sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Revista Ciência do Skate - 2

O estudo do skate é algo com infinitas possibilidades só que pouco explorado pelos praticantes e simpatizantes deste estilo de vida misturado com esporte.
O Ciência do Skate é o primeiro site de pesquisas científicas do skate, contendo os principais trabalhos e artigos do mundo todo, o que impulsionou e facilitou a vida de quem estuda e ama o skate.
Em 2005 tive a oportunidade de publicar o meu primeiro trabalho nele, agora em 2009 com um formato de revista E-Zine na sua segunda edição, estou tendo novamente a honra de publicar mais um trabalho meu neste importante veiculo de comunicação e estudo do skate.

Meu trabalho sobre “Lesões em Skatistas Profissionais de Street Skate” se encontra na integra e disponível para dowload, alem de muitos outros trabalhos importantes, alguns vídeos de skate, muitas fotos de altíssima qualidade e uma brilhante entrevista com o skatista profissional e acadêmico Roger Mancha atualmente team manager da Element.
Parabéns ao Révisson pela iniciativa do site e principalmente pela evolução do seu trabalho, montando uma revista virtual de muita qualidade e que ajuda a todos os estudantes, skatistas e simpatizantes desta cultura.
Agora não perca mais tempo, quanto estiver interessado em fazer uma boa leitura ou uma pesquisa bem embasada sobre o skate, acesse http://www.cienciadoskate.com que certamente você vai encontrar o que precisa.
Desejamos a todos os leitores e amigos um feliz Natal, repleto de alegrias e sonhos.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Entrevista - Andre Genovesi

No final da década de 90 tínhamos um skatista profissional que acertava switch backside tailslide de primeira em uma mesa de piquenique, só que não passava nem perto de campeonatos, procurava trabalhar sua imagem através de vídeos e fotos, algo totalmente inovador para a época.
O tempo passou e este skatista de muito pop, deu uma manobra um pouco mais alta e foi recomeçar sua carreira nos EUA, fazendo humildemente todo o caminho que um skatista amador precisa fazer antes de se profissionalizar.
Hoje, um skatista profissional conceituado no mundo todo, que vive o sonho que tanto correu atrás, tendo até model de shape pela empresa de um dos maiores skatistas da história, nosso presente de natal para todos os amigos do Skate Saúde é uma entrevista com ele, Andre Genovesi.

Nome: Andre Genovesi
Idade: 28 anos
Tempo de Skate: 20 anos
Local: Newport Beach - C.A
Patrocínio: Hurley Intl, Hosoi Skates, Filmore Wheels, Diamond Suplly,Royal Trucks,Val Surf Skateshop.


Nollie Heel

SS- Quando me lembro de alguns bons momentos meus no skate, me vem à cabeça o final da década de 90, onde eu vivia skate 24 horas por dia sem outras preocupações, e uma coisa que me lembro bem desta época foi de usar os models da Son, como surgiu a marca e quais eram os objetivos na época?
O objetivo da Son era desenvlover produtos que eram testados e aprovados por profissionais para a prática do skateboard, sendo assim os skatistas teriam um produto de alto nível técnico que eles poderiam confiar. Também era mostrar o skate como ele é, a evolução do esporte era a nossa prioridade em uma época em que os vídeos praticamente não existiam e campeonatos eram a prioridade de outras marcas e atletas.
A Son estava acompanhando a evolução do skate mundial, hoje 15 anos depois que a Son foi estabilizada no mercado eu tenho plena consciência que a gente estava pelo menos 5 anos a frente de 95% do mercado brasileiro.

SS- O vídeo Open Your Mind (acho que deveria ser relançado em DVD que minha VHS não agüenta mais) foi um marco no skate nacional, como foi à produção e a repercussão do vídeo?
Eu também acho talvez vá ser lançado este ano. A produção foi feita pelo Duda e o Marcio do Chiclé e muitas coisas a gente mesmo filmou tipo as imagens na Califórnia. A edição do vídeo eu estava com o Duda o tempo todo editando parte por parte.
A repercussão do vídeo foi muito mais do que eu esperava naquela época, e hoje ainda tem muita gente que fala sobre o vídeo e assiste e continua seguindo os atletas.

SS- Outra boa memória que tenho, foi uma demo feita pela Son aqui no Shopping de Guarulhos onde todos os presentes interagiram com a equipe e foi uma tarde memorável para todos os skatistas da cidade, como era organizar e participar destas demos como atleta e qual delas mais te marcou?
As demos eram muito divertidas a gente se divertia demais, a Son era mais que uma equipe a gente era uma família e as demos eram tipo uma festa familiar, alem dos atletas a gente trazia os nossos amigos e era uma festa.
Varias demos me marcaram, as demos da FEBEM me marcaram bastante também, me lembro dessa de Guarulhos que tinha muita gente e foi à única vez que consegui pular a mesa de comprido do chão.

SS- Há uma década você e a Son fizeram um vídeo da marca, faziam demos, andavam em pic-nic tables, coisas que as empresas atuais estão começando a fazer agora, vocês eram muito visionários para a época ou o mercado brasileiro ainda esta muito atrasado?
Então essa e uma pergunta é realmente difícil de responder por que o que eu acho e como penso, se eu falar não vou estar sendo profissional e coisa do gênero,mais vou tentar.
O mercado brasileiro é o mercado que tem mais potencial no mundo tirando o americano, mais acho que o que falta são empresários skatistas, é muito fácil falar do mercado mais quem tá na disposição de acordar de manhã e fazer o corre de empresário não são os skatistas, que mais sabem sobre o skate.
O skate brasileiro esta na mão de gente que não vive a parada, que não esta nem ai para o skateboard, todo mundo quer dinheiro, e acho que dinheiro é a conseqüência de um trabalho bem feito.
Por exemplo, o Rick Howard é empresário ha 16 anos tem 5 marcas e ganha o maior dinheiro, mas o que ele faz é construir o skate para todos, e assim as marcas dele crescem, mas ele faz o melhor vídeo, o melhor tênis e assim por diante.
Outro exemplo olha para o Rafael Narciso que é dono da OUS, olha o carinho e o amor que ele coloca na marca, olha o quanto ele esta fazendo para o esporte, para os atletas e para a imagem do skate brasileiro, o Cezar Gordo e a Matriz.
Infelizmente são muitos poucos que fazem desta forma no Brasil, o skate americano é feito por skatista, ”de skatista para skatista”.
E os skatistas que tem as marcas muitas vezes são atropelados pelas marcas que só estão por dinheiro nada mais.

SS- O vídeo 411 edição 64 foi especial sobre o Brasil e teve uma ótima parte sua como foi ter participado deste projeto e qual a influencia dele na sua carreira?
Foi ótimo fazer parte, e o mais da hora é que eu tive o ultimo Wheels of Fortune da historia do 411.
Acho que a maior influencia foi crescer assistindo o vídeo desde o numero 1.

Nollie Half Cab

SS- Você sempre foi um skatista muito técnico e com muito pop, a que se deve este estilo e quem foram suas influencias?
Acho que no começo dos anos 90 todos éramos muito técnicos, até quem não é mais hoje em dia era técnico.
As minhas influencias foram o Alexandre Ribeiro, BOB, Chupeta, Keenan Milton[RIP], Gino Ianucci, Rick Howard, Henry Sanches, Rudy Johnson, Guy Mariano, Danny Way e Colin Mckay.

SS- Conte-nos como foi sua mudança para os EUA, e como foi ter que iniciar sua carreira novamente como skatista amador lá?
Na real foi mais fácil recomeçar aqui porque eu já sabia o que fazer tipo o Brasil foi minha escola e aqui foi a pratica entende?
Fiz tudo de novo aqui, todos os “espaços amadores”, todos os campeonatos de amador, fiz tudo de novo, pode se dizer que fiz duas vezes.

SS- Culturalmente falando, qual a principal diferença entre o povo brasileiro e o americano?
O americano faz o que tem que ser feito sem jeitinho brasileiro, que infelizmente esta acabando com o nosso país, exemplo se você é parado por excesso de velocidade, da um jeitinho paga o guarda, ai o mano com dois quilos de cocaína é parado ele da um jeitinho da mesma forma que você deu o seu jeitinho brasileiro, ai você esta bem sossegado e de repente tem um revolver na sua cara com um nóia tremendo que nem um louco para roubar seu Oakley, ai você ainda sai xingando que a policia não faz nada.
Cadê o povo brasileiro na rua reivindicando a roubalheira?
Realmente penso que a gente tem um problema muito grande de cultura onde ninguém vê nada, não enxerga nada, não sabe de nada enquanto o corrupto anda solto, o pobre ta cada vez mais pobre e o rico continua sendo roubado pela corrupção. O Brasil é o país mais rico do mundo, mas ao mesmo tempo é o mais desorganizado e corrupto.
Vamos abrir os olhos, vamos abrir os olhos!

SS- O que você acha do projeto Skate Saúde e existe algum serviço parecido com o projeto ai nos EUA?
Não, não existe nada parecido.

SS- Você é um skatista que já rodou boa parte do mundo manobrando, quais os melhores picos em que você já andou?
Los Angeles é o melhor, Barcelona e Itália.

Switch Heelflip

SS- Como foi lançar seu model de shape pela Hosoi, marca de um dos maiores skatistas de todos os tempos?
Muito gratificante é como se depois de tudo o que eu fiz eu recebesse a recompensa.

SS- Sabemos que a religião tem uma forte influencia na sua vida e que ela te trouxe muitos benefícios, fale para nós como foi esta mudança?
A verdade é que eu fumava 10 baseados por dia, viajava sem parar e sempre sentia falta de algo, skate não me satisfazia, maconha não me satisfazia e nada me fazia preencher aquele vazio, foi quando cheguei no fundo do poço conheci meu senhor e salvador Jesus Cristo que preencheu aquele vazio. Hoje estou limpo a 9 anos e meio, sou casado, amo minha esposa, minha vida e não pensem que é um mar de rosas, mas com Jesus tudo e possível.

SS- Cite alguns skatistas que você considera promissores tanto nos EUA como aqui no Brasil?
Rodrigo TX, BOB, Chupeta, Gerdal, Adelmo, Tarobinha, Vovô, Felipe Nery e Gian Naccarato.

SS- Quais seus planos para o futuro?
Terminar minha vídeo-parte, skate, filhos, e logo mais tenho uma surpresa...

Agradecimento: Jesus, Samantha valeu sem você eu to na roça, Chupeta, Gerdal, Hosoi, Richard Mulder, Rudy Johnson, Gian, família Genovesi, Vina, família Nery, família Naccarato, meus patrocinadores, Girâo, Bolota, Heverton Ribeiro e a todos que sempre me ajudam, já ajudaram ou vão ajudar. SKATE OR DIE!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Circuito Universitário Paulista

No último domingo, a pista da Saúde recebeu a terceira e última etapa do Circuito Universitário de Skate,e o Skate Saúde mais uma vez trabalhou em parceria com a organização do evento, colaborando com a segurança de todos os skatistas.

Fábio Castilho Grind

O Circuito Universitário De Skate é um evento pioneiro que reuniu profissionais, amadores, estreantes e garotas com uma mesma característica: aliar o skate com uma formação acadêmica. Nesta ultima etapa o índice de ocorrências diminui muito, o que possibilitou um melhor trabalho de aquecimento e alongamento dos atletas antes de cada bateria.
Na categoria Estreante João Victor Silva (FIAM) ganhou a etapa, seguido por Filipe Flow (Senac) que garantiu o título do ranking Estreante. No Amador, o local da pista Michel Pereira (UNIP) contou com uma torcida especial e venceu a etapa, seguido por Daniel Marques (Metodista) e Nilo Peçanha (Estácio de Sá – RJ).

Atendimento a Jackson Kleber

No Profissional, o formato em Jam Session “controlada” foi fundamental para o alto rendimento e nível dos atletas, que optaram pela sessão eliminatória valer como resultado final. Fábio Castilho (Unicastelo) mandou boas manobras na escada e no spine ficando com a 3º colocação. Acostumado com a área, o local Humberto Beto (Centro Paula Souza) desceu o corrimão da escada e mandou boas manobras por toda a área, ficando com 2º colocação. Arom Marcel (Unip) chegou de surpresa e mandou switch fs flip na escada, manuais, nollie flip bs lip slide na trave e para sua felicidade levou pra casa o título da etapa.
Humberto Beto B/S Tail

Encerrando o ranking da 1º edição do Circuito Universitário de Skate, na categoria Estreante o campeão foi Filipe Flow, seguido por Tiago Campos (Anhembi) e Daniel Rochinha (Mackenzie). No Amador, o quinto lugar na última etapa deu o título a Ricardo Cipolla (FMU), com 2246 pontos, seguido pelo carioca Nilo Peçanha com 2336 pontos e Michel Pereira, com 2297 pontos. No Profissional o campeão foi Jackson Kleber (Metodista), que somou 2631 pontos, seguido por Humberto Beto, 2483 pontos e Cris Fernandes (Senac), com 2293 pontos.

Podium Profissional

È muito gratificante para nós do Skate Saúde trabalhar em um evento tão diferenciado, tanto na sua criação, como na preocupação dos organizadores com o bem estar dos skatistas, tomara que possamos continuar com esta parceria

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Momento com Fábio Gheraldini

Em 2007 após muito sacrifício ajuntando dinheiro consegui comprar uma filmadora usada, para fazer uma das coisas que mais gosto, filmar as sessões e a evolução dos meus amigos. Logo na primeira sessão onde eu ainda nem sabia usar a filmadora tive a oportunidade de conhecer alguns skatistas do ABC paulista que estavam aqui em Guarulhos filmando para um vídeo o “Quem se habilita?” do Estudio Recmachine.
Entre eles, um em especial me chamou a atenção pelo seu estilo de andar, velocidade e manobras de impacto, logo percebi que era um cara humilde e bem carismático e desta forma foi muito fácil de fazer amizade, seu nome Fábio Gheraldini.
Os anos foram passando e muita coisa boa acontecendo para ele, só que no skate como na vida, alguns momentos nos marcam, principalmente aqueles que nunca imaginamos passar, mas que saímos fortalecidos quando ele acaba, confira agora um breve depoimento de Fábio Gheraldini falando sobre sua atual fase no skate.

Foto: Marcelo Mug

“No dia 26 de setembro saímos em uma missão, do anuncio da DPR, já tínhamos ido ao caninho no começo da semana, mas não tivemos sucesso.
Sai da facul a milhão e colei na DPR, para pegar o Claudião (gerente de marketing), ambos na fome fomos ate um rodízio de japa para jantar.Comemos muito a noite intera, e já fiquei adrenado, nossa hoje vai! Maior rangão da hora na conta dos caras, noite um pouco fria, mas nada de garoa ou chuva, vou adrenar pensei comigo.
Colamos no cano, fiquei muito, muito, muito tempo na negociação com o segurança do pico, ai o cara começou a ceder, disse para o Claudião, se o cara deixar vai ser logo um Nose Blunt de Back, porque a principio ia dar um B/S Bord. Enfim, o segurança me liberou "5 saltos" (risos) termo usado por ele.
As 2 primeiras tentativas não encaixou a trick, o cano era muito socado e eu não tinha ainda pego o tempo dele. Na 3° chegou bem próximo, errei e sai pisando no chão que nem pista, nem apoiei as mãos no chão, o que já me deu uma puta confiança. Na 4° tentativa cai com peso distribuído apenas na perna direita, fazendo com que meu joelho torcesse para dentro, lesionando o ligamento colateral medial e o “cretino” do cruzado. Tive uma dor de mais ou menos 5 minutos constante, muito foda, nada igual ao que já tinha sentido antes.
No momento estou passando numa clinica em São Caetano de reabilitação esportiva, a COTRE, e quem me atende é o Dr. Fernando Noel, me passando muita confiança e é a pessoa que será responsável pela minha cirurgia, estou confiante e empolgado para operar com ele.
Se tudo correr certo, agora dia 07/12 opero o ligamento cruzado, já que uma vez termino as fisioterapias pré-operatórias na sexta feira dia 04/12.
Ai é começar o ano com tudo em paz, dar um gás nos fortalecimentos e na fisioterapia, porque depende muito do seu empenho e dedicação!
No momento estou domesticando meus anseios, a vontade é muito grande de voltar a andar, alias é engraçado isso né?
Passei por sérios problemas por causa da lesão, resumidamente, dor, falta de grana, querer andar e não poder, depender das muletas pra andar e dos amigos para vim fazer o resgate e te tirar um pouco de casa. Mas mesmo assim a vontade de voltar a andar é muito grande, e voltarei sujeito a isso novamente, não temos nenhuma garantia que não vamos nos lesionar novamente, mas só quero voltar a fazer o que mais gosto de fazer nessa vida, quero viver (risos).
Ainda conto com os patrocínios da DPR, DVS e AKOLOKO, os mesmos que me ajudavam antes da lesão e isso é legal!”


B/S Smith Foto: Alan Carvalho "Ban"

Torcemos para que sua recuperação seja o mais breve possível, e essa vontade de andar se chama amor pelo skate, tomara que suas palavras inspirem outros skatistas a nunca desistirem de fazer aquilo que amam, aconteça o que acontecer.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Treinamento Funcional e o Skate

O skate vem evoluindo muito nos últimos anos, principalmente no grau de dificuldade das manobras e na altura dos picos transpostos.
Cada vez mais o skatista precisa estar bem condicionado fisicamente para executar um skate de alto nível e tentar minimizar o risco de lesões.
Um modelo de treinamento que pode ser perfeitamente usado no skate é o Treinamento Funcional. Surgido como uma nova vertente do treinamento esportivo de alto rendimento, e regido pelos Princípios Básicos de Treinamento, que seriam os da Especificidade, da Progressão, da Variação e da Transferência.

O Treinamento Funcional é uma abordagem diferente para pensar o desenvolvimento motor e o condicionamento físico do indivíduo, ou seja, possibilita uma preparação para a execução de movimentos mais eficientes (aumento de performance de um ollie por exemplo pela biomecânica do movimento) e a prevenção de lesões, tornando o corpo mais inteligente nesse processo, desenvolvendo de forma equilibrada todas as capacidades físicas como Equilíbrio, Força, Velocidade, Coordenação, Flexibilidade, Resistência e Propriocepção todas muito utilizadas durante uma sessão de skate.
Este tipo de treino tem surtido um grande efeito em muitos esportes, e o skate não foi diferente, por usar movimentos e capacidades físicas usadas diariamente na prática do skate. Se você quiser conhecer mais sobre esta forma de treinamento entre em contato com nós ou procure um educador físico especializado no assunto.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Patela

Um local muito acometido por lesões no skate é o joelho. Sempre que pensamos em alguma lesão relacionada a esta área, logo nos vem à cabeça problemas em alguns dos ligamentos ou nos meniscos, mas outro componente do joelho que também apresenta um bom número de lesões é a patela.

A patela (antigamente conhecida como rótula) é um pequeno osso com aproximadamente 5 cm de diâmetro (em um homem adulto), de formato piramidal, que se articula com o fémur, cobrindo e protegendo a parte anterior da articulação do joelho e atua como um eixo para aumentar a alavanca do grande músculo quadríceps femoral (músculo da coxa), cujo tendão está fixado à tuberosidade tibial da perna.É um osso curto, do tipo sesamóide e apresenta uma camada de substância compacta revestindo a substância esponjosa.
A luxação da patela é a principal lesão ocorrida neste osso, onde seu deslocamento lateral é causa comum de instabilidade da articulação do joelho principalmente em adolecentes e adultos jovens.Quando a patela se desloca, o quadriceps relaxa e o joelho cede, muitas vezes o skatista cai no chão e a patela retorna espontaneamente a sua posição.

Clinicamente o diagnóstico é feito com base na instabilidade palpável da patela e tambem pelo “sinal do sentir” que ocorre quando o médico tenta o deslocamento lateral da patela e paciente fica apreensivo que segura a mão do examinador para evitar o deslocamento.
Caso isto aconteço com voce durante a sessão de skate, procure imediatamente um médico e após isso realize o trabalho de reabilitação até o fim, para ter uma volta segura ao skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Entrevista - Vinícius Evaristo

A palavra superação poderia ser usada como sinônimo para skate de todas as formas, desde superar o preconceito contra o skate antigamente, até se superar com uma manobra nova. A palavra superação também pode definir muito bem o perfil de alguns skatistas, que com sua vontade em andar de skate ultrapassam tudo. Um bom exemplo disto é Vinícius Evaristo, skatista profissional brasileiro que atualmente vive nos EUA, superando a distancia da sua terra natal e com muita determinação vem mostrando aos gringos seu trabalho beneficente com o skate e superando uma grave lesão no joelho, confira agora mais um pouco sobre Vinicius Evaristo.

Foto- Heverton Ribeiro


Nome: Vinicius Evaristo Tinoco
Idade: 27 anos
Tempo de Skate: 14 anos
Local: Ribeirão Preto, SP
Patrocínio: Next Up Foundation, InterSP Skateboard Demos E Genovesi Products.



SS- Você começou a andar de skate no interior de SP, conte-nos como foi este começo e quem eram suas influencias nesta época?
Foi no final de ano, mais precisamente Dezembro de 2004. O skate virou uma febre na rua onde eu morava e eu era o único que não tinha um. Daí como bom menino de periferia, fiz meus rolos e consegui montar um. Todos pararam menos eu, sempre me inspirei em pessoas que estavam ao meu redor, inspiração local mesmo. A maior inspiração era o Marcelinho Almeida.

SS- Fale um pouco sobre a Inter SP e o que ela representou na sua vida?
A InterSP foi se não a maior, uma das maiores metas realizadas e de mais valor na minha vida. Nós simplesmente fizemos um trabalho pioneiro no Brasil, fizemos muitas Demos pelo interior de SP e MG, muitos campeonatos de base, inclusive dois circuitos no interior. Nós éramos apenas um grupo de amigos com muita vontade de contribuir para a evolução do esporte e com boas idéias. Tínhamos nossa própria Skate Park, nossas próprias rampas e com tudo que fizemos, nós incentivávamos muitas pessoas. Nós nunca tivemos um Skate Shop e mesmo assim conseguimos cotas de patrocínio de várias marcas.

SS- Atualmente o skate é uma ótima ferramenta de inclusão social aqui no Brasil, com vários projetos sendo executados e apresentando ótimos resultados, me lembro que você foi um dos primeiros skatistas a dar aulas na FEBEM, como aconteceu esta oportunidade e como foi essa experiência?
Me impressiona bastante o tanto que você sabe sobre mim. Esta foi uma oportunidade que eu agradeço até hoje. Primeiro a Deus e em segundo ao Sandro Soares “Testinha”. O Sandro sabia da existência da InterSP e conhecia nosso trabalho. No momento não me lembro como aconteceu, mas o Sandro fez o convite. Ele desenvolveu o programa de skate na FEBEM e tinha a intenção de expandir o programa e me convidou, eu aceitei e tive uma das melhores experiências da minha vida. Logo mais estará acontecendo aqui no sul da Califórnia.


SS- Você fez parte do time da Urbanus, que tinha uma equipe de skatistas mais focados em andar na rua, como foi esta época e qual a sua melhor lembrança deste período?
Essa época foi muito divertida, fazer parte do time da Urbanus foi uma honra, especialmente ter Elton Shin como Team Manager. Infelizmente a marca era pequena mas com bastante identidade, foi muito bom fazer parte do mesmo time que Denilson Moraes e Marcus Vinícius “Kamau”. Uma das melhores lembranças daquela época era receber a cota da Urbanus em casa (risos), na verdade eu gostava muito de ir para Campo Grande e andar com os amigos de lá. Aquela cidade tem muitos picos bons e muitos skatistas bons também.

SS- Sua passagem para Pro aqui no Brasil foi em 2006, como foi este momento e o que mudou na sua vida a partir deste acontecimento?
Na verdade eu passei para Pro porque acredito que tinha experiência suficiente e técnica também. Em uma entrevista para a revista 100% (especial amadores) fui chamado de “Amador Profissional” pelo trabalho que fazia com a InterSP, o que me deixou muito feliz. Mas assim que passei para Pro eu vim morar nos EUA e não tive a oportunidade de construir uma carreira sólida no Brasil. Por este motivo ninguém no Brasa me conhece.

SS- O que o motivou a ir morar nos EUA e como foi esta mudança?
O motivo maior foram os vídeos, assim como todos, eu sempre assistia muitos vídeos e sempre quis morar aqui. Morar aqui pelo simples prazer de andar no asfalto preto e liso, morar aqui só para dar “Grinds” no concreto bom, morar aqui pelo amor ao skate, viver o Califórnia Lifestyle!
Esta mudança foi bem drástica, pois eu sabia que teria que trabalhar para me sustentar, pagar o aluguel, comprar comida e assim vai, mas nas horas vagas o skate consta e o prazer é muito grande.


SS- Como é a sua vida morando fora do país e quem são seus companheiros de sessão?
Agora eu trabalho 3 dias na 3Bros. Racing (Motorcycle Shop) em Costa Mesa e 3 dias entregando Pizza. Ando sempre com o Genovesi e com o Bozo, esses são os companheiros mesmo de sessão e sempre que tenho oportunidade ando com os manos do Brasa que moram aqui também.

SS- Em sua opinião qual a principal diferença entre o mercado de skate americano e o mercado de skate do Brasil?
Essa pergunta é bem famosa né! Bom a maior diferença é que o mercado do skate americano proporciona para o skatista profissional ter uma vida decente, digamos confortável, do jeito que o skatista merece ser tratado e no Brasil isso não acontece.
Isso devido a muitos motivos que se for escrever aqui vai tomar muito espaço, mas resumidamente é bem isso.

SS- Recentemente você sofreu uma lesão no joelho, conte um pouco sobre ela e como foi que isto aconteceu?
Foi na pista publica da Volcom, andando no Banks. Meu joelho esquerdo já estava lesionado e eu estava andando com o peso do corpo todo na perna direita, então fui dar um Blunt to Fakie e meus pés saíram do shape bem na hora que fui puxar o skate para voltar na transição. Pisei na transição com o pé direito e todo meu corpo veio para baixo em cima do joelho direito (que estava bom) e minha perna dobrou 90 graus para o lado de fora formando uma letra “L”. Foi assim que minha perna ficou, ao vivo, foi à pior coisa que eu já presenciei não gosto nem de falar!


SS- Fale um pouco sobre o momento da cirurgia e o longo período de tratamento até voltar a andar de skate?
Passei por duas cirurgias, a primeira para salvar o Menisco. Os médicos conseguiram dar uns pontos no Menisco e manter ele no meu joelho. Infelizmente não pude fazer o Ligamento Cruzado Anterior, pois ainda não tinha movimento de amplitude suficiente, minha perna ainda estava muito inchada, esta foi em 9 de Outubro de 2008.
A segunda foi em 4 de Dezembro para reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior , neste dia tive que voltar para a emergência do hospital, pois os remédios contra a dor que eu tomava não estavam resolvendo nada e tinha muita dor, uma dor insuportável que me fez chorar muito. Então os médicos acabaram me dando 5 injeções de morfina na veia, foi horrível. Fiquei 10 meses sem tocar no carrinho, foi um período miserável na minha vida que me fez refletir bastante e tomar gosto por outras coisas alem do skate. Com esta lesão passei a soltar Pipa na praia (risos) e a praticar “Bikram Yoga” o que me ajudou bastante durante a recuperação alem da fisioterapia é claro.
Hoje em dia o meu joelho não é o mesmo de antes, pois meu corpo cria muito tecido de cicatrização (Scar Tissue) o que impede de dobrá-lo como antes e sinto minha perna ainda fraca comparada com a esquerda.

SS- Qual a sua dica para os skatistas que se encontram lesionados neste momento?
A minha dica é para que sigam todas as orientações médicas, pois eles sabem o que estão falando!
Sigam todas as orientações dos fisioterapeutas, pois eles são anjos da guarda e não se compare com outras pessoas que estão na mesma situação que você, pois não há regras para a recuperação. Uns se recuperam mais rápido enquanto outros se recuperam mais devagar, eu ainda estou me recuperando.

SS- Quais são seus planos para o futuro?
Meus planos para o futuro são fazer que minha fundação a “Next Up Foundation” ( www.thebesttrick.org ) seja bem grande e que possamos ajudar o máximo de crianças possível.
A Next Up Foundation é uma continuação do trabalho com skate na FEBEM que estou desenvolvendo aqui, e estaremos trabalhando a principio em Santa Ana com crianças carentes. E reativar os trabalhos com a InterSP o mais rápido possível.

SS F/S Flip Foto-Heverton Ribeiro


SS- O skate sempre nos leva a diferentes lugares, lugares até que nós nunca imaginamos estar, a onde você espera que seu skate ainda te leve?
Eu espero que o skate me leve ao final da minha vida com a sensação de que eu fiz o que tinha que fazer, e eu tenho certeza que isto vai acontecer pois estou trilhando o caminho certo!

Agradecimentos: Primeiramente a Deus por me dar saúde para continuar a batalhar pelas minhas metas, a meu pai por ser meu herói, minha mãe por toda a ajuda em toda minha vida e se não fosse por ela não estaria morando aqui, ela fez meu sonho se realizar. A família InterSp (muita saudade), Samantha e Andre Genovesi em especial por me estender a mão quando cheguei aqui e não sabia para onde ir nem o que fazer (ele foi meu guia), a todos que contribuíram para a fundação da Next Up Foundation, Bozo por estar comigo no dia que me lesionei e em geral todas as pessoas que de certa forma me ajudaram a fazer qualquer coisa, é difícil citar nomes

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Olimpíadas da Fundação Casa

Na tarde de ontem no Ginásio do Ibirapuera, aconteceu a IV Olimpíada Esportiva e Cultural da Fundação Casa, reunindo internos de várias unidades em apresentações e disputas de diferentes modalidades esportivas e atividades urbanas.
A sintonia era perfeita entre os participantes do evento e um clima de muita alegria e descontração tomou conta do ginásio, onde todos vibravam e aplaudiam a cada apresentação dos b.boys e b.girls ou a cada performance dos jogadores de streetball.
O skate foi outro grande atrativo, comandado por Sandro Soares "Testinha", que realiza um belo trabalho dentro da Fundação Casa levando o skate para os internos e mostrando para eles os benefícios deste esporte, ensinando lições que serão guardadas para o resto da vida.
No local foram expostos também shapes da campanha Prodecks Diamond Series e a integração de skatistas profissionais como Alexandre Chorão, Marcelo "Formiguinha", Sandro Sobral, Alexandre "Tizil", Aron Marcel, Vitor Sagaz, Márcio "Tarobinha" e Marcelo "Just" que interagiram com os internos durante as sessões e ensinaram os primeiros passos no skate para muitos deles.
Já no final do dia aconteceu um show com o rapper Slim Rimografia que levantou o público com rimas inteligentes e muitos beats, fechando com chave de ouro um evento brilhante.
Este evento foi dedicado a um amigo, que conheceu os dois caminhos, no caminho do bem (skate) fez amigos, um deles seu fiel escudeiro, Sandro Testinha e muitos outros. Em certo momento pegou um atalho, o errado, seguindo o caminho do mal, e como morador de rua morreu esfaqueado a poucas quadras de onde ele andava de skate e onde corria pelo certo.
Esse evento foi para o skatista e amigo, SPANTO, descanse em paz, onde estiver.
Muitas manobras de impacto aconteceram durante as demos, mas com certeza a principal foi diminuir o sofrimento desses internos (crianças e adolescentes), ao menos que por um dia.
video
Para nós do Skate Saúde foi uma honra participar de um evento como este e poder colaborar com uma causa tão nobre, agradeço de coração o convite e torço para reencontrar logo estes jovens andando de skate, só que agora pelas ruas do mundo.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Pliometria e o Skate

Sabemos que o skate é um esporte predominantemente anaeróbico (curta duração e alta intensidade) e de auto-impacto devido à grande quantidade de saltos durante a pratica, que trás muitos benefícios físicos e mentais aos seus praticantes, mas como em qualquer outro esporte temos também um elevado risco de lesões. Uma das formas para se prevenir estas possíveis lesões é aumentando a força e a resistência muscular, alem da amplitude e biomecânica do movimento o que automaticamente vai ajudar a melhorar o pop das manobras, realizando as mesmas com uma altura cada vez maior.

Rodrigo Gerdal BS Nollie Foto-Pablo Vaz

Tanto no treinamento como para a reabilitação de skatistas podemos utilizar uma técnica chamada Pliometria que consiste em uma forma de exercício que busca a máxima utilização dos músculos em movimentos rápidos e de explosão. Seu conceito baseia-se na exploração do músculo em sequências de contrações excêntricas e concêntricas buscando a otimização do mesmo.
As ações dos músculos em práticas de esforços rápidos semelha-se ao comportamento de uma mola, contraindo-se e liberando sua força acumulada. Os exercícios pliometricos buscam a consciência do praticante da melhor forma de utilização desta impulsão de força, permitindo aprimorar as técnicas de atividades como o salto (ollie), já que apóia-se no trabalho de velocidade e explosão, muito utilizado em diversos esportes, como por exemplo basquete, vôlei e o skate. A biomecânica da pliometria não é complexa, resume-se na criação de uma reação oposta a ação prévia, dando-lhe uma maior velocidade, na busca do aproveitamento da energia produzida.Esse tipo de treinamento inclui saltos e saltitos que aproveitam os ciclos de contração e relaxamento para aumentar a potência muscular. Iniciam-se com um rápido alongamento de um músculo (fase excêntrica) seguido de uma rápida contração do mesmo músculo (fase concêntrica). Também não é necessário o uso de pesos para a execução desta atividade, podendo-se usufruir do peso do próprio corpo como sobrecarga.

Para obter sucesso com a pliometria no programa de treinamento é necessário fazer algumas considerações como a escolha dos exercícios que devem refletir as demandas específicas da modalidade esportiva (princípio da especificidade) e a técnica de execução é extremamente importante, devendo o skatista aprender o padrão correto do movimento antes de treiná-lo.
Consulte sempre um Educador Físico habilitado pelo CREF antes de iniciar qualquer tipo de treinamento, melhore sua condição física e principalmente a altura de suas manobras e a performance no skate, evoluindo cada vez mais.
Participem da promoção Skate Saúde X Promodel Diamond Series, respondendo a pergunta “Qual a importância do Promodel no mercado brasileiro de skate?” pelo twitter ( www.twitter.com/skatesaude ) até o dia 06 de Novembro, a melhor resposta leva um model espelho do Fábio Sleiman customizado pelo artista Fabiano Lokinho.Participem!
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tipos de fratura

Infelizmente ainda é muito comum no skate, vermos skatistas com algum osso do corpo quebrado, devido às constantes quedas e acidentes como ocorrem em qualquer esporte.
Anteriormente fizemos um texto falando sobre fraturas, e hoje vamos nos aprofundar mais neste tema explicando e exemplificando os principais tipos ou personalidades de fratura e assim termos uma melhor noção caso nos deparemos com alguma delas na sessão.
A fratura é a quebra total ou parcial de um osso, provocada na maioria das vezes, por uma ação brusca e violenta. Elas podem ser fechadas (tipo mais comum) ou expostas, que são os casos em que há comunicação com o ambiente externo e laceração da pele com exteriorização da extremidade fraturada.

A fratura por avulsão é a retirada por forte tração, ou dilaceramento de um pedaço de osso, com relação ao osso principal.

A fratura com impactação é a fratura na qual os fragmentos fazem saliência, uns para dentro da fratura e outros para fora.

Já a fratura linear simples é caracterizada por uma relação em linha reta dividindo o osso em duas partes.

E por fim temos a fratura cominutiva que acontece quando há mais de uma linha de fratura dividindo o osso em três ou mais partes.
Há ainda as fraturas por estresse, que acontecem quando o osso é submetido repetidamente a uma carga superior a seu limiar, mesmo que não sofra uma ruptura logo de cara.
As fraturas também podem ser consideradas de acordo com sua orientação. Um skatista pode sofrer um problema transversal, oblíquo, espiral ou segmentar (mais de uma fratura em um mesmo osso).
Caso aconteça qualquer queda com suspeita de fratura estabilize e evite mover o local afetado e procure imediatamente um médico, que com auxilio de exames de imagem poderá dizer qual o tipo de fratura ocorreu.
E continua valendo a promoção Skate Saúde X Promodel Diamond Series, para participar basta nos seguir pelo Twitter (www.twitter.com/skatesaude).
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Entrevista Marcus Cida

Ver algo mudar para melhor e fazer as coisas acontecerem são pensamentos da grande maioria das pessoas, mas o grande diferencial esta naquelas que colocam a mão na massa e depositam toda a sua energia e amor naquilo que fazem.
Este mês o Skate Saúde teve o prazer e o privilégio de entrevistar não somente um skatista profissional, mas também um profissional do skate, que com o passar dos anos vem colocando a mão na massa e prestando bons serviços ao skate brasileiro em todas as suas áreas de atuação, confiram agora um pouco mais sobre a vida do polivalente skatista Marcus Cida.


Nome: Marcus Amaro da Silveira Basler
Idade: 29 anos
Local: Porto Alegre
Tempo de Skate: 21 anos
Patrocínio: Freeday, Matriz Skateshop e Dagringa Distribuidora.
BS Tail Slide

SS- Eu assim como você, trabalho em várias atividades e o mais difícil para mim é conciliar meu tempo, você é skatista profissional, empresário, videomaker, diretor, produtor, editor de vídeo e apresenta o programa Cidade Skate, como você faz para conciliar todas estas atividades?
Vixi, nem eu sei (risos). Na verdade tudo é skate, então para mim não é nem um pouco chato, eu não encaro como um trabalho, antes de tudo é por prazer, é muito legal poder trabalhar em prol do skate, é gratificante.

SS- O skate na região sul do país tem uma cena forte na rua apresentando grandes skatistas, a que fatores devemos isto?
Acredito que o principal fator seja que a molecada cada vez mais tem acreditado no skate, na possibilidade de se tornar skatista profissional. No sul temos estrutura, marcas consolidadas como a Freeday que assina carteira dos atletas profissionais, existem boas pistas como a do Iapi que é bem completa, além de vários picos na rua. Mas ainda temos falta da mídia que esta toda voltada para São Paulo.

SS- É muito difícil vermos skatistas que ficam por um longo período em uma mesma marca, você já esta há alguns anos na Freeday, como é seu relacionamento com seus patrocinadores?
Relaciono-me muito bem com a Freeday, com certeza foi à marca que mais me identifiquei e onde existe um grande entrosamento da equipe com a marca, hoje estamos bem representados pelo Diego “Pagode” skatista profissional que é gerente de marketing.

BS Noseblunt Foto- André Ferrer

SS- Agora falando um pouco do seu lado como empresário, como surgiu a Matriz skate shop, e quais são os futuros planos para a loja?
A Matriz surgiu da necessidade de ter uma loja realmente de skate em Porto Alegre, eu e o Gordo já estávamos cansados de ver e ser atendidos por lojas que não tinham o mínimo de noção do que estavam vendendo, muito menos entendiam algo sobre skate, sentimos na pele a necessidade de uma loja de skate na cidade. O pai do Gordo, Sr. Marloi foi uma das peças fundamentais por incentivar e participar diretamente da administração da loja. Tanto eu como o Gordo viajamos muito e não teríamos como administrar a loja.
Hoje estamos muito bem, temos alguns projetos, alguns que ainda não posso falar e outros como um vídeo ensinando manobras com a equipe Matriz composta por Iqui, Luan de Oliveira, Gui Zolin, Diego Chaveiro, Cezar Gordo, eu, Wagner Kbça, Igor Morshak. Estou editando um teaser e em breve vai estar disponível.
Para ver os materiais visuais da Matriz, acesse http://www.matrizskate.com/ , http://www.matrizskate.blogspot.com/ e canal Matriz do Youtube.

SS- Você foi um dos grandes articuladores do “Skate Manifesto” para a construção de um novo Skate Plaza em Porto Alegre, qual foi o resultado final deste projeto?
O resultado final será a construção do nosso tão esperando Skate Plaza, mas isso ainda não aconteceu. Estamos em cima cobrando.
Precisamos de uma pessoa que seja muito influente dentro da prefeitura. A todo o momento existe uma desculpa da prefeitura, como sempre eles querem esperar as eleições para mostrar que estão fazendo alguma coisa. Política é foda!

SS- Após viajar o Brasil todo e boa parte do mundo andando de skate e coletando imagens, quais os melhores picos que você já andou e porque eles são os melhores?
O Brasil tem bastante pico, às vezes é preciso viajar para andar em picos diferentes, mas a cidade que mais gosto de andar é Barcelona, a arquitetura da cidade é muito propicia para andar, uma grande variedade de picos próximos, chão liso, muitos picos de mármore e granito, não tem como não andar, lá você anda até as pernas aguentarem!

BS Nose Grind

SS- Você tem uma forte ligação com vídeos de skate, os vídeos da Matriz, o vídeo da Freeday e agora o programa Cidade Skate, como começou tudo isso?
Sempre fui louco por vídeos, desde quando comprei meu primeiro vídeo cassete, tinha todos VHS, colecionava vídeos e em 1997 o Sr. Marloi comprou uma câmera simples para filmar o nascimento da Julia, irmã do Gordo, a partir daí começamos a filmar os amigos para fazer um vídeo experimental. Em 1998 editamos o Matriz #1, que foi o primeiro vídeo das 4 edições do Matriz, escolhemos o nome Matriz por causa da Praça da Matriz localizada no centro de Porto Alegre, que foi o principal pico da cidade por muitos anos. Depois fomos roubados finalizando a 4ª edição, acabamos ficando sem filmar por uns três anos, até que me propus a produzir o vídeo Freeday’s Movie, eu e o Gordo compramos uma câmera nova e a vontade de filmar e produzir algo novo aumentava cada vez mais. Até o final do Freeday’s Movie ainda não tínhamos um Vídeo Maker, era tudo filmado por nós, eu filmei bastante, o Gordo ajudou bastante e todos amigos contribuíram, ao todo foram 17 colaboradores. Quase três anos de filmagens no Brasil, EUA e Europa. Depois do Freeday’s Movie ficamos quase um ano só andando de skate desencanado de filmar, até que depois de uma entrevista para o Zona de Impacto do SporTv surgiu uma proposta de produzir um programa de skate, na hora eu fiquei meio sem resposta, pois ainda não tínhamos um vídeo maker, a responsa aumentaria e conseqüentemente eu andaria menos de skate, que seria um problema para min.
Levei dois meses até montar a estrutura para iniciar o programa, acabei produzindo o programa quase que sozinho por seis meses, foi à época que menos andei de skate na minha vida. Até que contratamos o vídeo maker e skatista Léo Coutinho que esta sendo meu braço direito no programa, ainda temos o Jean Duarte que cuida da acessoria de imprensa e a Freeday que está dando toda estrutura para produzir o programa. A ligação com o vídeo começou como brincadeira, os vídeos Matriz foi o principal meio de divulgar novos talentos do sul, hoje a proposta do programa é difundir o skate principalmente das capitais brasileiras

SS- Cite alguns skatistas que te influenciaram ao longo da sua carreira e faça uma lista com os 5 melhores skatistas de todos os tempos?
No incio quando não tinha contato fora do RS, eram os skatistas dos vídeos como Erick Koston, Tom Penny, Marc Jhonson, Mariano. Mas hoje tenho influencias por pessoas mais próximas e tenho muito orgulho deles serem meus amigos.
Alguns deles são Luan de Oliveira, Cezar Gordo, Rodrigo Tx, Fabio Cristiano e Alex Carolino.

SS- O que você acha do projeto Skate Saúde?
A palavra já diz tudo Skate que é uma das coisas que mais amamos, e Saúde que é quase tudo para a gente. A pior coisa para um skatista é ficar machucado, muitos não tem plano de saúde ou uma orientação médica. O Skate Saúde é dirigido por um profissional formado e skatista, isso é de extrema importância para a evolução do esporte.
Já escutei muitos médicos especialistas falando que skate é um esporte perigoso e muitos até nos desanimam dando informações erradas. As lesões acontecem com qualquer atleta.

SS BS 180 Fakie Pivot Foto- Alex Brandão

SS- Você vê diferença entre os skatistas ao redor do mundo, ou você é daqueles que acham que skatistas são iguais em qualquer parte do mundo?
Em nível técnico acredito que como muitos brasileiros que evoluem em picos roots, com chão irregular acabam tendo mais base e quando aparece algum pico mais perfeito fica muito mais fácil. Já quem aprende em picos perfeitos acaba tendo mais dificuldade para andar em picos roots ou com chão ruim. Acredito que o brasileiro tenha mais facilidade para andar em qualquer pico.


SS- Todos nós temos sonhos, os quais tentamos realizar ao longo da vida, você tem algum sonho a ser realizado como skatistas?
Estou vivendo meu sonho que é andar de skate e poder viver dele, mas quero ver o skate com estrutura, boas pistas no Brasil todo, com estrutura para os atletas só se preocuparem em evoluir e não precisarem fazer correrias.

SS- A evolução não para, por isso quais são seus planos para o futuro e o que você espera para o futuro do skate no Brasil?
Meus planos são andar mais e mais de skate, estruturar o Cidade Skate e a Matriz Skateshop, pois no último ano me dediquei bastante ao programa. Espero um desenvolvimento onde as marcas de skate no Brasil façam algo pelo skate, o ciclo precisa funcionar, tipo assim, o skatista compra na skateshop, por sua vez a skateshop apóia o skate regional, a skateshop compra de marcas que também patrocina e apóia o skate. Desta forma o skate acontece, incentivando mais e mais skatistas.

Agradecimentos: Meus patrocinadores Freeday, Matriz Skateshop e Dagringa Distribuidora, minha família, minha namorada Carol, meus amigos, SporTv e a todos que contribuem com o skateboard!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Expo Promodel Diamond Series

Na ultima sexta feira tivemos início a primeira exposição da série Diamond Series pela campanha de valorização do Promodel no Brasil (a campanha tem como objetivo mostrar a necessidade de produção e comercialização do Promodel, como ferramenta de manutenção do mercado, já que ela é uma das engrenagens que faz a "máquina do skate" funcionar de maneira mais eficiente e correta.) na The House aqui em São Paulo.
Com o lema "Toda transformação vem através da educação e conscientização", skatistas, artistas e simpatizantes da cultura de rua puderam observar a primeira série de shapes prontas ao som de boa música e muita amizade.
Foi iniciada a campanha com 10 artistas customizando 50 shapes usados inserindo nomes de skatistas profissionais que fizeram e/ou fazem parte da história do skate nacional. Nessa primeira exposição foram apresentadas 40 dessas obras, mostrando um excelente nível surpreendendo a todos os presentes com shapes que são verdadeiras obras de arte.
Nas obras expostas pudemos ver diferentes técnicas de customização como pintura em relevo, técnicas de colagem, arte suja, pintura com tinta vencida, técnica mista entre outras, mostrando grande originalidade por parte dos artistas.
Novos artistas estão sendo convidados para esta ação, assim a cada novo local em que “Exposição de Shapes Customizados - Prodecks Serie Diamond” passar novos artistas e novos promodels serão apresentados.
E hoje (09/10/09) vai rolar a primeira festa da campanha marcando o fim da primeira semana de exposição na The House (Rua Major Maragliano, 156. Ao lado da Faculdade de Belas Artes, na Vila Mariana, em São Paulo) com realização de Maura Costa, exposição por Alessandro Macgregor com apoio da CBSK (Confederação Brasileira de Skate). A entrada é franca e haverá distribuição de revistas 100% e Tribo Skate.
De lá a exposição segue para o Hangar 110 no dia 15 de outubro, onde acontecerão shows com as bandas Grinders, Final Fight e Hell Sakura e a incorporação de novas peças na exposição.
E o Skate Saúde aproveitando o lançamento da exposição, vai iniciar uma promoção valendo um Shape (model espelho do Fabio Sleiman) customizado pelo artista Fabiano Lokinho assim que atingirmos 100 seguidores no twitter, portanto comece a nos seguir e fique ligado em como participar da promoção.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Guerreiros da Mega Rampa

Todo skatista é “guerreiro” por natureza, tenta superar as dificuldades do cotidiano da melhor forma possível, passando por cima dos obstáculos, evoluindo e buscando sua plena satisfação e alegria.
No ultimo final de semana na Mega Rampa aqui em São Paulo, vi que os skatistas que encaram este desafio são verdadeiramente “guerreiros”, não só pelo alto grau de dificuldade e da técnica apurada para andar em um obstáculo como aquele, mas também pelos equipamentos de proteção utilizados, onde lembram os guerreiros medievais com suas “armaduras”.

Edgard "Vovo" mostrando a bundeira - Foto: Sidney Arakaki

A “armadura” utilizada na Mega Rampa, é composta por capacete (usado normalmente no skate vertical), joelheira e cotoveleira (usada normalmente no skate só que reforçada para agüentar impactos maiores), colete (utilizado no MotoCross, feitos em policarbonato dando assim leveza e proteção), bundeira (também adaptada do MotoCross para o skate) e luvas (também do MotoCross para não queimar a mão na pista).

Coletes de proteção

Por baixo de tudo isso vem ainda às roupas convencionais que normalmente são calças e blusas de manga comprida.

Edgard "Vovo" mostrando a luva - Foto: Sidney Arakaki
Além de todo este material de segurança o mais importante é saber cair, aliviando o impacto do corpo e deslizando sobre a rampa evitando assim maiores acidentes.
A Mega Rampa foi palco de alguns dos piores acidentes no skate, como o de Jake Brown no X-Games de 2007, onde o skatista não sofreu nenhuma lesão apesar da violenta queda.



Caso bem diferente de Danny Way, criador da Mega Rampa que ano passado após uma queda aqui no Brasil sofreu lesão em duas vértebras próximas ao cóccix.



Tomara que a evolução das manobras na Mega seja acompanhada também da evolução dos equipamentos de segurança, proporcionando uma maior segurança para todos os praticantes.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

JUP

No ultimo final de semana a cidade de São Paulo sediou a 3º edição da Virada Esportiva, e no Vale do Anhangabaú foi o realizada a Arena da Juventude Radical, local que concentrou as principais atrações, como o pakour, uma pista de snowboard,, freestyle motocross, half pipe e no “bloco do meio” das já famosas bordas do Vale foi adaptada uma pequena mas completa pista de street skate interagindo com as bordas, onde aconteceu a segunda etapa do Circuito Universitário de Skate e o Skate Saúde esteve presente dando acessoria médica ao evento.
Durante o dia, vários skatistas da categoria estreante, amadora, feminino e profissional apresentaram um nível muito alto de skate, agradando a todos que assistiam o evento.
Na parte de atendimento, o trabalho começou cedo com alguns atendimentos aos skatistas com lesões mais simples e até uma fotografa que sofreu uma queda dentro da pista. Com o início da bateria amadora apareceram as lesões mais complexas com dois entorses de tornozelo e um entorse de joelho, onde os skatistas receberam o atendimento no local e posteriormente foram removidos a hospitais da região para realização de exames de imagem.

Skatistas aguardando atendimento.
Voltando ao skate, na categoria amadora o vice-campeão da 1ª etapa, Murilo Romão, estava à vontade no Vale do Anhangabaú. Skatista que conhece muito bem o pico, mostrou uma sessão com grande variedade de manobras em todos os cantos da área, conquistando assim, o primeiro lugar. Em segundo ficou Daniel Marques seguido de Willian Chou em terceiro

Daniel Marques FS Noseblunt


Pódio Amador

Já no profissional, que contou com 19 inscritos, o campeão saiu da primeira bateria. Fabio Castilho aplicou muito bem seu leque de manobras na área, deixando sua marca em quase todos os obstáculos do pico. O titulo de campeão da categoria profissional foi unânime entre os juízes e competidores. Em segundo ficou o skatista de Apucarana (PR) Rogério Febem e em terceiro o curitibano Rodil Ferrugem, que soma mais um pódio em sua carreira repleta de títulos.

Marcelo Formiga SS Shovit

Pódio Profissional
Agora ficamos no aguardo da ultima etapa que será realizada no dia 14 de Novembro na Praça do Relógio na USP.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.