sábado, 12 de janeiro de 2019

Lesão Osteocondral no skate

Muitos skatistas sofrem com lesões nas cartilagem de diferentes articulações, sendo que muitos deles param de andar por este motivo. Hoje vamos abordar este tema e tentar esclarecer algumas dúvidas sobre este tipo de lesão. Uma lesão osteocondral é um problema na cartilagem de uma articulação e no osso subjacente. A Cartilagem é um tecido conjuntivo que cobre os ossos entre as articulações. Quando há degeneração, separação ou ruptura da cartilagem, pode ser referida como uma lesão osteocondral. O osso direito embaixo da cartilagem pode também ser afetado. As articulações do joelho, do tornozelo e do cotovelo são locais comuns onde esse problema ocorre nos skatistas.
O principal sintoma deste tipo de lesão é a dor na articulação. Ela geralmente piora com a atividades físicas, principalmente de impacto como o skate. Inchaço da articulação,instabilidade, bloqueio ou sensação de travamento, podem ser outros sintomas. Uma história de trauma ou cirurgia na articulação afetada pode ser uma pista que leva ao diagnóstico de lesão osteocondral. Exames complementares como raio-x, ressonância ou tomografia somados ao exame físico ajudam a fechar o diagnóstico da lesão.
As opções de tratamento variam dependendo do skatista. Idade, objetivos no skate, localização e tamanho da lesão serão todos analisados para decidir qual tratamento é o melhor. As opções de tratamento são conservadora ou cirúrgica e ambas apresentam bons resultados para seus pacientes somadas à um bom trabalho de fisioterapia.
Não se sabe ao certo o que impedirá uma lesão osteocondral de acontecer, é difícil prevenir lesões traumáticas agudas que às vezes levam a uma lesão osteocondral principalmente no skate. No entanto, manter os músculos fortes e flexíveis ajuda a apoiar e suportar as articulações. Fazer um treinamento de força e flexibilidade pode não evitar uma lesão osteocondral mas pelo menos ajuda no reflexo e com certeza evita que o trauma fosse maior. Manter a saúde dos ossos, obtendo níveis adequados de cálcio e vitamina D também é uma excelente medida.
Voltar a andar de skate após a lesão condral depende de como a lesão foi gerenciada e tratada. Se o tratamento conservador foi a escolha, o skatista terá que esperar passar totalmente a dor o que demora em media de 4 a 12 semanas, já no tratamento cirúrgico o skatista vai precisar respeitar o tempo de cicatrização para aí iniciar o trabalho de fortalecimento que vai variar de pessoa para pessoa.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Fadiga muscular em skatistas

Sabe aquela sensação de fraqueza, dor e cansaço extremos após uma sessão de skate mais puxada? Há grandes chances de ser fadiga muscular, o músculo esquelético possui a capacidade de produzir elevados níveis de energia que geram resistência, força e potência.
Uma incapacidade de manter essa produção de energia designa-se por fadiga neuromuscular, fenômeno que pode manifestar-se de forma aguda, após uma ou outra sessão esporadicamente, ou cronicamente, como em uma espécie de overtraining quando o skatista não tem condição de andar de skate por vários dias.
A fadiga muscular pode acontecer com qualquer um que se submeta com frequência a um esforço maior que sua capacidade, podendo, inclusive, prejudicar articulações e sobrecarregar outras partes do corpo, caso o problema seja negligenciado.Esta complicação pode se manifestar de duas formas nos skatistas, como fadiga central ou fadiga periférica. A fadiga central pode provir de uma ou mais estruturas nervosas envolvidas na produção ou manutenção do controle da contração muscular, relacionados aos processos de formulação do padrão motor (envolvendo o córtex cerebral, cerebelo e junções sinápticas) e pode acontecer em atividades de longa duração. A fadiga tem relação com a variação das concentrações de glicose sanguínea, de aminoácidos de cadeia ramificada (conhecidos como BCAA) e da síntese de alguns neurotransmissores.
Isso valida a importância do consumo de carboidratos antes e durante os treinos, de uma ingestão adequada de proteínas e aminoácidos durante o dia e de uma alimentação variada. Já a fadiga periférica é aquela que tem suas causas no músculo esquelético. Geralmente acontece por causa de uma falha ou limitação de um ou mais processos na unidade motora, isto é, nos neurônios motores, nervos periféricos, nas ligações neuromusculares ou fibras musculares.
Em sessões prolongados, a fadiga periférica tem relação direta com outros mecanismos, como a redução nas concentrações de cálcio no músculo que comprometem a tensão gerada pelas fibras musculares, a perda de glicogênio, o desequilíbrio hídrico e eletrolítico e a elevação da temperatura corporal.
Muita gente acha que fazer o day off (um dia na semana sem andar de skate, ou alternar uma sequência de dias manobrando com dias de descanso) é perda de tempo, quando na verdade o descanso é importantíssimo para evoluir. Quem vai além do sugerido, pode sentir que não consegue evoluir e obviamente desenvolve a fadiga muscular.
Vale lembrar que em ambientes quentes e úmidos, como, por exemplo, nas cidades praianas do Brasil, a necessidade de água, sais minerais e carboidrato podem aumentar, pois a perda hídrica e de sais aumentam, já que o corpo faz a tentativa de manter uma temperatura corporal adequada.
É importante ir andar de skate bem hidratado, nutrido e com boa reserva de glicogênio muscular (carboidratos estocados no músculo). Por isso, sempre conte com o auxílio de um nutricionista para ajustar a alimentação baseada nos seus objetivos e metas e de uma preparação física específica para skatistas.
Desejamos a todos os amigos, clientes e parceiros, um feliz natal e um excelente 2019 com muita saúde e skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Hérnia de disco no skate

A hérnia de disco é um dos principais problemas relacionados à coluna do skatista e também de boa parte da população.
 Resultado do deslocamento de um dos vários discos intervertebrais que compõem a coluna, a hérnia pode ocorrer devido a um levantamento de peso de forma inadequada, sobrepeso, atividades com carga repetitiva como o skate e até tabagismo. Em alguns casos, pode estar ligada a fatores genéticos.
As hérnias possuem diferentes graus sendo dividida em Hérnia protrusa, o tipo mais comum acontece quando o núcleo do disco permanece intacto apesar de pequenas perdas. A Hérnia extra, que apresentam um núcleo deformado e a Hérnia sequestrada, quando há perda continuidade do disco, que pode chegar a se dividir em duas partes.
Apesar de variar de acordo com o local da lesão, os sintomas podem ser formigamentos, dormência, ardência e dores irradiadas para outras partes do corpo. Quando a lesão atinge a coluna cervical, a região superior do corpo pode ser atingida, como os braços, as mãos e os dedos. Ao atingir a coluna lombar, a dor pode irradiar nas pernas e nos pés. Para identificar o local lesionado da coluna, o médico determinará o diagnóstico a partir do histórico do paciente, das características dos sintomas e de exames como ressonância magnética.
O tratamento costuma ser tradicional, com sessões de fisioterapia e medicamentos para alívio da dor. Após essa fase se inicia o trabalho de alongamento e de fortalecimento dos músculos da coluna e do Core que fazem o trabalho de “sustentação” e são fundamentais para uma boa postura.
 Com esta etapa concluída é hora de voltar ao skate, com muita calma e paciência para que os sintomas não apareçam logo nas primeiras sessões.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 24 de novembro de 2018

O skate e baixa da imunidade

Todos nós sabemos o quanto o skate exige fisicamente dos skatistas, tanto no aprendizado das manobras como na evolução constate de skatistas mais experientes. Quanto mais o skatista se esforça e anda intensamente de skate, maior o risco de acabar sendo “premiado” com uma infecção e até mesmo uma arritmia cardíaca.
O que anteriormente se chamava de “overtraining” clínico, hoje leva o nome de Síndrome do Excesso de Treinamento (SET). Os exercícios com intensidades altas como o skate parecem enfraquecer a imunidade geral. Essa queda da imunidade ocorre por diminuição dos níveis da glutamina nos músculos, um aminoácido não essencial que tem um fluxo direto e contínuo dos músculos para o fígado, intestino, rins e sistema imunológico.
Como o sistema imunológico necessita de muita glutamina para a manutenção de suas funções, e o exercício físico induz o aumento da atividade dessas células, ocorreria a redução da disponibilidade de glutamina imediatamente após exercícios intensos e prolongados como o skate e no final das contas facilitaria o aparecimento de certas doenças, em especial, as viroses principalmente respiratórias.
O seu tratamento inicial deve ser iniciado pela correção dos hábitos de alimentação e descanso além de diminuir o volume das sessões de skate, que apesar de prazerosas podem estar comprometendo a sua saúde. A suplementação com glutamina também é uma boa alternativa, mas ela só deve ser feia com a orientação de um nutricionista.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 10 de novembro de 2018

As câimbras no skate

As dores musculares são companheiras da maioria dos skatistas devido ao alto grau de complexidade física que o skate exige. É muito comum vermos skatistas com os sinais dos espasmos musculares e das cãibras, que costumam afetar as panturrilhas, as coxas, os braços e o abdômen.

Os espasmos musculares são resultado de desequilíbrio hidroeletrolítico no corpo ou de sobrecarga muscular. Funcionam como uma espécie de autoproteção do corpo, uma vez que sinalizam que algo não corre bem com os músculos e colaborando para que lesões mais graves não surjam.
Eles estão relacionados ao cansaço, ao estresse muscular. Nas musculaturas maiores, surgem pelo acúmulo de lactato, circulação ruim, falta de alongamento. Quem se submete a estímulos que vão além do que é suportável está mais sujeito a isso.
A intensidade desse desgaste vai indicar o grau da contração. A intensidade e a duração das dores geradas pelos espasmos musculares variam bastante, de pequenos incômodos a dores severas e de poucos segundos a alguns minutos.

Uma boa saída para evitar esse incômodo é fazer alongamento, diminuindo a tensão dos músculos. Se você não tem o costume de aquecer antes de andar de skate, é melhor acabar com esse mau hábito. O aquecimento prepara os grupos musculares para a atividade intensa que vem a seguir. A falta de condicionamento físico também é determinante para o aparecimento dessas contrações, por isso fazer um trabalho de preparação física é muito importante para qualquer skatista.
Fique atento à hidratação e reposição de sais minerais. Aposte em fontes de potássio, magnésio e cálcio para não ter seu rendimento prejudicado.
Se os espasmos musculares surgirem durante as sessões, pare a atividade imediatamente e estique a articulação afetada pela dor até as contrações cessarem.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.