sábado, 15 de fevereiro de 2020

Liberação Miofascial e sua importância para o skatista

O skate vem evoluindo muito nos últimos anos em todos os sentidos, manobras, mercado, cuidados com a saúde e cada vez mais os skatistas tem acesso a informações que fazem aumentar sua longevidade sobre o “carrinho”.
Hoje falaremos sobre algo comum para muitos skatistas, a liberação miofascial, que muitos ainda fazem sem entender muito bem o porque e para que estão fazendo.
 Muitas dores e disfunções que levam a mudanças de postura e performance têm origem no tecido conjuntivo. A fáscia é um tecido conjuntivo colagenoso fibroso que transmite força tensional ao corpo. Sua função é deslizar e contrair para exercer, com eficiência, o movimento do corpo.
Muitas dores e disfunções que levam a mudanças de postura e performance têm origem no tecido conjuntivo. A fáscia, quando "presa", pode causar dores locais, dores à distância e prender determinados movimentos e alterar a postura.
Com manobras manuais, superficiais e profundas, utilizando ou não acessórios, ajudam a dar a função da fáscia tais como, aumentar a mobilidade articular e a consciência corporal, favorecer a execução dos movimentos; diminuir a sobrecarga e tensão músculo-articular e as tensões musculares; liberar e ativar os músculos; preparar a musculatura que será trabalhada; melhorar a circulação e respiração; promover mudanças progressivas nós níveis físico e emocional; relaxar a musculatura; liberar o ácido lático; ajudar na recuperação muscular e evita dores tardias; prevenir lesões e principalmente proporcionar leveza e bem-estar.
Quando você vê um skatista com uma bolinha ou rolinho antes e depois da sessão ele está plantando todos esses benefícios que serão colhidos para o resto da vida. Fazer por fazer, porque está na moda, ou porque os outros fazem não é o caminho certo para nada que envolva a saúde.
 Entenda o propósito dos exercícios, os momentos aos quais eles devem ser executados e quais os benefícios que ele poderá te trazer são a melhor maneira para ter um bom retorno desta atividade e aumentar sua longevidade e qualidade sobre o skate.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

As infiltrações no skate

Quem anda de skate e sofre com artrite, artrose, condropatia patelar e outros problemas relacionados às complicações articulares, possivelmente já deve ter ouvido falar em infiltração. O procedimento consiste na aplicação de substâncias medicamentosas em partes do sistema musculoesquelético com o objetivo de minimizar dores.
Quando um médico recomenda a infiltração, é com a finalidade de tratar a lesão mais próximo possível da sua localização. Embora seja um método mais invasivo, infiltrar acelera o efeito da medicação no organismo.
As aplicações são comumente feitas nas articulações, pois nelas estão a cartilagem articular e os tendões, que são locais frequentes de dores, inflamações e doenças degenerativas. As substâncias usadas são basicamente duas: compostos analgésicos e anti-inflamatórios ou derivados de ácido hialurônico.
As infiltrações analgésicas e anti-inflamatórias, geralmente podem ser repetidas em um intervalo de duas a três semanas no mínimo. No caso da viscosuplementação, o procedimento pode ser realizado por meses seguintes também.
Antes de partir para a infiltração, vale tentar métodos como fortalecimento e fisioterapia. O procedimento realmente só deve ser considerado para casos em que o tratamento inicial, como remédio oral, fortalecimento e fisioterapia, não surta efeito; ou para as lesões crônicas, dolorosas e incapacitantes.
Este tipo de tratamento precisa ser de consenso comum entre médico, skatista e fisioterapeuta para se ter clareza no objetivo a ser alcançado. Infiltrar por conta de uma competição ou tour não parece ser uma ideia boa como muitos imaginam, na maioria dos casos acaba agravando ainda mais o problema, sendo este procedimento o último a ser executado.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 25 de janeiro de 2020

A SCC no skate

Comum em praticantes de esportes com impactos repetitivos como o skate, a síndrome compartimental crônica é uma doença muscular e nervosa com sintomas que frequentemente aparecem durante a sessão.
A doença é caracterizada por um aumento da pressão no espaço ao redor dos músculos, delimitados pelas fáscias, chamados de compartimento.
Qualquer elevação de pressão dentro desse compartimento pode gerar o quadro, desde o sangramento por uma fratura até um edema muscular, sendo mais comum nas extremidades do corpo. Durante as sessões, há um aumento do suprimento sanguíneo na musculatura com crescimento do volume muscular, podendo pressionar o compartimento e acarretar o problema.
O principal sintoma da síndrome compartimental crônica é a dor na região. Quando aumenta a pressão sobre o compartimento, consequentemente diminui-se o fluxo sanguíneo no local.
Com isso, há o quadro que os médicos chamam de hipóxia, tratando-se da baixa concentração de oxigênio. Além disso, pode ocorrer queimação, aperto, dormência, formigamento e fraqueza.
O tratamento fica a base de alongamentos, liberação miofascial e fortalecimento de toda a musculatura envolvida na região.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 18 de janeiro de 2020

A importancia da avaliação clinica no skate

Se você é do tipo que só vai ao médico quando se sente mal, é hora de rever essa mentalidade. Passar por uma avaliação médica antes de dar o start em mais um ano andando de skate é simples e pode, literalmente, salvar sua vida.
O cardiologista, clínico geral ou médico do esporte vai fazer e pedir exames para saber se você tem alguma restrição para andar e não possui um problema de saúde "silencioso", que pode se manifestar na hora de andar, como doenças do coração, diabetes e pressão alta.
O ideal é que esse check-up seja feito antes de começar a andar e repetido ao menos uma vez por ano, independentemente do seu estilo de vida. A seguir, veja os exames mais indicados.
O primeiro é a Glicemia em jejum que mede a quantidade de açúcar presente no sangue, apontando se há hipoglicemia (quando o nível está baixo) ou hiperglicemia (se está alto). Os dois quadros podem estar associados ao diabetes --por isso a importância do teste.
Já o Colesterol total e frações avalia a quantidade de colesterol e seus subtipos. O teste também pode medir o nível de triglicérides, um outro tipo de gordura. O resultado serve para mensurar o risco de entupimentos das artérias e doenças cardiovasculares causadas por níveis desequilibrados de gordura no sangue. Caso o indivíduo tenha alguma grande alteração nesses indicadores e não tome os devidos cuidados ao andar, há risco de sofrer picos de pressão alta e ter complicações como insuficiência cardíaca e infarto.
Os exames T3, T4 livre e TSH são específicos para acompanhar a saúde da tireoide. Quando ela está em desequilíbrio, pode causar hipotireoidismo (queda na produção hormonal) ou hipertireoidismo (produção elevada). Níveis elevados de hormônio da tireoide podem levar a arritmia cardíaca, aumento de temperatura corporal e destruição muscular com lesão renal, o que pode ser intensificado com o exercício. Pessoas com índices baixos não toleram muito bem o exercício e podem ter mais dores musculares e articulares.
Agora o Eletrocardiograma (ECG) identifica alterações no ritmo cardíaco. Deitado, o paciente recebe eletrodos colocados no tórax, punhos e tornozelos que captam a velocidade e o número de batimentos do coração. O aparelho imprime gráficos capazes de diagnosticar se há arritmia, sopro, inflamação das paredes do coração e até risco de infarto.
O Ecocardiograma é uma espécie de ultrassom do coração, que capta alterações, das grosseiras às mais sutis.
E para finalizar o Teste ergométrico que é feito na esteira com eletrodos que estão ligados a um equipamento que informa sobre como seu corpo reage ao esforço. Avalia o ritmo do coração durante o exercício, o panorama da capacidade física por meio da frequência cardíaca (o que dá uma noção do limite de condicionamento) e a pressão arterial. Todos esses parâmetros podem, ainda, ajudar a identificar um problema chamado isquemia miocárdica, que ocorre quando há um desequilíbrio na oferta de oxigênio para o coração e para o sangue.
Andar de skate traz muitos benefícios à saúde física e mental de quem pratica, porém estar com a saúde em dia é regra principal para andar e colher todos estes benefícios.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 11 de janeiro de 2020

A importancia da pré-temporada no skate atual

O aguardado ano de 2020 chegou, o ano que gerou muitas discussões nos últimos tempos, o famigerado e aguardado ano olímpico. Este ano teremos pela primeira vez na história, o skate dentro das olimpíadas, um formado inédito e que vai trazer novas diretrizes para nossa comunidade assim como ditar tendências para o futuro, em especial pensando no skate como esporte, que precisa de toda uma periodização para os skatistas chegarem no auge da sua forma física e técnica na Olimpíada e em suas competições classificatórias. Pensando desta forma, a pré-temporada tem um papel fundamental em todo ciclo de treinamento, e uma disciplina tem total importância neste período, a fisiologia.
A fisiologia do esporte é uma área da educação física, dedicada a estudar a integração dos sistemas orgânicos através das respostas basais e sobre uma condição de estresse (exercícios físicos), podendo ser eles de efeito agudo ou crônico.
Em outras palavras, é a ciência que analisa e investiga as respostas aos estímulos gerados a curto, médio e longo prazo, proporcionando análises mais precisas sobre a real condição física do skatista. Possibilitando unir a outras informações da equipe multidisciplinar e assim direcionando o melhor planejamento físico e técnico de acordo com os objetivos pretendidos.
Os skatistas são submetidos a uma sequência de testes e avaliações (Força, potência, Resistência, velocidade, entre outras) e que por meio dos resultados, se torna possível compreender como condicionar o corpo e quais os melhores tipos de treino para cada valência, conseguindo um melhor resultado de acordo com os objetivos pretendidos.
A pré-temporada da o direcionamento do que precisa ser aprimorado dentro do ano como por exemplo prevenção de lesões, aprimoramento físico, melhora das habilidades técnicas entre outros objetivos mais específicos.
Portanto não só os skatistas olímpicos precisam ter este tipo de trabalho, não só pensando em competições ou entrar para o “game” mas sim pensando na longevidade sobre o skate e na evolução das manobras.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.