamento variam dependendo do skatista. Idade, objetivos no skate, localização e tamanho da lesão serão todos analisados para decidir qual tratamento é o melhor. As opções de tratamento são conservadora ou cirúrgica e ambas apresentam bons resultados para seus pacientes somadas à um bom trabalho de fisioterapia.
Não se sabe ao certo o que impedirá uma lesão osteocondral de acontecer, é difícil prevenir lesões traumáticas agudas que às vezes levam a uma lesão osteocondral principalmente no skate. No entanto, manter os músculos fortes e flexíveis ajuda a apoiar e suportar as articulações. Fazer um treinamento de força e flexibilidade pode não evitar uma lesão osteocondral mas pelo menos ajuda no reflexo e com certeza evita que o trauma fosse maior. Manter a saúde dos ossos, obtendo níveis adequados de cálcio e vitamina D também é uma excelente medida.
Voltar a andar de skate após a lesão condral depende de como a lesão foi gerenciada e tratada. Se o tratamento conservador foi a escolha, o skatista terá que esperar passar totalmente a dor o que demora em media de 4 a 12 semanas, já no tratamento cirúrgico o skatista vai precisar respeitar o tempo de cicatrização para aí iniciar o trabalho de fortalecimento que vai variar de pessoa para pessoa.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.