quinta-feira, 17 de abril de 2014

Overtraining no skate

O skate vem crescendo a cada dia e atingindo novos patamares, mas a eterna discussão sobre o skate ser ou não um esporte cresce na mesma medida. Em minha opinião o skate não é um esporte, pois não observamos skatistas treinando para competições com treinadores ou técnicos para ensinar manobras e escolher a melhor linha a ser executada. Para mim o skate é uma “atividade física” que faz muito bem para a saúde física e mental de quem pratica e de tão legal que é às vezes passamos 3, 5 ou mais horas praticando, andando diariamente e isso pode causar prejuízos a nossa saúde.
Não é de hoje que escuto skatistas relatarem dores pelo corpo, cansaço excessivo e várias doenças associadas como gripe entre outras. No meio esportivo este tipo de situação é chamada de “overtraining”. O overtraining é um problema que ocorre quando o atleta faz mais exercícios do que seu corpo é capaz de recuperar. No skate poderíamos dizer que seria andar de skate por muitas horas, todos os dias sem ter o condicionamento físico necessário, o descanso adequado e a alimentação correta. As consequências para este “excesso de skate” vão de ordem muscular, passando por problemas nas articulações, queda do sistema imunológico podendo comprometer até os aspectos psicológicos.
A causa do overtraining esta ligada a “teoria da supercompensação” onde a maioria dos skatistas acredita que quanto mais longas forem as sessões, maior será o aprendizado de manobras. Com isso são gastas todas as reservas energéticas para as contrações musculares e elas são repostas apenas no período de recuperação, ou seja, na hora em que descansamos.
Isso causa a elevação do nível do cortisol (hormônio que quebra o tecido muscular para forma energia),déficit proteico, catabolismo (diminuição da massa muscular),estresse no sistema nervoso central provocando distúrbios hormonais e tempo insuficiente para reparar os micro-traumas no músculo esquelético provocados pelo exercício.
Por conta disso o skatista acaba tendo perda de condicionamento físico com perda de força e resistência, dor muscular persistente, sensação de fadiga crônica, elevação significativa da frequência cardíaca em repouso, mudança de humor com quadro de depressão e irritabilidade, queda da resistência imunológica e perda da qualidade do sono.
O melhor meio, portanto, de se evitar o overtraining é não permitindo que ele apareça. Além de não extrapolar seus limites físicos no skate, é importante descansar bem entre uma sessão e outra e manter uma alimentação equilibrada e em alguns casos fazer uso de suplementação de acordo com a orientação de um nutricionista.
Para ter um melhor desempenho no skate procure fazer uma preparação física específica, ter uma boa alimentação e um ótimo descanso, isso aumentara sua longevidade sobre o carrinho e consequentemente todos os benefícios que o skate trás.
Lembre-se: ande de skate, evolua a divirta-se.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Footprint Insole

A conceituada marca de palmilhas americanas FootPrint acaba de desembarcar no Brasil, e nossos amigos da FP Brasil me mandaram um PAC com os três modelos disponíveis para experimentar.
O primeiro modelo que coloquei para teste foi o “Flat Insole” model do Joey Brezinski. Esta palmilha é uma palmilha reta, indicada para quem tem o arco do pé alto já que ela não apresenta nenhuma sustentação para esta parte do pé, e pode ser utilizada em qualquer modelo de tênis.
A palmilha possui 5mm de espessura e é feita em Kingfoam (material exclusivo da empresa) que promete absorver de 2 a 3 vezes mais impacto, ele funciona como uma “cartilagem” artificial de espuma, servindo como uma proteção para as suas cartilagens.
A energia do impacto não pode ser destruída, mas pode ser convertida de uma forma para outra. O Kingfoam contém “molecular freeflow technology” e utiliza leis básicas de energia para literalmente converter a energia da força do impacto em calor, antes que ela possa atingir seu corpo, o calor não é maior que a temperatura do seu corpo por isso não é notado, sendo assim possível neutralizar a energia do impacto.

Após duas semanas utilizando a palmilha me adaptei bem a este modelo que é um dos mais simples da marca, logo nas primeiras remadas já consegui notar a absorção de impacto com o solo, sem dores no pé ou nos joelhos. Fazendo um “solinho” ela segura bem o impacto, mas para saltar gaps ela ainda não apresenta a absorção de impacto que eu esperava.
Recomendo o uso desta palmilha para quem tem o arco do pé alto e a pisada neutra em especial os que possuem lesões nos meniscos. Com a absorção do impacto podemos preservar as articulações de tornozelo, joelho e quadril integras aumentando nossa longevidade sobre o skate.
Agradeço aos amigos da FP Brasil pelos presentes e agora vamos testar o próximo modelo.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Com a palavra: Douglas Molocope

Com um skate emprestado, aos 11 anos de idade, Douglas Molocope deu suas primeiras embaladas. Depois disso se passaram 13 anos e o que era uma brincadeira virou coisa séria. Natural de Novo Hamburgo, interior do Rio Grande do Sul, o skatista que até o ano passado participou de muitas competições, diz que agora esta pronto para a outra realidade, a vida de profissional. Com menos campeonatos e mais responsabilidades ele afirma que estava ansioso para viver esse momento.
(Por Manu Rysdyk)
Como foi a preparação para a sua profissionalização?
A minha preparação já vinha acontecendo algum tempo atrás, um ano mais ou menos, onde pude fazer várias viagens com o time da Liga Trucks, para colher material para minha vídeo parte. Tiveram bastantes amigos envolvidos, me ajudando com conselhos, sessões e me apoiando para que tudo desse certo nessa transição. É claro tudo isso com ajuda dos meus patrocinadores Liga Trucks, Code Skateboard, Chronos, Hagil e Dachronic que estavam totalmente ligados me dando o suporte.
Você acha que essa preparação vai refletir nessa nova etapa como skatista profissional?
Sem sombra de dúvidas! Vai refletir e com certeza para melhor, só a palavra profissional já tem um peso maior. Mais compromissos mais viagens e uma série de coisas a mais que vou ter para fazer, vai ser correria boa.
Como amador eu tinha que correr campeonatos, até porque era uma maneira de me manter. Agora serão menos competições e mais skate de verdade. Nunca gostei de competir tanto, acho que skate é muito mais que isso.
 
Saiu um vídeo mostrando a surpresa que a Liga preparou para você, como foi receber seu primeiro Pro Model de truck?
Essa surpresa foi muito marcante para mim, nem sonhava que no dia daquela sessão iria colar todo o time da Liga e iriam fazer a surpresa do promodel. Fiquei emocionado em ver o primeiro produto com meu nome. Pra quem não assistiu ainda o vídeo está no Liga Films, no You Tube.
 
Recentemente aconteceu uma festa para lançar seus produtos e a vídeo parte, que reuniu muita gente. Como foi ver tudo concretizado depois de tanto trabalho?
Felicidade pura! Estava ansioso no dia da festa, porque iria rolar o lançamento da vídeo parte e não sabia se o pessoal iria comparecer, mas deu tudo certo foi melhor do que estava imaginando, uma confraternização muito bonita.
Foi aí que me dei conta que esse um ano de preparação passou muito rápido. E foi de muito esforço e trabalho. Depois de tudo, assistir esse empenho com todos meus amigos não tem preço! E agora veio a nova etapa que já está sendo muito boa.
Obrigado a todos, grande abraço.

quinta-feira, 27 de março de 2014

#FORFUN

No ultimo final de semana o #ForFun formou sua quinta turma de skatistas. O #ForFun é um curso de skate voltado para mulheres desenvolvido pelo skatista profissional Roger Mancha e pela stylist Camila Borba com o intuito de inserir as alunas no skate e em todo o lifestyle envolvido no esporte.
A primeira aula realizada foi teórica onde foi abordada toda a história do skate e sua ligação com a arquitetura, moda, música e cinema. O ponto alto deste primeiro encontro foi o momento em que as alunas receberam seus skates, um momento mágico na vida de qualquer um.
As outras 4 aulas foram todas práticas e contaram com a presença dos professores e skatistas profissionais com a supervisão de Roger Mancha. As alunas determinadas começaram a aprender os primeiros passos no skate e logo foi possível ver a alegria que o skate proporciona nas primeiras remadas.
Em uma das primeiras aulas o pessoal do Globo Esporte passou para dar uma conferida no curso e acabaram fazendo uma matéria muito legal que você confere neste link http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-esporte-sp/v/nada-de-homens-mulheres-tem-aula-exclusivas-de-skate-no-ibirapuera/3229254/  .
Nas ultimas aulas todas as alunas já mostravam bastante intimidade com o “carrinho” e a diversão tomou conta de todas as participantes que aproveitaram o que o skate tem de melhor.
Para fechar o curso foi realizada uma cerimônia de formatura, com muita alegria e descontração, onde as alunas ganharam seus diplomas e com certeza uma experiência que mudou suas vidas.
Nós do Skate Saúde ficamos muito honrados em participar de mais esta iniciativa em prol do skate ensinando os fundamentos do skate na prática e prestando toda acessoria na preparação física e médica do curso. Com certeza este não foi só um curso de skate, mas sim a criação de uma família disseminando o skate de forma sincera e verdadeira.
Para saber tudo sobre o #ForFun fique ligado no http://www.forfungirlskate.com e aproveite que as inscrições para a próxima turma já estão abertas.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A discopatia degenerativa e o skate

O skate é uma atividade que exige muito do corpo de seus praticantes. Os vários saltos que ocorrem nas sessões, as quedas e uma postura inadequada podem trazer problemas para o skatista em especial aos discos interveterbrais. As alterações que ocorrem nos discos podem resultar em dores no pescoço ou na região lombar, como a hérnia de disco, protrusão discal e artrose da coluna.
A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos intervertebrais.
Eles perdem uma quantidade significativa do conteúdo líquido, perdendo um pouco de sua capacidade amortecedora. A perda de líquidos também diminui a espessura dos discos e a distância entre as vértebras.
A diminuição na distância entre as vértebras e, conseqüentemente, da estabilidade da coluna vertebral, tende a ser compensado pelo organismo através da formação de pontes ósseas entre uma vértebra e a seguinte. Estas pontes, chamadas Osteófitos, podem pressionar as raízes nervosas ou a própria medula, causando dor e comprometimento da função do nervo afetado.
Com o tempo, o material gelatinoso dentro do disco pode ser forçado para fora através de minúsculas rupturas, resultando em hérnias de disco.
O diagnostico é feito com base em exames clínicos e confirmados com exames de imagem. O tratamento vai desde sessões de fisioterapia, RPG e pilates até a cirurgia dependendo do caso.
A prevenção continua sendo o melhor caminho para evitar complicações maiores, por isso a preparação física ganha cada vez mais espaço na rotina dos skatistas devido a sua capacidade preventiva.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.