quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dor de cotovelo no skate

O skate esta em constante evolução e com o isso o nível das manobras não para de subir e consequentemente o risco de lesão para quem não tem um bom preparo físico também aumenta.
Esta semana em sete anos de existência do Skate Saúde atendi o primeiro skatista com um fratura no cotovelo, local teoricamente fácil de lesionar andando de skate. O local de maior incidência de lesões no cotovelo é o olecrano, que por sua posição anatômica apresenta maior vulnerabilidade aos traumas.
As fraturas podem ocorrer de duas formas, a primeira seria o trauma direto onde skatista cai sobre o cotovelo ou bate ele em algum local. A segunda seria o trauma indireto onde com uma queda sobre a mão estendida com o cotovelo em flexão, acompanhada por uma forte contração do tríceps, pode resultar em uma fratura transversa ou obliqua através do olecrano e finalmente, uma combinação de trauma direto e indireto, na qual tanto a contração muscular quanto o trauma direto atuam juntos, podendo produzir fraturas cominutivas com desvio.
No caso deste tipo de lesão o primeiro atendimento é muito importante visando não agravar ainda mais o quadro. Cuidados no transporte e na imobilização inicial são de extrema importância. O médico vai realizar alguns exames clínicos e vai pedir um raio-x para confirmar o tipo de fratura e posterior a isso escolher a melhor forma de tratamento.
O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No caso do tratamento cirúrgico são feitos os procedimentos cirúrgicos necessários e logo após isso o paciente já inicia a fisioterapia com vistas a diminuição de dor, ganho de mobilidade e força, volta da rotina normal e posterior a isso a volta ao skate.
Já no tratamento conservador o paciente vai permanecer imobilizado com gesso por um período definido pelo médico que vai variar dependendo do tipo da fratura. Após esse período inicia-se uma imobilização parcial onde a fisioterapia começa a trabalhar mais efetivamente com a crioterapia e pequenas mobilizações.
A próxima fase do tratamento já da inicio ao ganho de flexibilidade e força no local, visando acabar com a rigidez articular e o déficit de extensão do braço. Técnicas específicas com Kabat podem ser utilizadas para acelerar o processo. Exercícios na água como a natação ou atividades com arremesso de bola podem ajudar muito nesta fase do tratamento.
A ultima fase é a volta ao skate, onde o skatista já deve estar totalmente recuperado e independente nas suas atividades diárias. Manobras simples são indicadas nesta etapa no tratamento até o skatista retomar a confiança e seu corpo se readaptar as demandas físicas que o skate exige.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Com a palavra: Elvis Mourão

O skate é uma ferramenta que transforma a vida das pessoas, não somente pela paixão que o skate se torna através dos anos, mas também pela quantidade de informações que ele trás das mais variadas fontes como música, arte, moda, arquitetura, design entre outras coisas.
Recentemente um artista brasileiro gerou uma grande repercussão ao assinar uma coleção de óculos pela gigante Ray-Ban, mas o que poucos sabem é que esse artista busca inspiração no skate.
Cria da Brama, skatista técnico que leva agora o nome de Guarulhos no mundo das artes, design e decoração com a mesma paixão que manobra seu skate nas horas vagas, confira como foi nosso papo com amigo, skatista e artista Elvis Mourão agora no Skate Saúde.
Nome: Elvis Mourão
Idade: 30 anos
Tempo de Skate: 16 anos
SS- Salve Elvis, conte para nós como foi seu inicio no skate?
No meu aniversário de 14 anos eu pedi para minha mãe um skate de presente, porque eu sempre via uns caras descendo a rua de casa com o skate e sempre achava bem legal, ai ela juntou uma grana e meu deu o skate, desde então não parei mais.

SS- Você foi um amador de destaque em Guarulhos, sempre aparecendo em vídeos e com fotos bacanas, o que de melhor você guarda desta época?
O melhor foram as amizades, os roles as histórias. Lembro que na época todo mundo era mais unido, não existia vaidade, andávamos o dia todo e todos os dias de skate na Brama, lembro muito do Laurence um velho amigo, sempre elevando o nível e garantindo boas risadas, através dele e do Saúde que começamos a nos interessar pelos campeonatos, treinar mais e se preparar para as voltas de um minuto (risos)! Era foda!
SS- Você era local da quadra da Brama, como era o dia a dia na quadra e quem eram seus companheiros de sessão?
A Brama era o nosso refugio, sempre foi a minha segunda casa, lembro do dia a dia era pesado de ver a galera andando de skate, todos quase da mesma idade, eu o Laurence, Marquinhos, Mário, Bam Bam que sempre foi a nossa referência, Morto, Klébão, Chaveiro que hoje tá foda, GTO , Quadrado, Dentinho também.
Diversão na certa, não tinha como não colar na Brama todos os dias, ninguém faltava e o nível de skate subia todos os dias.

SS- Conte para nós como foi sua lesão e se este foi o principal motivo de você se afastar um pouco do “game”?
Minha lesão foi no tornozelo direito, tive uma Fratura Bimaleonar do tornozelo com Subseqüencia Fixação Cirúrgica com placas e parafuso, além de romper os ligamentos. Isso foi bem em uma época que não podia acontecer, eu estava treinando e determinado a seguir a minha vida andando de skate, tinha largado o emprego para me dedicar ainda mais ao skate.
Esse foi o principal motivo para eu ter me afastado um pouco do Game, mas nunca parei de andar, mesmo com dores eu não me afasto e ando sempre que posso. O skate faz parte da minha vida e da minha historia.
SS- E a arte, como ela entrou na sua vida e quando você percebeu que levava jeito para a coisa?
Eu sempre desenhei, desde pequeno sempre fui uma criança tímida, tinha vergonha de tudo então eu me afastava e sempre tinha comigo um lápis e um caderninho e nele eu desenhava por horas. Depois que sofri o acidente e quebrei o tornozelo, tive que ficar em casa o dia todo de repouso foi ai que me reencontrei e comecei a desenhar de novo, só que de uma forma diferente, uma forma mais expressiva, com sentimento e em forma de desabafo.

SS- Você assina seus trabalhos como Hope, de onde veio a ideia para este nome e o que você costuma passar para as pessoas através do seu trabalho?
Sim assino HOPE, a ideia apareceu na verdade da esperança, acredito na força que tem essa palavra, e HOPE para mim hoje tem vários significados, como por exemplo, garra, determinação, luta, força, a soma dessas palavras forma a palavra HOPE e o real sentido que ela traz para mim.
Procuro passar a minha verdade, o que eu sinto e estou sentindo, sempre falo que o meu trabalho hoje é bem pessoal, é diferente e sei que eu consigo tocas as pessoas, isso me faz bem, me faz feliz!
SS- Você acredita que de alguma forma o skate influenciou ou influencia seu trabalho?
O skate sempre esta presente em tudo o que eu faço hoje em dia na minha arte, o skate sempre me influenciou acho que se não fosse ele e as pessoas que eu conheci através dele eu não iria ter essa vida que tenho hoje para poder criar os meus trabalhos.

SS- Já há algum tempo você tem se destacado no meio design e da decoração, como é ver seu trabalho sendo reconhecido?
Vejo como a realização de um sonho, a caminhada foi pesada para isso acontecer passei por poucas e boas, depois do acidente eu foquei nos desenhos e nunca mais parei de desenhar e isso foi ganhando força, espaço, e alcance mundial. Ser reconhecido e ganhar mais respeito e amizades fazendo o que você mais gosta é fantástico, não tem preço que pague a alegria e satisfação que sinto hoje.

SS- Recentemente você assinou uma colaboração com a Ray-Ban, como surgiu esta oportunidade e como isso tem influenciado na sua carreira?
Esse convite surgiu pelas redes sociais, eu sempre publico meus trabalhos, gosto de dividir a minha arte com os meus amigos e com outras pessoas que gostam e apreciam o meu trabalho.
Eles fizeram o primeiro contato pelo Facebook, me convidaram para uma reunião para explicar o projeto, acertamos os detalhes da parceria e começamos. Através dessa parceria começou a surgir outros convites, como uma exposição que pretendo fazer no ano que vem, entre outras coisa bem legais que vem por ai.
 SS- Hoje, qual é a sua relação com o skate?
Ainda ando de skate, nunca vou parar, quando sobra um tempo corro para a Brama.
O skate para mim é um ponto de fuga é onde eu esqueço de tudo, ele me mantém na linha, na disciplina, ele faz expandir a mente me manter no equilíbrio.

SS- Quais os planos para o futuro?
Continuar andando de skate, e sempre evoluir para pode me expressar artisticamente melhor, sempre na humildade e disciplina.

Agradecimentos: Agradeço a todas as coisas que me inspiram, meus amigos e familiares!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

100 mil orfãos

Sabemos que existe um gap gigantesco de cultura, tecnologia, dinheiro entre o Brasil e os Estados Unidos. No ultimo final de semana mais uma prova dessa grande diferença veio a tona.
Enquanto os skatistas de Los Angeles celebravam a inauguração da Diamond Skate Plaza no Hazard Park, os skatistas de Curitiba celebravam o seu “skate day” de forma diferente através do movimento Curitiba Skate Center.
No sábado a Diamond entregou uma bela skate plaza publica fazendo a alegria de vários skatistas de Los Angeles que agora dispõem de mais um belo espaço para andar de skate, se divertir e passar bons momentos ao lado de amigos e familiares.
Já no domingo foi a vez de milhares de skatistas de Curitiba irem as ruas revindicar um espaço decente para a pratica do skate na cidade. Por incrível que pareça uma das cidades que mais revelou grandes skatistas no Brasil, nomes como Carlos de Andrade, Rodrigo Gerdal, Rodrigo Lima, Felipe Ortiz entre muitos outros, há tempos estão órfãos de um local propicio para andar e se divertir.
Desde o fechamento da Praça CWB a cidade não tem novos espaços para os skatistas andarem e as pistas disponíveis estão desatualizadas e com um estado de conservação muito abaixo do desejado.
#100milórfãos - completo from rasputines on Vimeo.
Tomara que este seja o início de uma revolução para o skate curitibano e quem sabe o inicio de uma nova era para o skate brasileiro em se tratando de bons lugares para andar.
Se hoje somos a segunda maior potencia no mundo com toda esta defasagem imagina com varias pistas de qualidade espalhadas pelo país a quantidade de grandes skatistas que vamos revelar.
Chega de tirar leite de pedra, faça sua parte e colabore com esta nobre causa assinando o manifesto no http://curitibaskatecenter.com.br/

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O crossfit e o skate

Sempre pensando em ampliar nosso conhecimento em relação a preparação física, prevenção de lesões e reabilitação dos skatistas, fomos em busca de aprender, vivenciar e conhecer os benefícios do Crossfit, uma das maiores “febres” em treinamento físico dos últimos anos.
Passei o ultimo final de semana no Curso de Capacitação Profissional da Crossfit Brasil, onde tive o privilégio de ter aulas com as maiores autoridades do assunto no país e com isso ver o tamanho da importância que este método de treino pode trazer para o skate.
O CrossFit é o principal programa de treinamento de força e condicionamento físico usado em muitas academias de polícia, grupos de operações táticas (como SWAT), unidades de operações especiais do exército americano (como os US Marines), por campeões de artes marciais e centenas de outros atletas de elite e profissionais pelo mundo, assim como por mães, avós, crianças e até mesmo pessoas com necessidades especiais.
O treino é planejado para provocar a mais ampla adaptação neuro-muscular possível, o programa de condicionamento não-especializado tem a intenção de tentar otimizar as funções humanas dentre os 10 domínios de capacidade física conhecidos. São eles: Resistência Cardiovascular e Respiratória, Resistência Muscular, Força, Flexibilidade, Potência, Velocidade, Coordenação, Agilidade, Equilíbrio e Precisão. O sistema único de treinamento é baseado em movimentos funcionais, constantemente variados e executados em alta intensidade. São utilizados movimentos de Ginástica, desde o movimento mais rudimentar até os mais avançados garantindo assim uma ótima capacidade de controlar o corpo tanto em movimento quanto parado, aumentando assim a sua relação de força-peso e flexibilidade importantíssima para qualquer skatista.
Outra grande ênfase esta nos movimentos de Levantamento de Peso Olímpico tendo em vista a habilidade única desse esporte em desenvolver uma grande potência muscular em seus atletas, através da manipulação de um objeto externo e do domínio de um enorme padrão de recrutamento motor, o que com certeza vai melhorar o pop na hora de manobrar.São usados também qualquer outro tipo de movimento ou exercício que sejam importante suficiente para promover uma grande adaptação neuro-muscular, como correr, pular, remar, pedalar, etc.
Um ponto importante é que o treinamento engloba as três vias metabólicas que nos provém energia para qualquer tipo de ação física. A primeira usa o fosfogênio de nossos músculos como fonte de energia e é responsável pelas atividades de maior potência, e dura aproximadamente 10 segundos; a segunda utiliza o glicogênio circulante como energia e rege as atividades de potência moderada, com duração de poucos minutos; já a terceira via é a oxidativa, também conhecida como aeróbia, responsável por mobilizar energia principalmente da gordura estocada em nosso corpo e nos permite executar atividades de baixa potência, porém de média e longa duração. Um condicionamento físico total deve então promover e desenvolver um treinamento que seja executado em cada um dos três sistemas de energia, buscando o melhor efeito possível do equilíbrio entre eles.
O mais legal disso é que os treinos nunca são repetidos, não se tornando uma rotina chata e cansativa. Achei a metodologia de treino muito completa e efetiva, que vai ajudar muito na melhora da performance dos skatistas e de quebra melhorar sua saúde.
Procure sempre um “Box” oficial com professores especializados e se dedique a rotina de treinos junto com as sessões de skate.
Com certeza essa é mais uma ferramenta que utilizaremos em prol do skate e de sua evolução. Para saber maiores informações sobre nossa metodologia de treinamento físico específico para skatistas entre em contato por email, telefone ou através de nossas redes sociais.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Estalos no joelho do skatista

Uma das maiores queixas que eu escuto dos skatistas esta relacionado ao “estalar” do joelho, em especial duvidas em saber o porquê isso ocorre e como fazer para melhorar.
O joelho é uma das maiores e mais importantes articulações do nosso corpo formado pelo fêmur distal, tíbia proximal e a patela, e possui um elevado grau de complexidade biomecânica. É nessa região onde acontece a maior parte das lesões articulares com origem tanto degenerativa quanto traumática como ocorre em quedas e torções abruptas com o skate.

Os estalos nas articulações são algo que quase todas as pessoas já experimentaram, muitas vezes até de maneira induzida. Quando não acompanhado de dor, é uma resposta normal do corpo a um determinado estimulo resultado de uma disparidade de pressão entre o outro lado da articulação.
Isso acontece porque o líquido sinovial se movimenta, com uma forma reacionária causando o estalido. Concluímos com isso que o estalido por si só não é sintoma de nenhum problema, nem causa engrossamento da articulação, como a “sabedoria popular” dissemina. No entanto quando o barulho é acompanhado de dor é sinal de que há algo errado, e por isso o acompanhamento médico é fundamental nestas situações.

O equilíbrio entre força e flexibilidade pode diminuir estes “estalos” e dar maior confiança na hora de andar de skate. Procure manter seu corpo em forma e evitar lesões de maior gravidade. Em caso de qualquer tipo de dor no joelho ou qualquer outra parte do corpo procure imediatamente ajuda médica.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.