sábado, 17 de fevereiro de 2018

Liberação Miofascial no skate

A liberação miofascial hoje é uma realidade dentro do skate, trazendo inúmeros benefícios para os skatistas. Um equipamento que vem ganhando popularidade entre os skatistas é o foam roller, cilindro de espuma que é passado no corpo para tornar a musculatura mais resistente, flexível e menos suscetível a lesões.
Por mais que o equipamento realmente traga benefícios, se não usado de maneira correta pode acarretar no agravamento das dores e até no surgimento de novas lesões. O primeiro erro e muito comum é usar o foam roller em áreas ósseas, o equipamento destinado à liberação miofascial, um processo totalmente muscular. Portanto, deve-se tomar cuidado com o local onde ele está sendo utilizado.
Outro ponto importante está na velocidade que o movimento é executado, buscando ter a melhor recuperação possível, é comum que algumas pessoas massageiem a região dolorida com muita velocidade, o que não efetiva a liberação miofascial. Exagerar nos alongamentos e nas sessões de skate após o uso do foam roller também é motivo de preocupação.
No primeiro caso a soltura da musculatura pode se tornar uma lesão muscular de acordo com a força que o alongamento é realizado. No segundo a linha de pensamento é a mesma já que o skate é uma atividade de alto impacto, então a chance de ter uma distensão muscular após liberar um nó é grande ao pular um gap por exemplo.
O período de realização da soltura é de extrema importância, sendo recomendado no máximo 4 minutos para músculos grandes e entre 2 e 3 minutos para músculos menores. Agora o principal erro e que define o resultado da liberação miofascial está em passar o rolo somente no ponto da dor (ponto gatilho).
Há diversos fatores que causam um desconforto muscular, e às vezes a causa da dor pode estar espalhada por toda a musculatura que a cerca. É necessário realizar a liberação em todo o grupo muscular, não somente onde está se sentindo a dor.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você, prolongar sua vida útil sobre o skate e aproveitar o que ele tem de melhor.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Lombalgia no skate

A dor lombar na parte mais baixa da coluna é uma das queixas mais frequentes entre os skatistas. Ela aparece normalmente no final da sessão e traz uma sensação de cansaço, como se estivesse carregando o mundo nas costas. As principais causas de dor nessa região são a atividade muscular inadequada e os movimentos incorretos na hora de manobrar.
Uma das causas desse problema é a instabilidade lombar Onde os músculos abdominais funcionam como uma cinta de proteção para a coluna e fazem com que ela se mova de forma segura. Sem a atividade correta desses músculos, a coluna se torna instável, o que pode gerar lesões.
Outro ponto importante está na atividade dos músculos chamados “extensores” do tronco que mantém a coluna ereta e não permite que ela caia com a força da gravidade. É muito comum observar skatistas com o corpo “largado” sobre o skate, isto é, com pouca atividade extensora. Esse padrão sobrecarrega a coluna e causa dor. Além de problemas na região lombar, esse tipo de movimento prejudica também uma parte mais superior da coluna, o segmento torácico, e até mesmo o movimento dos braços.
A limitação no quadril também está diretamente relacionada a este tipo de problema.Se o movimento da articulação do quadril estiver limitado na fase de impulsão da remada (momento em que a coxa está atrás do tronco) a coluna lombar aumenta sua curvatura como compensação. Isto gera maior compressão nas articulações vertebrais e está relacionado a casos de dores na região.
A volta das manobras é de fundamental importância para este tipo de dor. Os membros inferiores são os principais responsáveis por absorver o impacto do corpo com o solo durante a volta das manobras. Quando eles não realizam essa função de uma maneira adequada, a coluna recebe mais carga do que deveria, o que pode gerar dor.
Se você sente dores na coluna deve procurar um médico e realizar um tratamento de fisioterapia adequado, e como prevenir é melhor que remediar, faça uma preparação física adequada para o skate e minimize o risco de lesões.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Lesões no menisco e o skate

Um dos maiores temores dos skatistas está em machucar o joelho, em especial os meniscos. Os meniscos são essenciais para a biomecânica normal da articulação do joelho, agindo como lubrificadores, estabilizadores, amortecedores e distribuidores de carga dentro da articulação.
As fibras de colagéno de tecido dissipam as forças de compressão na articulação, reduzindo assim a força direta sobre a cartilagem articular. A maior parte das lesões meniscais no esporte é causada por entorse do joelho, como em quedas do skate onde o pé na trava no chão e o corpo segue se movimentando.
Entre os fatores ligados a isso estão a desidratação progressiva dos tecidos corporais, a degradação do colágeno (ambos geneticamente determinados) e a perda da capacidade de absorção do choque do pé ao solo pela massa muscular, tanto por redução da força, quanto pela queda da agilidade neuro-motora.
As lesões meniscais causam sintomas característicos, como dor bem localizada com períodos de alívio e agravo a determinados movimentos, como agachar e cruzar as pernas, inchaço e bloqueio.
A dor aguda é causada pelo menisco lesionado (rasgado) que puxa sobre a cápsula da articulação sinovial bem inervados. Inchaço resulta de inflamação da membrana sinovial e derrame (popular “agua no joelho”) por excesso de produção de líquido sinovial.
O tratamento vai variar de acordo com o grau e comprometimento da lesão na performance do skatista. O tratamento pode ser conservador com fisioterapia, fortalecimento ou até viscosuplementação. Em casos outros casos a cirurgia é o melhor caminho e com as técnicas cada vez mais modernas os resultados são cada vez melhores e o retorno ao skate mais rápido.
Seu corpo é sua principal ferramenta para se andar de skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Tendinite no skate

O quadro frequente de inflamação dos tendões que ocorre até com certa frequência em skatistas e certamente representa um problema que ninguém gosta de ter e que quando ocorre precisa ser tratado. A tendinite associada ao skate é sempre um sinal que indica uma certo exagero cometido. É o quadro típico do que podemos chamar de lesão por esforços repetitivos.
Quando um movimento é repetido exageradamente por exemplo a remada ou o ollie, ultrapassando um limite de tolerância das estruturas do aparelho locomotor, geralmente os tendões sofrem e acabam se inflamando, gerando o quadro doloroso das tendinites. Vamos entender a tendinite como um mecanismo de proteção.
Muitas vezes a dor da tendinite não é valorizada e ocorrem lesões mais sérias do aparelho locomotor como fraturas por estresse, lesões de cartilagem das articulações, e até mesmo podemos imaginar que o próprio coração poderia ser acometido de um problema decorrente do exagero de exercício se não fosse “protegido” pelo aparelho locomotor.
Portanto, quando aparece aquela dorzinha que se repete durante ou logo após a sessão de skate, que requer uma aplicação de gelo ou até mesmo um anti-inflamatório, absolutamente não se deve relevar. A primeira constatação é que existe alguma coisa errada ou um exagero sendo cometido. A conduta correta é primeiro tratar a dor, mas logo em seguida procurar um profissional para fazer o diagnóstico da causa, que na maioria das vezes é o exagero na intensidade ou na duração da sessão de skate.
Esta tendinite está na verdade protegendo o aparecimento de um problema mais grave. É um sinal que além de ser tratado, deve ser respeitado.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Importancia do aquecimento no skate

O aquecimento deve fazer parte da sua rotina com o skate. Preparar o corpo para aquilo que vai realizar evita lesões musculares, como estiramento e contraturas, por exemplo. E esse aquecimento pode ser geral ou específico.
O aquecimento geral tem como objetivo elevar a frequência cardíaca e a circulação sanguínea, lubrificar as articulações e tecidos e ativar o sistema neuromuscular fazendo seu corpo entender que você irá exigi-lo de maneira diferente. Um exercício que eu gosto muito de fazer antes de andar é pular corda já que trabalha membros inferiores e superiores simultaneamente e a parte cardiorrespiratória.
Já o aquecimento específico serve para preparar os movimentos próprios da atividade que será praticada, como remar, saltos sem o skate, ollie e outras manobras básicas de solo.
O aquecimento geral pode durar cinco minutos desde que sejam suficientes para garantir que sua frequência aumentou. Esse aquecimento pode variar de acordo com o clima da região e a condição física de cada um.
Skatistas profissionais mesmo com tanto de prática passam por várias fazes de aquecimento antes de começar a andar em algum obstáculo. Podemos dizer que um bom aquecimento pode garantir uma ótima sessão de skate e minimizar o risco de lesões.
Cuidar do seu corpo é cuidar de você e aumentar sua vida útil sobre o skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.