domingo, 22 de março de 2020

O impacto do Coronavirús no skate

Estamos aqui para abordar um tema que hoje é o tema mais importante para qualquer skatista brasileiro, a COVID 19. Este é o nome dado ao Coronavírus, um tipo de gripe mais agressiva que o normal, em que medidas drásticas vem sendo colocadas em prática para impedir uma propagação ainda maior aqui no Brasil.
Decretos, comércio fechado, ruas vazias, escolas sem aula e aquela imensidão de picos todos livres para você andar. Seria o sonho de qualquer skatista, certo?
Errado, hoje precisamos entender que o isolamento social (isso, ficar dentro de casa sem contato com outras pessoas) é a medida mais adequada para evitar a propagação do vírus. Nós skatistas estamos sempre nas ruas e pistas, cercados de nossos amigos, caindo e rolando no chão, somos uma presa fácil para o vírus, mas talvez pela faixa etária da maioria de nós, o vírus não se manifeste e não sentiremos nada, mas seremos o vetor transmissor para nossos pais, avós e amigos, como o skatista profissional, e atual técnico da CBSK, Roger Mancha, que por ser transplantado precisa de cuidados especiais para manter sua imunidade alta.
É necessário ter EMPATIA neste momento, ser solidário e se colocar no lugar do outro e entender seus receios e preocupações. A ideia é que você aja como se já tivesse o vírus e estivesse com medo de passar as pessoas queridas da sua família e do seu ciclo de amizades. Para isso as normas básicas de higiene como lavar as mãos várias vezes ao dia, o uso do álcool gel, cuidados na hora de tossir e espirrar ganham uma enorme importância no controle da pandemia.
Outro ponto importante a ser destacado é que caso você saia para andar e sofra qualquer tipo de lesão, ela não será prioridade em nenhum hospital, tendo em vista toda a mobilização que o Corona movimenta dentro das unidades de saúde. Hoje as consequências de qualquer lesão no skate serão muito maiores do que em qualquer outro período.
 Caso você apresente qualquer sinal da doença, mantenha se isolado. É importante saber diferenciar os sinais do COVID19 de outras doenças respiratórias que sempre estão presentes. Em caso da piora do quadro procure imediatamente um médico.
Todos nós pensávamos que o máximo que essa pandemia faria com o skate, seria o cancelamento de eventos, ou até a exclusão do skate nas olimpíadas, assunto muito debatido entre os skatistas nos últimos tempos, mas hoje a situação está muito mais próxima de nós do que qualquer um poderia imaginar e passar um período em casa sem andar é a melhor opção.
E o que fazer neste período de quarentena sem andar de skate? Minha sugestão é seguir uma rotina de exercícios e alongamento dentro de casa, afazeres domésticos (organizar aquela bagunça que sempre deixamos para depois), entreter as crianças e aproveitar o tempo para relembrar ou conhecer um pouco mais a história do skate.
 Para os adultos e jovens: Temos vários vídeos de skate disponíveis na internet, dos clássicos aos atuais, além de programas na internet bem interessantes como o Café no Klaus, The Nine Club, entre outros.
Nas redes sociais também há muita coisa bacana, como as páginas dos seus skatistas favoritos, das mídias de skate, além de muitas outras que contam a história do skate brasileiro e mundial. Outra coisa que me agrada muito são os podcasts como os da Black Média, dos amigos da Vista e um muito bacana que vale a pena ser ouvido o Não é Nada.
Ouça muita música, leia livros, converse com os amigos a distância usando o que a tecnologia tem de melhor, chamadas de vídeo, áudios etc.
Para skatistas pais de skatistas mirins: Aproveite o momento para ensinar às crianças a história do skate, transmitir a essência que vem desde décadas atrás. Para isso vale documentários, contar história sobre como era a cena lá trás utilizando a própria internet para ilustrar tudo isso. Além disso, pode ser oportunidade para ensinar sobre auto cuidado, responsabilidade e habilidades que podem ser importantes no futuro.
 Documentários, filmes temáticos e a imensidão da internet para manter a mente entretida é uma boa saída, não subestime a influência que este momento pode ter na saúde mental das pessoas.
 A rotina tem um papel importante neste momento, nos mantém ocupados e pés no chão, faz com que nosso dia possa ter começo, meio e fim, como é normalmente.
 Tudo bem se você quiser ficar sossegado vendo conteúdo o dia todo, mas e as outras pessoas da nossa casa, e os familiares distantes que só conversamos pelos grupos da família no whatsapp, será que estão enfrentando essa avalanche de informações de forma sadia?Você consegue contribuir com algo? Esteja presente, mesmo que pela internet.
Propor atividades para se manter ocupado não é uma questão de tarefas para você se preocupar ainda mais, são propostas de cuidado. Pensar constantemente sobre o que está acontecendo pode aumentar o sofrimento emocional, para nossa geração isso é algo novo e não sabemos como tudo pode se desenrolar. Manter o corpo e a mente ocupada nos ajuda a nos manter sadios, pensar em como entreter nossos filhos, sobrinhos, primos etc. serve para não criar medo ou pânico numa situação que elas pouco entendem o que acontece e interpretam do jeito que conseguem. Atividades para ativar o corpo e nutrir a mente servem para diminuir a ativação dos mecanismos de alerta de nosso corpo, como estresse e ansiedade.
Outro ponto que quero destacar é a economia do nosso país que já vem sendo bem afetada. As skate shops já tem uma dificuldade enorme para seguirem funcionando e mais do que nunca agora muitas delas vão sofrer o risco de fechar. Aproveite o tempo em casa para visitar o loja on-line da sua skate shop favorita e na medida do possível compre produtos para ajudar a mantê-las funcionando.
Essa é uma situação sem precedentes em nosso mundo moderno e serão necessárias medidas sem precedentes para controlá-la. Quanto mais responsáveis ​​agirmos agora, menos pessoas morrerão com isso e mais rápido as coisas voltarão ao normal e menos famílias chorarão a falta dos seus entes queridos.
 Nós skatistas enquanto comunidade temos uma grande oportunidade de nos ajudarmos e ajudarmos toda a sociedade a passar por este momento difícil usando as lições que o skate nos ensinou, tendo empatia, respeito, resiliência e amor pelo próximo.

sábado, 7 de março de 2020

TCE no skate

No skate os traumas e lesões acabam sendo uma constante na rotina de qualquer skatista, mas algumas lesões causam uma grande preocupação, as lesões localizadas na região da cabeça. Não estou falando somente de skatistas que andam em vert, bowl, mas também de skatistas que andam na rua, onde uma simples travada no skate pode trazer grandes complicações neste sentido.
Um grande exemplo deste tipo de acidente foi com o skatista americano Kevin Kowalski, que ano passado na etapa do STU, caiu e bateu a cabeça, teve que ser internado em um hospital e não disputou a competição.
O Traumatismo craniano e concussão são problemas sérios, que geram sequelas e até morte e que são muito presentes em diversas modalidades esportivas. Elas são divididas em três tipos o Traumatismo craniano (lesão na cabeça provocada por pancadas), o Traumatismo cranioencefálico (ocorre quando o traumatismo craniano causa ferimentos no cérebro, podendo ter consequências como perda de memória e alteração de humor. Em casos mais graves, pode causar um hematoma subdural que comprime o cérebro e leva à morte encefálica) e a Concussão(lesão cerebral leve causada por um traumatismo craniano ou cranioencefálico, decorrente de pancada ou agitação violenta da cabeça, mas que pode ter consequências a longo prazo).
Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, vômitos, tontura. Já os quadros moderados e graves normalmente estão associados a perda de consciência mais prolongada, que pode durar até horas, dores de cabeça fortes e progressivas, convulsão e dilatação das pupilas. A tomografia de crânio é o principal exame nas ocorrências de traumatismo cranioencefálico, mas que não é necessário ser realizado em todos os casos, apenas quando há suspeita de sangramento ou fratura.
A avaliação clínica é a principal forma de diagnosticar o grau do traumatismo, segundo o especialista. Pacientes que apresentam lesões leves que não afetam os sinais vitais nem levam a perda de consciência geralmente recebem alta hospitalar e permanecem em observação por 24 horas. Caso os familiares ou amigos notem alguma mudança comportamental, devem retornar o paciente para análise médica. Já para os indivíduos que apresentam lesões moderadas a graves, é necessária internação hospitalar para que o paciente tenha otimização da ventilação, oxigenação e perfusão cerebral para avaliar a circulação de sangue na área do cérebro. Nestes casos, o paciente pode apresentar convulsões, hematomas cerebrais e aumento da pressão intracraniana.
Casos moderados a graves podem deixar sequelas como problemas cognitivos, como irritabilidade, lentidão, mudanças de comportamento, perda de memória e déficit de atenção; distúrbios de movimento, como paralisia e perda de equilíbrio e convulsões. No caso do Kevin Kowalski, ele sofreu trauma crânio encefálico (TCE), com fraturas no crânio e hemorragia intracraniana, mas não precisou de cirurgia.
Voltar a andar de skate não é tarefa fácil e um acompanhamento médico é muito importante neste momento, tendo em vista que é necessário avaliar as sequelas do trauma, as limitações corporais e a volta ao skate para poder se fazer isso com segurança.
Nenhum tipo de treino, fortalecimento, ou qualquer outra coisa é capaz de minimizar o risco destas lesões, somente o uso do capacete pode resolver boa parte destes problemas.
Portanto use o bom senso e zele pele sua segurança e dos demais skatistas.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Liberação Miofascial e sua importância para o skatista

O skate vem evoluindo muito nos últimos anos em todos os sentidos, manobras, mercado, cuidados com a saúde e cada vez mais os skatistas tem acesso a informações que fazem aumentar sua longevidade sobre o “carrinho”.
Hoje falaremos sobre algo comum para muitos skatistas, a liberação miofascial, que muitos ainda fazem sem entender muito bem o porque e para que estão fazendo.
 Muitas dores e disfunções que levam a mudanças de postura e performance têm origem no tecido conjuntivo. A fáscia é um tecido conjuntivo colagenoso fibroso que transmite força tensional ao corpo. Sua função é deslizar e contrair para exercer, com eficiência, o movimento do corpo.
Muitas dores e disfunções que levam a mudanças de postura e performance têm origem no tecido conjuntivo. A fáscia, quando "presa", pode causar dores locais, dores à distância e prender determinados movimentos e alterar a postura.
Com manobras manuais, superficiais e profundas, utilizando ou não acessórios, ajudam a dar a função da fáscia tais como, aumentar a mobilidade articular e a consciência corporal, favorecer a execução dos movimentos; diminuir a sobrecarga e tensão músculo-articular e as tensões musculares; liberar e ativar os músculos; preparar a musculatura que será trabalhada; melhorar a circulação e respiração; promover mudanças progressivas nós níveis físico e emocional; relaxar a musculatura; liberar o ácido lático; ajudar na recuperação muscular e evita dores tardias; prevenir lesões e principalmente proporcionar leveza e bem-estar.
Quando você vê um skatista com uma bolinha ou rolinho antes e depois da sessão ele está plantando todos esses benefícios que serão colhidos para o resto da vida. Fazer por fazer, porque está na moda, ou porque os outros fazem não é o caminho certo para nada que envolva a saúde.
 Entenda o propósito dos exercícios, os momentos aos quais eles devem ser executados e quais os benefícios que ele poderá te trazer são a melhor maneira para ter um bom retorno desta atividade e aumentar sua longevidade e qualidade sobre o skate.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

As infiltrações no skate

Quem anda de skate e sofre com artrite, artrose, condropatia patelar e outros problemas relacionados às complicações articulares, possivelmente já deve ter ouvido falar em infiltração. O procedimento consiste na aplicação de substâncias medicamentosas em partes do sistema musculoesquelético com o objetivo de minimizar dores.
Quando um médico recomenda a infiltração, é com a finalidade de tratar a lesão mais próximo possível da sua localização. Embora seja um método mais invasivo, infiltrar acelera o efeito da medicação no organismo.
As aplicações são comumente feitas nas articulações, pois nelas estão a cartilagem articular e os tendões, que são locais frequentes de dores, inflamações e doenças degenerativas. As substâncias usadas são basicamente duas: compostos analgésicos e anti-inflamatórios ou derivados de ácido hialurônico.
As infiltrações analgésicas e anti-inflamatórias, geralmente podem ser repetidas em um intervalo de duas a três semanas no mínimo. No caso da viscosuplementação, o procedimento pode ser realizado por meses seguintes também.
Antes de partir para a infiltração, vale tentar métodos como fortalecimento e fisioterapia. O procedimento realmente só deve ser considerado para casos em que o tratamento inicial, como remédio oral, fortalecimento e fisioterapia, não surta efeito; ou para as lesões crônicas, dolorosas e incapacitantes.
Este tipo de tratamento precisa ser de consenso comum entre médico, skatista e fisioterapeuta para se ter clareza no objetivo a ser alcançado. Infiltrar por conta de uma competição ou tour não parece ser uma ideia boa como muitos imaginam, na maioria dos casos acaba agravando ainda mais o problema, sendo este procedimento o último a ser executado.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 25 de janeiro de 2020

A SCC no skate

Comum em praticantes de esportes com impactos repetitivos como o skate, a síndrome compartimental crônica é uma doença muscular e nervosa com sintomas que frequentemente aparecem durante a sessão.
A doença é caracterizada por um aumento da pressão no espaço ao redor dos músculos, delimitados pelas fáscias, chamados de compartimento.
Qualquer elevação de pressão dentro desse compartimento pode gerar o quadro, desde o sangramento por uma fratura até um edema muscular, sendo mais comum nas extremidades do corpo. Durante as sessões, há um aumento do suprimento sanguíneo na musculatura com crescimento do volume muscular, podendo pressionar o compartimento e acarretar o problema.
O principal sintoma da síndrome compartimental crônica é a dor na região. Quando aumenta a pressão sobre o compartimento, consequentemente diminui-se o fluxo sanguíneo no local.
Com isso, há o quadro que os médicos chamam de hipóxia, tratando-se da baixa concentração de oxigênio. Além disso, pode ocorrer queimação, aperto, dormência, formigamento e fraqueza.
O tratamento fica a base de alongamentos, liberação miofascial e fortalecimento de toda a musculatura envolvida na região.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.