sábado, 18 de julho de 2020

16 Dicas para você andar de skate na pandemia,

Já estamos passando pelo quarto mês de isolamento social devido a pandemia do COVID 19 neste ano de 2020.
Algumas prefeituras e governos dos Estados brasileiros já estão reabrindo locais públicos e parques e pistas de skate tem seus portões abertos, mesmo com horários reduzidos. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura decidiu reabrir parques no último dia 13 de julho, com um horário diferente, funcionando somente de segunda a sexta-feira.
Mesmo a gente sabendo que para o skatista brasileiro o Corona nunca foi fator de impedimento da sessão e só 7% da população skatística cumpriu de fato a quarentena, agora mais pessoas vão ir andar. Pensando nisso, pensamos em reunir informações e trazer atitudes que você pode colocar em prática na sua sessão para que o risco de contágio com essa doença maldita seja reduzido.
Uma coisa é fato: quer de fato ficar livre do Corona? Fique em casa mais um pouco. 
Embora o rolê sozinho possa não apresentar riscos de contaminação, uma eventual queda pode fazer necessário o encaminhamento para atendimento em hospitais e prontos socorros, locais cujo índices de contaminação podem ser altos. Sendo assim, priorize o rolê de manutenção, sem se colocar em riscos desnecessários para o momento.
E, sempre há probabilidade que cada um de nós tem de ser transmissor ou propagador dos vírus sem se dar conta, visto que é bem maior o número de casos em que as pessoas não apresentam sinais, os assintomáticos.
Mas se mesmo assim você quiser ir andar de skate (repetindo: não recomendamos), que tal seguir as dicas a seguir?
 Os exemplos práticos deste guia serão divididos em três grandes blocos:
1 - Preparando o rolê e cuidados ao sair de casa:
 - Se você costuma levar mochila para carregar suas coisas para o rolê, se atente ao modo como organizar seus itens. Poucas coisas, leve o que vai ser útil para o rolê. Coisas a mais farão você carregar mais peso e ter mais coisas para desinfectar na volta para casa.
 - Se puder, leve um kit de higiene na mochila. O álcool em gel (além do desodorante porque você vai feder) é hoje o seu melhor amigo. Vai que você quer comer algo durante a sessão ou beber água na fonte do pico. Melhor estar com a mãozona limpa, né?
 - Leve consigo o seu álcool gel, e no mínimo duas máscaras, afinal uma delas vai molhar de suor e certamente vai ficar mais difícil de respirar.
 - Não se esqueça de levar uma sacola plástica para colocar suas coisas após o rolê antes de voltar para casa
 - Ande em picos que sejam perto da sua casa. Assim você vai remando e tem um contato menor com qualquer aglomeração. Pegar ônibus ou metrô por enquanto ainda é contar com uma chance de encontrar o Corona por aí. Então SE VOCÊ PUDER E TIVER PICO PERTO DA SUA CASA, aproveita que a remada já esquenta as pernas e você já chega manobrando.
2 - No rolê, rua e transporte. 
 - Procure manter as recomendações que têm sido apontadas nas mídias e protocolos, distanciamento, limpeza das mãos com álcool em gel.
 - Ao chegar no pico, não precisa apertar a mão, abraçar, nem beijar ninguém. Aquele velho "salve" mostrando o sinal da paz com a mão já satisfaz o oi que precisa ser dado. Se você sentir muita falta de um calor humano, uma batida de cotovelo já pode ser o suficiente.
 - A pessoa que você está vendo andar acertou a manobra? Não precisa correr pro abraço por enquanto. Só falar "uooooooooou" e bater palma que já contempla. Evite apertos de mão e demonstrações de carinho. Seja gótico.
 - Se você fuma maconha (é ilegal mas é comum entre os skatistas, tá? Não sejamos hipócritas, aqui é um site de skate) evite dividir seu beck. Seja um pouco egoísta em prol da sua saúde, afinal, a baba do colega pode estar cheia de vírus e você pode ficar chapado de corona. Isso também vale para sua garrafa de água ou sua lata de breja: por enquanto, seja egoísta.
 - Na hora de ir embora, não precisa cumprimentar geral. Aquele "falô, firma" já deixa todo mundo ciente que você está indo embora, passe álcool gel nas mãos, organize os materiais utilizados dentro da sacola plástica, limpe novamente as mãos e siga para casa.
3 - Pós Rolê: Desinfectando skate, equipamentos e você.
 - Estabeleça uma linha divisória entre a 'zona suja' e a 'zona limpa', para que qualquer coisa que veio com você da rua fique dentro do seu limite. Se preferir passe uma fita ou organize objetos da casa para demarcar de forma clara essa zona. Ali ficarão itens que irão para lavagem ou descarte.
 - Ainda próximo a “Zona Suja”, geralmente na entrada de casa: determine um local para deixar bolsas e chaves penduradas e não as levar para dentro dos cômodos. Neste local separe um espaço para deixar tênis, mochila e skate. Só passe para a zona limpa depois de desinfectar seus materiais.
 - Limpando o skate: Temos utilizado a solução de lisoforme spray ou álcool 70 em aerosol para desinfectar a lixa, já a parte de baixo do Shape, os eixos e rodas, álcool gel 70 com um pano, e dentro das rodas novamente o aerosol.
 - Limpando o tênis: Talco antisséptico, spray Tênis Pé para a palmilha e sola do tênis, ou o Lisoforme aerosol também são boas alternativas, mas o ideal seria a lavagem completa do calçado.
 - Passando para a “zona limpa” Álcool em gel e álcool líquido 70 graus (volume 70) precisam estar disponíveis logo na entrada. Limpe as mãos com o álcool em gel. Use um pedaço de tecido para colocar álcool em gel ou líquido para limpar o celular. Antes de limpar, retire a capa de proteção e desligue o dispositivo. Passe o pano com álcool no aparelho (cuide para não passar o pano em entradas de carregador e fones) e a capa. Coloque os calçados limpos ou chinelo.
 - Vá direto pro banho. Se você já não faz isso, você é muito nojento, mas é sempre bom frisar: tome banho depois da sessão. Deixe sua roupa direto para lavar e evite misturar com as outras da casa (coloque-as em um saco plástico se não forem direto pra máquina).
Pronto. Você foi teimoso e foi andar de skate, mas seguindo essas dicas você diminui as chances do contágio do Corona Vírus. 
Vale lembrar que um monte dessas dicas acima serve não só para momentos de pandemia, como também para dias comuns. Ou você acha que vai cair no chão da Sé e vai ficar tudo bem? Acha que tomando mate e comendo falafel sem lavar a mão não vai dar nada?
Sendo um pouco mais consciente (e mais higiênicos), a gente pode evitar um monte de situação não só em relação ao Corona ao nos atentar, por exemplo, a se manter sempre com as unhas bem limpas e cortadas e caprichar em seu banho.
Mas novamente, quer ficar livre do Corona? Fique em casa.

 Nota: os produtos e nomes de marcas aqui citados não pertencem ou tem alguma relação econômica, monetária ou de mídia com os autores. Sendo as respectivas marcas detentoras dos direitos autorais sobre tais produtos, sendo citados aqui com o único objetivo de propiciar alternativas que possam ser utilizadas de forma clara e utilitária por parte da comunidade skatista.

domingo, 10 de maio de 2020

E quando tudo isso passar?

Já se foram praticamente dois meses em que sofremos diariamente as consequências da Covid-19, de forma direta ou indireta estamos passando por um momento muito difícil e inédito da nossa história. O isolamento social, o medo de ser contaminado, perder alguém da família ou amigos, hoje fazem parte da nossa rotina. Fora a enxurrada de notícias que muitas vezes, além de informar, acaba nos deixando presos dentro dessa situação. Fazer exercícios físicos, se alimentar bem e cuidar da sua saúde mental, ainda são fundamentais para se manter firme em meio a este turbilhão. Sonhamos com o dia “em que tudo isso vai passar”, mas será que vai passar mesmo? Corona vírus é o ponto central dessa situação, mas além disso é importante entender também o que vem junto a isso. O vírus em si pode ser controlado daqui um tempo e chegará o momento de viver o mundão lá fora de um modo até antes incomum.
Talvez as sessões de skate passem a ser diferentes, aquela reunião de amigos para se divertir talvez tenha que ser reduzida por um longo período de tempo ainda, o número de skatistas em pistas também terá que mudar, os hábitos de higiene antes e depois das sessões também não serão mais os mesmos. A situação econômica do país tende a mudar drasticamente, e com isso o poder de consumo de peças e roupas tende a diminuir, as lojas e marcas venderão menos e consequentemente muitos skatistas que tinham apoio ou até patrocínio serão dispensados. E aí, para onde correr? Andar de skate no Brasil nunca foi fácil, mas talvez quando tudo isso passar fique mais difícil ainda, e aí teremos que lidar com outros problemas que também trarão questões emocionais como consequências de toda essa pandemia. Todos nós conhecemos dentro do skate talentos e pessoas que andam ou andaram muito, gente boa e com potencial, mas acabaram se perdendo de algum modo pelo caminho. O ponto não é julgar, mas sim mudar o ponto de vista. Se essas pessoas tivessem tido acesso a ideias, ensinamentos e informações que as ajudariam a lidar com acontecimentos marcantes, poderia ser diferente a trajetória? Variação e adaptação sempre acompanhou o skate, a própria criatividade do skatista surge destes dois fatores. Além disso, o fato de cair e levantar SEMPRE fez o skatista ser resiliente ao erro, errar e reestruturar o foco e concentração para tentar novamente. Infelizmente o lado monetário do crescimento profissional e econômico provavelmente ficará no gelo, são poucas as marcas que têm fundos o suficiente para segurar a onda nos próximos meses, a grande maioria dos skatistas amadores e profissionais dependem diretamente do fluxo de caixa que uma marca tem no momento. Se a marca que me apoia ou patrocina sofrer um baque econômico que a obrigue a definir prioridades, para onde eu posso remar? Esse caminho só saberemos a partir do momento que o skatista ter em mente o que mais ele sabe e pode fazer. Coisa de colocar no papel mesmo.
O que o skate me ensinou que posso aplicar em outras coisas fora do skate? Sei desenvolver bem uma conversa? Isso me ajuda como? Pode ser numa loja trabalhando como vendedor, lidando com relacionamento e atendimento ao publico Aprendi a construir e cuidar das transições de onde costumo andar e sou bom em habilidades manuais utilizando ferramentas, posso arrumar um bico de ajudante em algum lugar que oferece serviços e reparo e manutenção? O crescimento do mundo digital foi acelerado pela pandemia, com isso todas as áreas de trabalho estão se adequando à digitalização. Minhas habilidades de editar vídeo, trabalhar com imagem etc pode ser útil para essas pessoas? Manjo de roupas e vestuário? Quais são as oportunidades que podem surgir ou no que posso empreender? Do mais básico ao mais complexo, colocar os ensinamentos propiciados pelo skate em prática para além do skate é questão de sobrevivência até as coisas melhorarem. Seja confiante e estabeleça expectativas reais sobre o que sabe fazer e as possibilidades que podem aparecer, afinal, quantos de nós já fizemos "bicos" para uma comprar peça, um rolamento que estourou ou um shape que quebrou? Reconheça suas habilidades, utilize e fortaleça sua rede de contatos - parentes, vizinhos, a própria galera do skate, demonstre no que você tem habilidade e pergunte no que você pode ajudar. E o mais importante, o skate sempre vai estar ali, para te divertir, relaxar, encontrar os amigos e te fazer seguir em frente, indiferente de trabalho ou qualquer outra coisa, siga andando por amor. Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

domingo, 5 de abril de 2020

A importância da alimentação na quarentena

Com duas semanas de confinamento, sem andar de skate, muitos de nós skatistas estamos sofrendo com este período. Apesar da nossa mentoria com atividades físicas e treinamento mental para tentarmos nos mantermos ativos nesse período de quarentena, um dos principais pilares do condicionamento físico não pode ficar para trás, a nutrição.
Para completar está tríade, convidei nosso parceiro, o Nutricionista Flávio Sant’Na, especializado em nutrição esportiva, que nos trouxe algumas dicas importantes para atravessarmos esta pandemia.
1. Não restringir severamente os carboidratos da sua alimentação: Eles são responsáveis por gerar energia para o funcionamento das células do sistema imune. 
2. Manter seu consumo proteico elevado: Um bom aporte de proteínas diariamente irá preservar sua massa muscular. 
 3. Ingerir pelo menos 1 vez ao dia uma fonte de gordura vegetal: Abacate, amendoim, castanha do para, castanha de caju, amêndoas, nozes, coco fresco. 
 4. Consumir o máximo de variedade de frutas, legumes e hortaliças: Caso sua ingestão for baixa, é a hora de aprender a consumir estes alimentos e por último caso é possível suplementar com multivitamínico 
 5. Ter um bom funcionamento intestinal: O intestino é responsável pela absorção de todas as vitaminas e minerais, além de evitar que patógenos sejam absorvidos 
 6. Nível de vitamina D adequado: Se expor ao sol 20 minutos diariamente ajuda a subir os níveis desta vitamina, para quem tem níveis baixíssimos (verificar através do exame de sangue) é recomendado a suplementação 
7. Consumir alimentos antioxidantes: Responsáveis por manter o corpo protegido dos agressores como radicais livres, é recomendado consumir alimentos coloridos como os amarelos, vermelhos e laranjas. 
8. Omega-3: Atua no sistema anti-inflamatório, sua ingestão se da através dos peixes, sardinha, atum, salmão e semente de chia e linhaça. 
9. Hidratação: Beber água na recomendação diária (35 x seu peso corporal) mantem uma boa produção de saliva no qual faz parte do sistema imune evitando contaminações pela boca. 
10. Evitar alimentos ultra processados: São aqueles que contém alta quantidade de produtos químicos como conservantes e corantes, possuem baixa quantidade de nutrientes e muitas calorias vazias.
Essas dicas somada ao nosso treinamento com certeza vão te ajudar a voltar com tudo ao skate quando a quarentena passar, enquanto isso fique em casa e se prepare com a gente para dias melhores. Para saber mais sobre o trabalho do Flávio e tirar todas as suas dúvidas é só procurar ele no @flaviostna.
 #fiqueemcasa

domingo, 22 de março de 2020

O impacto do Coronavirús no skate

Estamos aqui para abordar um tema que hoje é o tema mais importante para qualquer skatista brasileiro, a COVID 19. Este é o nome dado ao Coronavírus, um tipo de gripe mais agressiva que o normal, em que medidas drásticas vem sendo colocadas em prática para impedir uma propagação ainda maior aqui no Brasil.
Decretos, comércio fechado, ruas vazias, escolas sem aula e aquela imensidão de picos todos livres para você andar. Seria o sonho de qualquer skatista, certo?
Errado, hoje precisamos entender que o isolamento social (isso, ficar dentro de casa sem contato com outras pessoas) é a medida mais adequada para evitar a propagação do vírus. Nós skatistas estamos sempre nas ruas e pistas, cercados de nossos amigos, caindo e rolando no chão, somos uma presa fácil para o vírus, mas talvez pela faixa etária da maioria de nós, o vírus não se manifeste e não sentiremos nada, mas seremos o vetor transmissor para nossos pais, avós e amigos, como o skatista profissional, e atual técnico da CBSK, Roger Mancha, que por ser transplantado precisa de cuidados especiais para manter sua imunidade alta.
É necessário ter EMPATIA neste momento, ser solidário e se colocar no lugar do outro e entender seus receios e preocupações. A ideia é que você aja como se já tivesse o vírus e estivesse com medo de passar as pessoas queridas da sua família e do seu ciclo de amizades. Para isso as normas básicas de higiene como lavar as mãos várias vezes ao dia, o uso do álcool gel, cuidados na hora de tossir e espirrar ganham uma enorme importância no controle da pandemia.
Outro ponto importante a ser destacado é que caso você saia para andar e sofra qualquer tipo de lesão, ela não será prioridade em nenhum hospital, tendo em vista toda a mobilização que o Corona movimenta dentro das unidades de saúde. Hoje as consequências de qualquer lesão no skate serão muito maiores do que em qualquer outro período.
 Caso você apresente qualquer sinal da doença, mantenha se isolado. É importante saber diferenciar os sinais do COVID19 de outras doenças respiratórias que sempre estão presentes. Em caso da piora do quadro procure imediatamente um médico.
Todos nós pensávamos que o máximo que essa pandemia faria com o skate, seria o cancelamento de eventos, ou até a exclusão do skate nas olimpíadas, assunto muito debatido entre os skatistas nos últimos tempos, mas hoje a situação está muito mais próxima de nós do que qualquer um poderia imaginar e passar um período em casa sem andar é a melhor opção.
E o que fazer neste período de quarentena sem andar de skate? Minha sugestão é seguir uma rotina de exercícios e alongamento dentro de casa, afazeres domésticos (organizar aquela bagunça que sempre deixamos para depois), entreter as crianças e aproveitar o tempo para relembrar ou conhecer um pouco mais a história do skate.
 Para os adultos e jovens: Temos vários vídeos de skate disponíveis na internet, dos clássicos aos atuais, além de programas na internet bem interessantes como o Café no Klaus, The Nine Club, entre outros.
Nas redes sociais também há muita coisa bacana, como as páginas dos seus skatistas favoritos, das mídias de skate, além de muitas outras que contam a história do skate brasileiro e mundial. Outra coisa que me agrada muito são os podcasts como os da Black Média, dos amigos da Vista e um muito bacana que vale a pena ser ouvido o Não é Nada.
Ouça muita música, leia livros, converse com os amigos a distância usando o que a tecnologia tem de melhor, chamadas de vídeo, áudios etc.
Para skatistas pais de skatistas mirins: Aproveite o momento para ensinar às crianças a história do skate, transmitir a essência que vem desde décadas atrás. Para isso vale documentários, contar história sobre como era a cena lá trás utilizando a própria internet para ilustrar tudo isso. Além disso, pode ser oportunidade para ensinar sobre auto cuidado, responsabilidade e habilidades que podem ser importantes no futuro.
 Documentários, filmes temáticos e a imensidão da internet para manter a mente entretida é uma boa saída, não subestime a influência que este momento pode ter na saúde mental das pessoas.
 A rotina tem um papel importante neste momento, nos mantém ocupados e pés no chão, faz com que nosso dia possa ter começo, meio e fim, como é normalmente.
 Tudo bem se você quiser ficar sossegado vendo conteúdo o dia todo, mas e as outras pessoas da nossa casa, e os familiares distantes que só conversamos pelos grupos da família no whatsapp, será que estão enfrentando essa avalanche de informações de forma sadia?Você consegue contribuir com algo? Esteja presente, mesmo que pela internet.
Propor atividades para se manter ocupado não é uma questão de tarefas para você se preocupar ainda mais, são propostas de cuidado. Pensar constantemente sobre o que está acontecendo pode aumentar o sofrimento emocional, para nossa geração isso é algo novo e não sabemos como tudo pode se desenrolar. Manter o corpo e a mente ocupada nos ajuda a nos manter sadios, pensar em como entreter nossos filhos, sobrinhos, primos etc. serve para não criar medo ou pânico numa situação que elas pouco entendem o que acontece e interpretam do jeito que conseguem. Atividades para ativar o corpo e nutrir a mente servem para diminuir a ativação dos mecanismos de alerta de nosso corpo, como estresse e ansiedade.
Outro ponto que quero destacar é a economia do nosso país que já vem sendo bem afetada. As skate shops já tem uma dificuldade enorme para seguirem funcionando e mais do que nunca agora muitas delas vão sofrer o risco de fechar. Aproveite o tempo em casa para visitar o loja on-line da sua skate shop favorita e na medida do possível compre produtos para ajudar a mantê-las funcionando.
Essa é uma situação sem precedentes em nosso mundo moderno e serão necessárias medidas sem precedentes para controlá-la. Quanto mais responsáveis ​​agirmos agora, menos pessoas morrerão com isso e mais rápido as coisas voltarão ao normal e menos famílias chorarão a falta dos seus entes queridos.
 Nós skatistas enquanto comunidade temos uma grande oportunidade de nos ajudarmos e ajudarmos toda a sociedade a passar por este momento difícil usando as lições que o skate nos ensinou, tendo empatia, respeito, resiliência e amor pelo próximo.

sábado, 7 de março de 2020

TCE no skate

No skate os traumas e lesões acabam sendo uma constante na rotina de qualquer skatista, mas algumas lesões causam uma grande preocupação, as lesões localizadas na região da cabeça. Não estou falando somente de skatistas que andam em vert, bowl, mas também de skatistas que andam na rua, onde uma simples travada no skate pode trazer grandes complicações neste sentido.
Um grande exemplo deste tipo de acidente foi com o skatista americano Kevin Kowalski, que ano passado na etapa do STU, caiu e bateu a cabeça, teve que ser internado em um hospital e não disputou a competição.
O Traumatismo craniano e concussão são problemas sérios, que geram sequelas e até morte e que são muito presentes em diversas modalidades esportivas. Elas são divididas em três tipos o Traumatismo craniano (lesão na cabeça provocada por pancadas), o Traumatismo cranioencefálico (ocorre quando o traumatismo craniano causa ferimentos no cérebro, podendo ter consequências como perda de memória e alteração de humor. Em casos mais graves, pode causar um hematoma subdural que comprime o cérebro e leva à morte encefálica) e a Concussão(lesão cerebral leve causada por um traumatismo craniano ou cranioencefálico, decorrente de pancada ou agitação violenta da cabeça, mas que pode ter consequências a longo prazo).
Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, vômitos, tontura. Já os quadros moderados e graves normalmente estão associados a perda de consciência mais prolongada, que pode durar até horas, dores de cabeça fortes e progressivas, convulsão e dilatação das pupilas. A tomografia de crânio é o principal exame nas ocorrências de traumatismo cranioencefálico, mas que não é necessário ser realizado em todos os casos, apenas quando há suspeita de sangramento ou fratura.
A avaliação clínica é a principal forma de diagnosticar o grau do traumatismo, segundo o especialista. Pacientes que apresentam lesões leves que não afetam os sinais vitais nem levam a perda de consciência geralmente recebem alta hospitalar e permanecem em observação por 24 horas. Caso os familiares ou amigos notem alguma mudança comportamental, devem retornar o paciente para análise médica. Já para os indivíduos que apresentam lesões moderadas a graves, é necessária internação hospitalar para que o paciente tenha otimização da ventilação, oxigenação e perfusão cerebral para avaliar a circulação de sangue na área do cérebro. Nestes casos, o paciente pode apresentar convulsões, hematomas cerebrais e aumento da pressão intracraniana.
Casos moderados a graves podem deixar sequelas como problemas cognitivos, como irritabilidade, lentidão, mudanças de comportamento, perda de memória e déficit de atenção; distúrbios de movimento, como paralisia e perda de equilíbrio e convulsões. No caso do Kevin Kowalski, ele sofreu trauma crânio encefálico (TCE), com fraturas no crânio e hemorragia intracraniana, mas não precisou de cirurgia.
Voltar a andar de skate não é tarefa fácil e um acompanhamento médico é muito importante neste momento, tendo em vista que é necessário avaliar as sequelas do trauma, as limitações corporais e a volta ao skate para poder se fazer isso com segurança.
Nenhum tipo de treino, fortalecimento, ou qualquer outra coisa é capaz de minimizar o risco destas lesões, somente o uso do capacete pode resolver boa parte destes problemas.
Portanto use o bom senso e zele pele sua segurança e dos demais skatistas.
 Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.