sábado, 17 de agosto de 2019

Parar de andar com dor no joelho?

Os joelhos ainda continuam sendo objeto de preocupação entre os skatistas. Após receber o diagnóstico de desgaste no joelho (condromalácia patelar ou osteoartrose) muitas dúvidas costumam surgir sobre a possibilidade de se andar de skate ou as possíveis restrições e cautelas necessárias. Cada caso exige cuidados individuais e pode receber indicações diferentes, mas de um modo geral a atividade física ( não somente o skate) não é desaconselhada; pelo contrário, ela é o melhor tratamento para esse tipo de problema no joelho.
Muitos skatistas conseguem manter o ritmo normal nas sessões de skate mesmo com o diagnóstico de condromalácia. Um acompanhamento médico e do fisioterapeuta podem ser necessários, além de um bom preparo físico que inclui o controle do volume das sessões de skate, feito por um profissional de educação física. Mantendo boa força muscular, biomecânica e descanso adequado, as chances de continuar andando normalmente são grandes. Como tratamento, fortalecimentos e movimento são as palavras chaves.
Quanto mais o joelho fica parado, pior. É importante realizar alguma atividade física, respeitando os limites da dor e as orientações específicas para o caso. Terapia passivas, como equipamentos (TENS, ultrassom) e manipulação, embora possam ter sua função em determinados momentos, não são a primeira escolha. Exercícios ativos são os mais indicados para dores no joelho.
Cuidados serão necessários, assim como algumas pausas em momentos de crise, mas o desgaste no joelho não é uma sentença de sedentarismo e tão pouco a parar de andar de skate. Continuar em movimento é o melhor a se fazer e manobrar além da melhora física, contribui com a melhora psicológica do skatista, tendo em vista o prazer em andar de skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 10 de agosto de 2019

"Pulso Aberto" no skate

É muito comum ver skatistas com os membros superiores machucados, ainda mais os iniciantes, que por não saberem se proteger das quedas acabam utilizando as mãos para aguentar o peso do corpo e proteger o resto do corpo. Umas das queixas que mais ouço pelas redes sociais e até pessoalmente é o famoso “pulso aberto” e é sobre ele que falaremos hoje.
A expressão “pulso aberto” é utilizada para descrever uma dor associada à zona do punho. Independentemente da sua causa, ao sentirmos uma dor, ou desconforto nessa zona, existe a tendência para denominá-la de pulso aberto. Para além da dor, existem outros sintomas que podem surgir, como por exemplo, falta de força repentina, ou pode estar associada a algum tipo de lesão por movimentos repetitivos.
Os sintomas mais comuns na patologia do pulso, são, na sua fase inicial a dor suportável no punho, sensibilidade alterada, edema, dor articular que aumenta com os movimentos e diminuição de força na mão. Geralmente estes sintomas são causados por traumas diretos, esforços repetitivos, tendinites além de outras doenças.como artrose por exemplo.
Entretanto, devido a grande quantidade de estruturas encontradas nessa região, é importante a avaliação por um especialista, para que seja feito o diagnóstico e tratamento adequados, evitando futuras complicações, como artrose e tendinites crônicas, por exemplo.
A imobilização do punho pode ser um primeiro passo, para amenizar os sintomas, como dor e o inchaço, assim como a aplicação de gelo no local durante 20 minutos, com cuidado e proteção da pele durante todo o tempo. A fisioterapia pode ser indicada em muitos casos, sobretudo quando a recuperação é mais lenta.
Nas lesões mais leves, pode ser necessário apenas fazer repouso, gelo local e tomar medicamentos analgésicos para aliviar a dor. Já os casos mais severos podem necessitar inclusive de intervenção cirúrgica.
O “pulso aberto” não é uma lesão específica no punho, mas sim uma hipótese de muitas lesões que podem ocorrer nesta região, por uma avaliação médica com exames de imagem é fundamental para realmente saber o que ocorre para assim dar início ao tratamento.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 3 de agosto de 2019

Lesões na coluna dos skatistas

Skatistas profissionais e amadores estão sujeitos a diversos tipos de lesões da coluna. As mais comuns acometem os tecidos moles, como músculos e ligamentos da região lombar. Há também lesões no disco intervertebral e, em alguns casos, fraturas.
A incidência de lesões da coluna em skatistas é considerável, entre 10 e 15%, podendo ser ainda mais alta em algumas modalidades específicas que exigem maior sobrecarga. Está associada a mecanismos característicos das manobras. Forças como flexão, extensão, compressão, cisalhamento e torção, além de traumas decorrentes de impactos, são algumas das causas que podem levar à lesão.
Já skatistas amadores, ou de final de semana, principalmente quando estão em uma fase sedentária, costumam sentir o aumento da intensidade nas sessões, resultando também em problemas na coluna vertebral. As lesões em tecidos moles são as mais comuns, sendo caracterizadas por dor na musculatura lombar. Estão associadas a movimentos de flexão e torção, além de sobrecarga na coluna. Para o diagnóstico do problema, podem ser exigidos alguns exames de imagens, como raio-X e ressonância. Normalmente, o tratamento indicado é o conservador, por meio de medicamentos, repouso, fisioterapia com exercícios de reforço muscular da coluna, abdômen e pelve.
Outra lesão bem comum em skatistas é a hérnia de disco que está associada a movimentos (flexão e rotação) e impactos durante a sessão. Em skatistas iniciantes, a causa mais provável é o acúmulo de lesões da coluna menores que, se não tratadas, podem levar à condição. A hérnia de disco é comum em esportes de impacto como o skate. Pode acometer também pessoas que realizam exercícios de musculação de forma inadequada durante o condicionamento físico. A avaliação de um especialista, com o auxílio de exames de imagem, é a principal forma de diagnosticar o problema. A partir disso, o paciente é encaminhado para o tratamento indicado.
Outro problema comum é a Espondilólise. Trata-se de uma fratura geralmente causada por microtraumas repetitivos, as chamadas fraturas por estresse. Está associada a movimentos de hiperextensão e carga axial. Os principais sintomas estão relacionados à dor lombar acentuada, durante ou após as sessões, geralmente sem irradiação para as pernas. Para o diagnóstico do problema, o médico especialista pode incluir vários exames de imagem, como radiografia, radiografias dinâmicas, tomografia computadorizada, ressonância magnética e, em alguns casos, o Pet Scan, que pode diagnosticar a lesão antes que ela ocorra. Devido à instabilidade causada pela fratura, alguns casos podem apresentar um deslizamento da vértebra superior fraturada sobre a inferior. Estes métodos de imagem são utilizados também para avaliar o grau de deslizamento da lesão.A resposta ao tratamento conservador é que determina se o tratamento da espondilólise será cirúrgico.
As articulações da coluna estão sujeitas a entorse como qualquer outra articulação do corpo, como os joelhos ou como exemplo mais proporcional, as articulações dos dedos. Nestas lesões podem ocorrer aumento do volume do líquido articular, estiramentos da cápsula e ligamentos, e pequenas alterações da cartilagem de suas superfícies. O principal mecanismo dessas lesões na coluna lombar são os movimentos rotacionais, que são naturalmente muito limitados.
E o principal e mais grave problema que acomete os skatistas são as fraturas por traumas de alta energia, que podem causar fraturas com risco inclusive de acometimento neurológico.O tratamento é condicionado pela gravidade da fratura, podendo ser tratada apenas com coletes, mas pode exigir tratamento cirúrgico em caráter de urgência. Diante dos movimentos realizados nas manobras, o skatista, seja ele profissional ou amador, consegue prevenir problemas na coluna com o acompanhamento médico adequado, associado com o suporte de bons fisioterapeutas e preparadores físicos.
O fortalecimento muscular, exercícios de mobilidade e um trabalho de recoberta podem minimizar o risco de lesões.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 27 de julho de 2019

A importancia dos treinos pliometricos no skate

popularização do skate vem trazendo novos adeptos e também aumentando o número de skatistas preocupados em melhorar sua performance e também sua longevidade sobre o skate, com isso a preparação física vem evoluindo e acrescentando cada vez mais métodos de treino para os skatistas. Entre muitas novidades falaremos hoje sobre um método antigo porém dos mais eficazes para serem utilizados no skate, a pliometria.
A pliometria é um trabalho que combina a força com a velocidade, de forma a se utilizar, o mais rápido possível, a força que a pessoa possui. São chamados de pliométricos os exercícios que utilizam o reflexo de alongamento, seguido de contração, para produzir uma reação explosiva.
  Um exemplo simples são os exercícios que utilizam o peso corporal, contra a força da gravidade para conseguir exercer força contra o solo são conhecidos como exercícios de salto em profundidade, muito usados em treinos de pliometria. Os saltos em profundidade são realizados pulando-se de um banco com altura variável. Ao tocar o solo, ocorre uma contração excêntrica nas musculaturas que são responsáveis pela extensão do joelho. Durante a fase de amortecimento, o fuso muscular acaba sendo estimulado e o reflexo miotático faz com que ocorra uma contração imediata, impedindo desta forma a transformação brusca no comprimento do músculo solicitado.
Apesar de ocorrer um alongamento reduzido na fase da contração excêntrica, os componentes elásticos dos músculos armazenam o que chamamos de energia elástica e a utilizam na passagem para a fase da contração concêntrica. Desta forma, a transição das contrações deve acontecer da maneira mais rápida possível, para que esta energia não seja dissipada.
Por ele ser um método altamente intenso e que promove bastante desgaste físico, acabou popularizando-se como um método de trabalho para outros fins. Perceba que a pliometria é usada principalmente em esportes de potencia como o skate, dentro de um contexto de preparação física. Como seu objetivo é considerado específico, a pliometria precisa ser usada depois de uma periodização de base.
Desta forma, aumentamos os ganhos e minimizamos os riscos de lesão. De maneira geral, a pliometria pode ser usada para melhorar a coordenação motora, a funcionalidade e a capacidade de deslocamento. Lembre-se que a base da pliometria é o ciclo alongamento-encurtamento e que isso não se restringe apenas aos saltos. Existem maneiras de treinar a pliometria diferenciadas, para membros superiores e tronco.
Preparar seu corpo para as sessões de skate é uma ótima forma de prevenir lesões e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 20 de julho de 2019

Impacto femoroacetabular e o skate

Andar de skate é uma atividade de alto impacto e como consequência disso algumas articulações tendem a sofrer lesões no decorrer dos anos, uma delas é o quadril. O Impacto femoroacetabular (IFA) é uma condição que ocorre quando existe um contato anormal e desgaste entre a cabeça e o encaixe da articulação do quadril. Isso resulta em limitação da mobilidade e dor no quadril.
A articulação do quadril é composta pela cabeça do fêmur, que articula no encaixe da articulação do quadril (chamada de acetábulo). O impacto femoroacetabular é uma condição na qual a cabeça femoral, o acetábulo, ou ambos não se encaixam bem devido a uma alteração na forma da cabeça do fêmur ou do acetábulo. Quando a deformidade é resultado do excesso de osso na cabeça femoral ela é chamada: tipo CAME. Quando ocorre no encaixe do quadril (acetábulo) é chamada: tipo PINCER ou pinçamento. Frequentemente existe uma associação dos dois tipos de mecanismos de lesão.
A incidência de impacto femoroacetabular na população geral não é completamente conhecida, pois resulta de uma associação entre a forma do quadril alterada, movimentos repetitivos que causem a lesão ( andar de skate por exemplo) e fatores genéticos que favoreçam o desgaste da articulação. É, então, uma condição multifatorial. Os pacientes geralmente se queixam de dor na virilha após ficar muito tempo sentados, dirigindo, entrar ou sair do carro, praticar esportes ou atividades que levem a uma flexão do quadril exagerada. A dor é localizada na região da frente do quadril, muitas vezes não sendo palpável e localizada pelos pacientes como “interna”. Porém pode também ser irradiada para região lateral ou posterior do quadril, no glúteo. Muitos pacientes se queixam da “falta de alongamento”, quando, na verdade, possuem um bloqueio mecânico da articulação pela deformidade óssea.
O diagnóstico é feito por exame clínico no qual manobras provocativas reproduzem a dor referida pelo paciente e confirmada por exames de imagem. Radiografia e tomografia servem para avaliar a forma alterada do quadril e a ressonância magnética para avaliar lesões de partes moles, especialmente a cartilagem e lábio acetabular. A principal medida inicial contra a dor é evitar movimentos que provoquem dor - geralmente os de rotação e flexão do quadril, levando o joelho em direção ao peito. Outras medidas importantes para o alívio da dor são o repouso, modificações nas atividades do dia a dia, uso de medicações analgésicas ou anti-inflamatórias. A fisioterapia pode ter papel importante na melhora da dor.
Na falha do tratamento clínico, ou em casos onde a deformidade óssea é importante, o tratamento cirúrgico é indicado. Os principais fatores de risco são as deformidades ósseas, com limitação da mobilidade do quadril, e atividades esportivas como o skate com flexão e/ou rotação repetitiva do quadril. Existe uma grande correlação da deformidade da cabeça femoral (CAME) com o desgaste da cartilagem do quadril (artrose) em longo prazo.
Estudos demonstram que o tratamento precoce é correlacionado com o sucesso do tratamento- ou seja, o paciente deve procurar o ortopedista assim que a dor iniciar. Existem estudos que correlacionam a predisposição genética com realização de alta intensidade de esportes (skate)!na adolescência com desenvolvimento de deformidade na cabeça femoral. Não se sabe ainda precisamente a intensidade e nem quais indivíduos estão mais propensos a desenvolver a doença.
Uma avaliação ortopédica e o conhecimento do tipo de deformidade permitem modificações nas atividades do dia a dia e esportivas que podem ajudar a proteger o quadril.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.