domingo, 14 de abril de 2019

Joelho de skatista

As lesões nos ligamentos do joelho são comuns entre os skatistas, e quando ocorrem acabam trazendo um pouco de dor de cabeça para o skatista. A situação mais comum é quando o skatista fica com o pé fixo no chão ou no skate e o corpo gira sobre ele.
A melhor maneira de prevenir-se de lesões nos ligamentos do joelho é fazer o fortalecimento muscular e treino sensório-motor, este composto por exercícios que visam melhorar o equilíbrio postural.
A utilização de acessórios de proteção como joelheiras de compressãosão pouco eficazes, visto que durante a prática traumas diretos são muito comuns e entorses são imprevisíveis. O principal sintoma deste tipo de contusão é a dor aguda e uma consequente incapacidade funcional. Ou seja, o skatista passa a ter dificuldades para pisar no chão e de movimentar o membro machucado.
O grande problema das lesões ligamentares é a instabilidade articular causada, principalmente, se o ligamento afetado for o cruzado anterior. O joelho fica ‘frouxo’, assim impossibilitando o skatista de andar e até ter uma rotina de vida normal. Em casos de sintomas parecidos, é preciso proteger a articulação para evitar que a lesão se agrave. A aplicação de gelo também é indicada porque alivia a dor, evita o inchaço e o sangramento derivado do rompimento de vasos sanguíneos, assim facilitando o tratamento e recuperação.
Depois, é importantíssimo marcar uma consulta urgente com um ortopedista ou médico do esporte para um diagnóstico preciso através de ressonância magnética e testes específicos. Apesar de o processo cirúrgico ser comum em casos de lesões nos ligamentos do joelho, dependendo da gravidade e de qual ligamento for afetado, o médico pode prescrever um tratamento conservador baseado em medicamentos, repouso, imobilização e fisioterapia.
Preparar seu corpo para andar de skate é fundamental para diminuir o risco de lesões.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 6 de abril de 2019

Oxigenioterapia no skate

Com o crescimento do skate como “esporte” um monte de novos cuidados passam a cercar a rotina de alguns skatistas , preparação física, treino preventivo e reabilitação são palavras comuns no vocabulário, e cada vez mais novas técnicas e tecnologias vem se juntando a essa rotina.
O oxigênio, fundamental na respiração dos seres humanos, pode ajudar também no tratamento de lesões. A oxigenoterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica realizada dentro da câmara hiperbárica e que pode ajudar atletas a se recuperarem de lesões.

Durante o procedimento, o paciente respira oxigênio puro enquanto é submetido a uma pressão de duas a três vezes maior do que a pressão atmosférica ao nível do mar. Com a concentração de oxigênio no ambiente maior do que em condições normais, há o aumento na quantidade do gás transportado pelo sangue do indivíduo, cerca de 20 vezes o volume que circula no nível do mar. E é isso que os defensores da oxigenioterapia alegam que pode trazer benefícios. Por aumentar a concentração de oxigênio no sangue, esse tipo de tratamento pode acelerar o processo de recuperação em lesões agudas, como casos de infecções, cicatrizações e traumatismos comuns no skate. O número de sessões varia conforme a gravidade da lesão.
Quando um skatista sofre alguma lesão muscular, ligamentar, óssea ou de pele, ou seja, em qualquer lesão aguda, forma-se um foco de hipóxia localizada. O tratamento adjuvante com oxigenoterapia, acelera a recuperação celular e tecidual, muito importante para um skatista que precisa voltar o quanto antes a andar.

O skate evolui e a tecnologia dentro da medicina também, trazendo cada vez mais recurso que podem beneficiar os skatistas.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 30 de março de 2019

A importancia do OHS no fortalecimento do core do skatista

Nos dias de hoje se fala muito sobre ter um core forte para andar de skate, e é inegável a importância dessa musculatura bem desenvolvida para a prática de qualquer esporte em especial os esportes com prancha como o skate, como também para o aumento da qualidade de vida. Dores na lombar muitas vezes têm relação com uma musculatura de core fraca.
O OSH ou agachamento de arranco é o exercício essencial para o core. Por esse motivo, é um movimento indispensável para desenvolvimento de força e potência. Ele desenvolve a flexibilidade funcional e ao mesmo tempo treina a base do agachamento, punindo qualquer falha que você tenha na postura e estabilidade desse movimento.
Apesar de ser um exercício simples, ele é extremamente técnico e exige além de força bastante flexibilidade e coordenação para manter a barra no plano horizontal acima da cabeça. Mas, uma vez que você aprende o movimento, e começa a praticar com algumas cargas, ele expressa todo seu controle, estabilidade, força e geração de potência que você pode ter. O ideal para começa a treinar é ter uma certa amplitude articular de tornozelo e sustentar a barra em cima da cabeça enquanto agacha. Para executar o overhead squat você precisa manter o bastão acima da cabeca com cotovelos completamente estendidos e travados. Axilas apontando para frente e para fora. Olhe para frente e comece o movimento de flexão de quadril e joelhos. Agache até que o quadril passe os joelhos. Mantendo a barra sempre acima da cabeça, com a amplitude bem aberta, estenda as pernas e volte à posição inicial.
Este movimento vai mobilizar grupamentos musculares consideráveis enquanto você pratica a técnica. Dez minutos praticando o overhead squat no seu aquecimento antes de andar de skate já vai te trazer muitos benefícios em alguns meses. Pratique o OHS para melhorar sua força de core e comece leve focando na técnica e mobilidade do movimento até você conseguir trabalhar com cargas desafiadoras.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 23 de março de 2019

Aumento da potência no skate

Ser rápido e explosivo, ter músculos potentes faz toda a diferença em qualquer tipo de esporte. E no skate não é diferente, ter o “pop” para fazer o skate subir e a manobra sair no jeito faz toda a diferença para qualquer skatista. Potência muscular é a contração do músculo no menor tempo possível. Quanto maior a potência ao saltar (ou em outro movimento), maior a eficiência desses movimentos.
Há muitas formas de realizar um treino de potência muscular: dentro de uma sala de musculação com pesos, levantamento de peso olímpico ou em espaços livres como parques e praças, sendo que nesse último caso o mais comum é usar a pliometria como treinamento.
Este tipo de treinamento requer uma excelente coordenação motora e um nível de condicionamento legal, tendo em vista que a carga utilizada é média, o número de repetições é média e a velocidade de execução do movimento é alta, sem pausas ou ajuda no decorrer da atividade.
Sabemos que potência é contrair o músculo no menor tempo possível, logo os movimentos deverão ser rápidos, explosivos e sempre coordenados, isso quer dizer que depois de vencer a resistência, o retorno à posição inicial deve ser controlado.
O tempo de intervalo é longo e varia entre 2 e 3 minutos para recuperar bem manter o padrão de movimento para as proximas series. Com o treino de potência também observamos um aumento de força e maior resistência anaeróbica lática, ou seja, você suporta ficar por mais tempo em atividades intensas como o skate.
Este tipo de treino além de melhorar sua performance no skate ajuda a minimizar o risco de lesões que é muito importante para sua vida útil sobre o carrinho.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 16 de março de 2019

O treino de Boo Johnson

A preparação física vem ganhando um espaço cada vez maior entre os skatistas, sendo eles profissionais, amadores ou apenas aqueles que andam por diversão.
Grandes nomes do skate como Brandon Bieber, Luan de Oliveira, Letícia Bufoni entre muitos outros, atualizam constantemente suas redes sociais mostrando seus treinamentos físicos.
Recebi este vídeo do Boo Johnson onde ele demonstra sua rotina de treinos para a região abdominal.
Sinceramente não acho a melhor forma de treino para um skatista, acredito em linha de treinamento que procura a especificidade do esporte, trabalhando com exercícios integrados e multi-articulares, algo bem diferente do que é apresentado no vídeo.

Não que seja errado está forma de treino, até pelo nível absurdo que ele tem andando de skate, mas sigo uma linha de trabalho diferente desta. Indiferente da forma de treinamento, o mais importante é trabalhar seu corpo buscando uma melhora de performance, diminuir o risco de lesões e principalmente aumentar sua longevidade sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 9 de março de 2019

Ausência por licença médica

Na ultima semana o Berrics postou uma série chamada "Medical Leave of Absense" que a mostra a lesão de joelho sofrida pelo skatista Matt Berger da Flip e toda a sua rotina de recuperação.
Os vídeos mostram as sessões de fisioterapia, inicio do trabalho de fortalecimento e a volta ao skate, mas o mais interessante para mim, são os depoimentos do skatista durante todo este processo, vale muito a pena conferir estes dois episódios.

Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

A sesamoidite no skate

O pé do skatista é a região do corpo que tem contato direto com o skate e o chão, sofrendo diferentes tipos de impactos na sessão que podem levar a algumas lesões, hoje falaremos sobre a sesamoidite.
A sesamoidite é uma inflamação nos ossos sesamóides, causada por uma sobrecarga muito grande na articulação entre o dedão e o pé (metatarsofalangeana), que pode levar a inflamação, dor, inchaço e até fraturas. Normalmente, acomete praticantes de atividades de alto impacto, como o skate, e frequentemente está acompanhada de calosidades.
Os ossos sesamóides funcionam aumentando o braço de alavanca (polia) dos músculos que neles se inserem. Durante a fase de propulsão da marcha (fase que a ponta do pé cria impulso para irmos para frente), os sesamóides aumentam a eficiência da musculatura com as quais se relacionam e também são pressionados contra o chão, nesse momento é exercida uma grande pressão sobre os sesamóides e, se essa pressão for excessiva, pode acabar evoluindo para uma sesamoidite.
Essa patologia causa uma dor bem localizada na região anterior ao dedão embaixo do pé. Não é uma condição muito grave, mas pode levar a algumas limitações nas atividades normais por causa da dor. As principais causas da sesamoidite estão relacionadas ao aumento das pressões na região anterior ao dedão do pé, como na hora de remar e na volta das manobras.
Isso pode ser decorrente devido à grande quantidade que o skatista rema durante a sessão ou para se locomover com o skate, do alto impacto causado pelas manobras, calçados inadequados, excesso de peso, alterações na marcha, diferenças e deformidades anatômicas.
O tratamento consiste em repouso, medicação via oral (anti-inflamatórios), gelo, fisioterapia (geralmente ultrassom e lazer), alongamentos e em alguns casos o uso de palmilhas ortopédicas.
 Os tênis de skate são um caso a parte, geralmente escolhidos pelo custo ou pelo design pela maioria dos skatistas, tem papel fundamental na saúde dos pés dos skatistas.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Sacroileite e o skate

Uma das causas comuns de dores nas costas e quadril dos skatistas é a sacroileite. Essa dor pode ser decorrente da disfunção da articulação sacroilíaca (SI), que é a articulação entre seu sacro e ílio. A dor ocorre quando a articulação se torna rígida ou solta.
A dor relacionada à articulação SI pode ser semelhante à dor lombar, muitas vezes irradiando para as nádegas ou para o posterior da coxa. O tipo de dor pode ser aguda, pontiaguda ou opaca, e geralmente localizada em um lado da pélvis / região lombar, virilha ou cóccix, com ou sem sintomas de irradiação para a perna.
A disfunção da articulação SI pode causar dor durante atividades diárias como, curvar-se para frente, pegar algo do chão, ficar muito tempo em pé, levantar-se de uma posição sentada, virar na cama e atividades unipodais (peso do corpo de um lado só).
Problemas com a articulação sacroilíaca podem levar o seu corpo a supercompensar ou mover-se de forma não natural. Causas da dor podem ser de artrite lombar secundária à fusão das vértebras, cair de um lado do corpo, hipermobilidade do quadril, overtraining e desequilíbrios musculares.
Embora a dor relacionada à disfunção do SI pareça inevitável, há uma série de opções de tratamento que podem trazer alívio. A primeira coisa a tentar é descansar, e procurar um médico do esporte para encontrar a raiz da sua dor, especialmente se está limitando suas sessões ou diminuindo a performance. Obter uma avaliação da sua lesão pode levar a opções que podem incluir medicação, testes diagnósticos adicionais e fisioterapia.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

As lesões meniscais no skate

O joelho é uma área de grande preocupação para todos os skatistas, é o segundo local do corpo onde mais acontecem lesões e por isso todo o cuidado é pouco, hoje falaremos sobre uma das lesões mais comuns, a dos meniscos.
Os meniscos são estruturas em formato de “C” essenciais para a biomecânica do joelho, agindo como lubrificadores, estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação. Possuímos dois meniscos: um interno, maior e menos móvel, denominado medial e um externo, menor e mais móvel, denominado menisco externo.
As lesões meniscais classificam-se em dois grupos: as traumáticas agudas, típicas de skatistas jovens, onde entorse do joelho é o grande vilão e as degenerativas, mais comuns após os 40 anos de idade, sendo o micro-trauma de repetição de cargas cíclicas de esportes, como o skate, o mecanismo básico causador da lesão.
As lesões meniscais causam sintomas característicos como dor bem localizada com períodos de alívio e agravo a determinados movimentos como agachar e cruzar as pernas, inchaço, e bloqueio (travamento). Quando associado à inflamação da membrana que envolve o joelho, pode haver aumento do volume do líquido sinovial ocasionando o que chamamos de derrame articular (popular água no joelho).
Em alguns raros casos, a dor melhora espontaneamente. Infelizmente, os sintomas obrigam a parar de andar de skate e limitam algumas atividades do dia a dia como agachar, dirigir e caminhar. Acredita-se, hoje, que isso se deva não só à lesão meniscal em si, mas pela sobrecarga do osso logo abaixo do menisco (osso subcondral), fenômeno denominado de edema ósseo. Até a última década, o tratamento da lesão meniscal degenerativa envolvia apenas o acompanhamento clínico e a utilização de recursos analgésicos da fisioterapia. A grande maioria dos ortopedistas orientava que o paciente abandonasse o skate e, se mesmo assim se mantivesse sintomático, era indicada a meniscectomia (retirada de parte do menisco).
Apesar de ter a indicação formal e, de trazer alívio de sintomas para uma população pouco ativa, este procedimento em skatistas com idade superior a 45 anos de idade está estatisticamente ligado ao agravo do edema ósseo, causando agravo da dor. Por isso, atualmente este procedimento é considerado por muitos ortopedistas como o último recurso.
Quando há queda do rendimento e a dor está ligada à perda de massa muscular, pode-se optar pela viscossuplementação que é um método de tratamento relativamente novo e consiste nas injeções intra-articulares de ácido hialurônico que é o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. Autores defendem seu uso em lesões meniscais degenerativas, já que durante o processo de envelhecimento da articulação o líquido sinovial perde sua capacidade funcional, devido à idade e ao processo de artrose. Portanto, o uso do dessas injeções de ácido hialurônico exógeno desaceleraria a degeneração. O alívio dos sintomas facilitaria no ganho de massa muscular e retorno ao skate.
O aprimoramento das técnicas de vídeo-artroscopia e o melhor conhecimento das lesões degenerativas levaram a uma técnica relativamente nova chamada reinserção meniscal. Sua criação baseia-se no princípio de que um menisco degenerado está quase sempre extruso (fora de seu local de origem). A técnica visa, portanto, fixar a raiz do menisco (região mais periférica), puxando sua raiz contra a tíbia no mesmo lugar onde estava antes de sua lesão. Agora uma nova técnica vem apresentando bons resultados, a subcondroplastia, desenvolvida visando o preenchimento da área de edema ósseo abaixo da lesão meniscal. Apesar da técnica ter sido criada para o tratamento de lesões cartilaginosas, os excelentes resultados preliminares encorajaram alguns autores a aplicar em lesões meniscais degenerativas, visando melhoria do aporte ósseo e consequente alívio de sintomas.
A medicina esportiva vem evoluindo muito nos últimos anos e se aproximando cada vez mais dos skatistas, assim como a preparação física e a reabilitação, privando os novos skatistas de antigos problemas e mantendo os skatistas “das antigas” firmes e fortes sobre o carrinho.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

A volta de Paul Rodrigues

No final do ano passado fiz algumas postagens contando sobre a lesão que o Paul Rodrigues sofreu, sua cirurgia e o inicio do trabalho de reabilitação.
Recentemente ele postou o último vídeo deste momento difícil em sua carreira, mostrando o fim do tratamento e sua volta ao skate.

E para mostrar que está cem por cento recuperado, ele já filmou um day in the life, mostrando todo o seu corre como skatista profissional e empresário a frente da Primitive.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 26 de janeiro de 2019

O pós sessão de skate

Para recuperar o corpo pós-sessão, não há comprovação se alguns métodos são realmente necessários e eficientes. Ainda assim, é essencial prezar pelo básico, hidratar-se, alimentar-se corretamente e, claro, descansar.
Por conta do esforço gerado no skate, o corpo passa por um processo de inflamação que pode incluir microlesões musculares e o rompimentos de fibras que causam dores e cansaço.
Também existe o risco de haver pontos de tensão, espécie de ‘nós’ na musculatura, os quais chamamos de pontos gatilhos. Eles dificultam a oxigenação e a contração adequadas, favorecendo as lesões.
Embora a recuperação exija atenção para se evitar problemas futuros, o processo natural de sobrecarga muscular e de posterior recuperação é extremamente benéfico, pois permite que a musculatura se adapte, melhorando o desempenho físico.
De 24 horas a cinco dias, dependendo do grau do esforço, pode não haver mais resquícios de fadiga, sem que você faça qualquer coisa. Para tentar recuperar o corpo pós-treino em até dois dias e acelerar o alívio dos desconfortos musculares, muitos skatistas costumam utilizar técnicas como massagens e gelo na musculatura das pernas.
Além deles a liberação miofascial, eletroterapia, alongamentos, também são práticas comuns entre os skatistas.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 19 de janeiro de 2019

O joelho valgo no skate

Os joelhos sempre são uma grande preocupação para qualquer skatista, tendo em vista o quanto está articulação é importante no skate, mas muitas vezes as lesões ocorrem não por torção ou trauma direto, mas sim por uma descompensação muscular, que acaba sobrecarregando os joelhos.
Quando o peso do corpo está em cima do pé, um músculo chamado glúteo médio, que fica na lateral do quadril, é responsável por manter a coxa alinhada. Caso ele esteja fraco, ou não esteja trabalhando direito por algum motivo, o joelho cairá para dentro, permitindo assim que o valgo aconteça. Eles fazem um movimento em X, como se fossem encostar um no outro, e estão relacionados ao aparecimento de algumas lesões.
Esse desalinhamento está relacionado com dores no joelho e duas patologias muito comuns, a síndrome fêmoro-patelar, que acomete a região anterior da articulação, e a síndrome da banda iliotibial, problema que gera dor na lateral externa do joelho.
O tratamento para o valgo dinâmico e lesões associadas começa com fortalecimento muscular, caso seja detectado déficit real de força. Muitas vezes o músculo já está forte, porém não trabalha corretamente durante os movimentos do dia a dia e no skate. Nesse caso, exercícios educativos são mais indicados, nos quais o corpo seja desafiado a manter o alinhamento do joelho.
É importante ressaltar que, mesmo após o tratamento, é possível que visualmente os joelhos ainda “caiam” para dentro. Existe uma melhora, mas é comum algo ainda permanecer. Por isso, o principal parâmetro de melhora é a dor, nas atividades cotidianas e na prática do skate.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e prolongar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Lesão Osteocondral no skate

Muitos skatistas sofrem com lesões nas cartilagem de diferentes articulações, sendo que muitos deles param de andar por este motivo. Hoje vamos abordar este tema e tentar esclarecer algumas dúvidas sobre este tipo de lesão. Uma lesão osteocondral é um problema na cartilagem de uma articulação e no osso subjacente. A Cartilagem é um tecido conjuntivo que cobre os ossos entre as articulações. Quando há degeneração, separação ou ruptura da cartilagem, pode ser referida como uma lesão osteocondral. O osso direito embaixo da cartilagem pode também ser afetado. As articulações do joelho, do tornozelo e do cotovelo são locais comuns onde esse problema ocorre nos skatistas.
O principal sintoma deste tipo de lesão é a dor na articulação. Ela geralmente piora com a atividades físicas, principalmente de impacto como o skate. Inchaço da articulação,instabilidade, bloqueio ou sensação de travamento, podem ser outros sintomas. Uma história de trauma ou cirurgia na articulação afetada pode ser uma pista que leva ao diagnóstico de lesão osteocondral. Exames complementares como raio-x, ressonância ou tomografia somados ao exame físico ajudam a fechar o diagnóstico da lesão.
As opções de tratamento variam dependendo do skatista. Idade, objetivos no skate, localização e tamanho da lesão serão todos analisados para decidir qual tratamento é o melhor. As opções de tratamento são conservadora ou cirúrgica e ambas apresentam bons resultados para seus pacientes somadas à um bom trabalho de fisioterapia.
Não se sabe ao certo o que impedirá uma lesão osteocondral de acontecer, é difícil prevenir lesões traumáticas agudas que às vezes levam a uma lesão osteocondral principalmente no skate. No entanto, manter os músculos fortes e flexíveis ajuda a apoiar e suportar as articulações. Fazer um treinamento de força e flexibilidade pode não evitar uma lesão osteocondral mas pelo menos ajuda no reflexo e com certeza evita que o trauma fosse maior. Manter a saúde dos ossos, obtendo níveis adequados de cálcio e vitamina D também é uma excelente medida.
Voltar a andar de skate após a lesão condral depende de como a lesão foi gerenciada e tratada. Se o tratamento conservador foi a escolha, o skatista terá que esperar passar totalmente a dor o que demora em media de 4 a 12 semanas, já no tratamento cirúrgico o skatista vai precisar respeitar o tempo de cicatrização para aí iniciar o trabalho de fortalecimento que vai variar de pessoa para pessoa.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.