quinta-feira, 28 de maio de 2015

Kamau apresenta: Licença Poética

Em "Licença Poética (experimentos pessoais)” Kamau toma as rédeas de seu próprio ritmo e poesia: ele assina, além das rimas, todas as batidas do disco, o que não ocorria desde “Escuta Aí” (2006), álbum de um de seus grupos, o Simples.
SS - Salve Marcus, apesar de já ser um músico experiente, qual a sensação em colocar um novo trabalho na rua?
Há sempre uma apreensão pois não se sabe qual a reação de quem se apegou ao trabalho anterior ou quem vai conhecer esse EP como o primeiro contato com meu trabalho. Mas a resposta tem sido boa.

SS- Particularmente gostei muito de todos os sons, em especial a "Verso em Verso", como surgiu a ideia de trazer o Sombra para participar da música ?
Eu escrevi o refrão e me veio a voz do Sombra à mente. O timbre dele é muito marcante e ficou perfeito pra música como um todo. E quando chamei ele gostou muito da ideia também. Somos amigos há muito tempo mas trabalhamos pouco juntos e pra mim é uma honra tê-lo no disco.
SS- Neste novo trabalho você além de escrever as rimas também produziu o ritmo o que deixa todo o processo muito mais complexo, quanto tempo demorou para finalizar o disco e qual a maior dificuldade neste período ?
Comecei o trabalho em novembro/2014 e terminei há pouco mais de 1 mês. Eu procurei samples por um bom tempo pra criar as batidas mas no processo acabei fazendo a maior parte com melodias que me vieram à mente. São 3 sons com sample e 4 só com instrumentos (reais e virtuais). Sou muito criterioso em relação às batidas que uso e mais ainda quando se trata das que eu mesmo crio. Mas foi bom reaprender um pouco nesse aspecto e aprender a usar novos recursos.

SS- Com tanto trabalho como tem sido as sessões de skate ?
Tá devagar na real. Preciso andar bem mais. Pretendo retomar logo menos.

SS- Você fecha o álbum com a inspiradora "Carpe Diem" que trás uma mensagem positiva e serve de motivação para fazermos nosso melhor a cada a dia, como você enxerga a atual situação do nosso país e o que podemos fazer para mudar este cenário para melhor ?
Fazer a nossa parte. Parece óbvio mas vejo a maior parte apontando erros e "cobrando" ações que eles mesmo não fazem. Então se quisermos mudança temos que trazê-la, colocar a mão na massa. Não é toda a solução mas é um ótimo começo
.
Mesmo sem nunca ter deixado o recinto da poesia, Kamau pede licença pra voltar com classe nesse novo trabalho. O EP “Licença Poética (experimentos pessoais)” está disponível em www.planoaudio.net e a venda nas plataformas iTunes e GooglePlay.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A artrose no skate

Os anos de prática no skate, uma atividade de auto impacto, somado à falta de preparação física e de cuidados com o corpo, podem trazer consequências desagradáveis aos skatistas, uma delas é a artrose.
A artrose é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo das articulações do organismo, marcada pelo desgaste das cartilagens que revestem as extremidades ósseas, causando dor e podendo levar a deformidades. As articulações mais acometidas pela artrose são as que suportam peso, como coluna vertebral, os quadris e joelhos, sendo o último o mais comum nos skatistas.
A dor ao nível do joelho geralmente é o primeiro sintoma da artrose. O joelho inchado (derrame articular) é o segundo sintoma e muito frequente em pessoas que têm a doença e andam de skate. O responsável por esse inchaço é o processo inflamatório da membrana sinovial (membrana que recobre a articulação do joelho). Essa reage à presença dos restos cartilaginosos produzindo um líquido viscoso e amarelado. Logo que o edema sinovial torna-se importante, a pressão criada acentua as dores que podem ser sentidas pelo paciente na parte posterior do joelho. Outro sintoma marcante é a perda de mobilidade do joelho.
A obesidade, sedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a artrose. O principal objetivo da reabilitaçao é aumentar a força muscular e flexibilidade, além de reduzir a dor e rigidez. Para aliviar os sintomas, podem ser administrados medicamentos como analgésicos e anti-inflamatórios e empregar-se a fisioterapia e hidroterapia, que promovem melhora da dor tanto pelo uso de técnicas anti-inflamatórias quando pelo fortalecimento e alongamento musculares, protegendo assim as articulações e estimulando sua movimentação, evitando a rigidez articular.
Nos casos de artrose leve a moderada, é possível a reposição das propriedades do líquido sinovial, alterada na artrose por meio da injeção dentro do joelho de um líquido desenvolvido em laboratório, chamado acido hialurônico, que traz novamente a viscosidade normal, protegendo a cartilagem e melhorando a dor e a mobilidade articular. Esta terapia é chamada viscosuplementação, e tem as vantagens de poder ser aplicada pelo médico no próprio consultório, com desconforto mínimo, semelhante à aplicação de uma injeção no músculo. O efeito dura em média de oito meses a um ano, dependendo do grau da artrose em cada paciente e auxilia na reabitaçåo e retorno ao skate.
Cuide bem do seu corpo, ele é sua maior ferramenta na hora de manobrar.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O PRP e os skatistas

A medicina e o skate tem uma semelhança muito grande apesar de serem atividades bem distintas, a evolução com que as coisas acontecem dentro destes dois "mundos" são muito parecidas. Estudos recentes mostram que uma nova técnica pode contribuir muito para a recuperação de skatistas lesionados, trata-se do PRP (Plasma Rico em Plaquetas).
Especialistas em medicina esportiva dizem que a promessa inicial da técnica é melhorar o tratamento de lesões persistentes como lesões musculares e tendinites, além de lesões cartilaginosas. Existem diversos trabalhos e estudos que mostram o beneficio da utilização da técnica, principalmente no tratamento de partes moles.
O método simples e fácil de executar, consiste em, após separar as plaquetas, injetar o sangue do paciente na área lesionada. As plaquetas contêm fatores de crescimento que ajudam a estimular a cura natural. Esses fatores catalisam as células reparadoras do corpo para cicatrizar o músculo, osso e outros tecidos. O maior atrativo, é que a técnica parece ajudar a regenerar ligamentos e fibras de tendões, o que pode reduzir o período de reabilitação e assim evitar a necessidade de cirurgia.
Quando nos ferimos ou lesionamos, uma das primeiras células a chegar para reparar são as plaquetas. As plaquetas são ricas em vários fatores de crescimento diferentes. Estes fatores vão atrair outras células de reparação, (neutrófilos, monócitos, fibroblastos) essas células então vão permitir a cicatrização tecidual.
Os tendões e os ligamentos tem um fornecimento de sangue muito pobre, o que conduz a uma resposta de cura incompleta ou muito lenta. Com PRP, são inseridas estas células naturais de cura em uma área de pouca irrigação para reparar o tecido mais rápido. Isto leva a uma redução na dor e retorno mais rápido às atividades de vida diária e ao skate consequentemente.
A investigação sobre os efeitos da terapia com PRP foi acelerada nos últimos meses. A maioria dos médicos aguarda com cautela estudos mais rigorosos antes que a terapia possa ser declarada e comprovada cientificamente. Mas muitos pesquisadores e especialistas em esporte, pelo uso e experiência pessoal, já admitem que seu uso é bastante atraente no tratamento e na rápida recuperação.
O procedimento leva cerca de 45 minutos no total. Em primeiro lugar, uma pequena quantidade de sangue é retirada e colocada na centrífuga. A centrífuga separa e concentra as plaquetas as quais podem ser injetadas ativadas ou não, dependendo do caso.
Nós torcemos pelo sucesso desta técnica pois ela abrange as principais lesões sofridas pelos skatistas, diminuindo a dor, o tempo de recuperação e o risco cirúrgico de inúmeros casos, se tornando assim mais uma grande aliada no tratamento aos skatistas.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A importancia do Thera-Band no skate

Um dos maiores desafios de se trabalhar com preparação física e reabilitação de skatistas está na rotina de viagens e compromissos que os mesmos possuem. Nem sempre o local de destino apresenta estrutura para a continuidade das atividades, o que afeta diretamente na qualidade de vida do skatista, mas algumas ferramentas nos auxiliam muito neste sentido nunca deixando o skatista na mão.
Uma delas é o Thera-band. O Thera-band são faixas elásticas que proporcionam o fortalecimento muscular, a melhora da coordenação motora, aprimora habilidades funcionais e aumentam a mobilidade e flexibilidade. Essas faixas elásticas possuem níveis de elasticidade que variam de acordo com as cores, cada cor tem uma intensidade diferente.
Originalmente utilizadas por fisioterapeutas para exercícios com seus pacientes, as faixas elásticas são uma opção atraente como auxílio em exercícios porque são fáceis de ser adquiridas, seu custo é acessível, podem ser levadas e utilizadas em qualquer lugar, não dependem da ação da gravidade, seu uso é simples e, com uma única faixa elástica, pode-se trabalhar todos os grandes grupos musculares do corpo humano.
Existem 7 cores de faixas elásticas (amarela, vermelha, verde, azul, preta, prata e ouro), onde cada cor representa um nível diferente de resistência. É importante lembrar que a resistência do exercício não é caracterizada apenas pela força do Thera-Band, mas também pela distância do ponto de aplicação da resistência à principal articulação envolvida, bem como a direção de aplicação desta resistência. A partir da manipulação destas três variáveis (resistência, distância e direção), pode-se criar um exercício que apresente uma resistência decrescente à medida que a amplitude articular aumenta, coincidindo com a característica fisiológica da curva força x comprimento do músculo esquelético.
Os efeitos e benefícios da faixa elástica são o aumento da força, melhora do equilíbrio, melhora da resistência, melhora da postura corporal, redução de limitações de movimentos, melhora da funcionalidade, melhora da mobilidade e flexibilidade. Além destes benefícios, as possibilidades de movimentos funcionais, envolvendo mais de uma articulação, é outro atrativo em relação aos tradicionais exercícios realizados em equipamentos de musculação.
A escolha da cor da faixa elástica e com isso da resistência correta depende da condição física individual. A resistência da faixa elástica depende do seu percentual de alongamento e deverá permitir uma repetição de 15 vezes o exercício. Se uma faixa elástica vermelha, por exemplo, de 50 cm for esticada para 100 cm o percentual de alongamento/aumento do comprimento corresponde a 100%.
Outro ponto importante para se utilizar o Thera-band é como uma forma de "preparar" as articulações e os músculos antes de andar de skate, servindo como um ótimo aquecimento antes da sessão. Para conhecer mais sobre nosso trabalho de preparação física específica para skatistas, é só entrar em contato e agendar uma avaliação gratuita.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Fratura de Colles no skate

Andar de skate é uma atividade extremamente prazerosa porém todos sabemos que algumas lesões podem ocorrer com seus praticantes. Recentemente atendi um paciente com uma lesão no antebraço chamada "fratura de colles". A lesão ocorreu ao tentar saltar uma escada de 5 degraus, e como a conclusão não foi perfeita, a queda acabou acontecendo sobre o braço em extensão, muito similar à este vídeo que encontrei no YouTube.

A fratura de Colles é uma fratura extra articular do rádio distal, caracterizada por uma deformidade do antebraço denominada "dorso de garfo". Essa deformidade acontece porque os músculos do antebraço “puxam” o osso fraturado, acentuando a angulação da fratura e dando um aspecto de “calombo” no antebraço.
O mecanismo de lesão mais comum é a queda sobre a mão estendida. As pessoas extendem a mão como parte da reação de proteção contra a queda, no intuito de diminuir o impacto contra o solo, porém quem acaba absorvendo toda esta energia é o antebraço. A busca por auxílio médico deve ser imediata, o tratamento médico inicial pode variar desde a redução fechada até redução cirúrgica com fixador externo. Qualquer que seja a intervenção, esta sempre será seguida de imobilização do antebraço para a consolidação óssea.
Após a estabilização do foco de fratura, seja por redução fechada ou aberta, pode-se iniciar precocemente exercícios passivos e ativos de amplitude de movimento de todas as articulações não envolvidas (dedos, ombro e cotovelo por exemplo, caso seja possível).
Geralmente a consolidação da fratura leva de 6 a 10 semanas, podendo variar de acordo com a idade do paciente e gravidade da fratura. Além disso, este período de tempo pode ser aumentado por complicações incluindo lesão da articulação radioulnar e/ou radiocarpal.
O foco principal no início do tratamento deve se concentrar na recuperação da ADM, o tratamento inicia-se com exercícios passivos, evoluindo para ativo-assistidos, ativo-livres e finalmente resistidos. ADM reduzida e dor geralmente andam juntas e o ganho de ADM utilizando alongamento e mobilizações geralmente reflete também em uma redução da dor e do edema em punho e mão. Para o fortalecimento muscular é importante trabalhar todos os músculos do antebraço, sem esquecer os músculos intrínsecos e extrínsecos da mão, e assim que a musculatura estiver com seu tônus recuperado voltar às atividades normais.
A volta ao skate precisa ser gradativa, não pelo risco de uma nova lesão, mas para se ganhar confiança novamente após uma lesão que assusta mesmo não sendo grave. O ideal é retomar as manobras de solo para se ter novamente confiança e voltar a evoluir tranquilamente no skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.